{"id":2024,"date":"2019-12-13T10:27:00","date_gmt":"2019-12-13T13:27:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/?p=2024"},"modified":"2021-06-25T16:24:52","modified_gmt":"2021-06-25T19:24:52","slug":"mais-de-12-milhoes-de-consumidores-sofreram-alguma-fraude-financeira-nos-ultimos-12-meses-aponta-pesquisa-cndl-spc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/mais-de-12-milhoes-de-consumidores-sofreram-alguma-fraude-financeira-nos-ultimos-12-meses-aponta-pesquisa-cndl-spc-brasil\/","title":{"rendered":"Mais de 12 milh\u00f5es de consumidores sofreram alguma fraude financeira nos \u00faltimos 12 meses, aponta pesquisa CNDL\/SPC Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>N\u00e3o receber item comprado, produto ou servi\u00e7o diferente das especifica\u00e7\u00f5es da venda e clonagem de cart\u00e3o despontam como as fraudes mais comuns. Perda de tempo e burocracia para provar que est\u00e3o com a raz\u00e3o s\u00e3o principais dificuldade, avaliam v\u00edtimas. Preju\u00edzos gerados equivalem a R$ 1,8 bilh\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Sejam consumidores, empresas ou governos, as fraudes financeiras representam um risco para a seguran\u00e7a de diversos setores da economia. E com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, as oportunidades e os m\u00e9todos para fraudar tamb\u00e9m v\u00eam se tornando cada vez mais sofisticados, causando danos financeiros em um n\u00famero cada vez maior de pessoas. De acordo com uma pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil),&nbsp;<strong>46% dos internautas brasileiros foram v\u00edtimas de algum tipo de golpe financeiro<\/strong>&nbsp;nos 12 meses anteriores ao estudo, o que equivale a um universo aproximado de&nbsp;<strong>12,1 milh\u00f5es de pessoas<\/strong>.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da CNDL, Jos\u00e9 Cesar da Costa, \u00e9 importante que o consumidor tome cuidados b\u00e1sicos para evitar transtornos com as fraudes e desconfie de facilidades ofertadas. \u201cO com\u00e9rcio eletr\u00f4nico tem crescido consistentemente no Brasil, em grande medida, devido a uma combina\u00e7\u00e3o entre diversidade, pre\u00e7os competitivos, comodidade e seguran\u00e7a nos mais diversos segmentos de consumo. Entretanto, muitas pessoas n\u00e3o tomam os cuidados necess\u00e1rios nas transa\u00e7\u00f5es on-line o que contribui para que sejam enganadas. S\u00e3o comuns, por exemplo, ofertas com valor muito abaixo da m\u00e9dia praticada no mercado, o que j\u00e1 mostra um ind\u00edcio de que pode ser se tratar de tentativa de golpe\u201d, alerta o Costa.<\/p>\n<p><strong>Preju\u00edzos gerados pelas fraudes equivalem a R$ 1,8 bilh\u00e3o; quase um quarto das v\u00edtimas perdeu documentos pessoais<\/strong><\/p>\n<p>Pouco mais da metade (51%) dos entrevistados afirma ter sofrido algum preju\u00edzo financeiro com a fraude, sendo o&nbsp;<strong>valor m\u00e9dio do dano de R$ 478,00<\/strong>. A estimativa \u00e9 de que o preju\u00edzo total decorrente de fraudes financeiras nos 12 meses anteriores \u00e0 pesquisa chegue a&nbsp;<strong>cerca de R$ 1,8 bilh\u00e3o<\/strong>. Dentre os fatos que antecederam a fraude, a pesquisa revela que os mais comuns foram&nbsp;<strong>perda de documentos pessoais (24%), roubo, assalto ou furto (21%)<\/strong>, perda de cart\u00e3o de d\u00e9bito ou cr\u00e9dito (18%) e fornecimento acidental de dados pessoais para terceiros por telefone, e-mail, WhatsApp ou em sites (13%).<\/p>\n<p>Considerando aqueles que disseram ter fornecido acidentalmente dados pessoais ou c\u00f3pias de documentos pessoais para terceiros,&nbsp;<strong>40% cadastraram seus dados em sites falsos de promo\u00e7\u00e3o<\/strong>, 39% se inscreveram em suposta vaga de emprego, 22% realizaram compra em site falso sem perceber, 21% receberam um contato telef\u00f4nico de uma pessoa se passando por funcion\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o financeira, 18% receberam notifica\u00e7\u00e3o falsa para quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bito e 18% receberam falso e-mail de banco ou empresa pedindo atualiza\u00e7\u00e3o de dados cadastrais ou banc\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Oito em cada dez consumidores acreditam serem pass\u00edveis de algum tipo de fraude<\/strong><\/p>\n<p>Diante dessa vulnerabilidade, as fraudes mais sofridas pelos entrevistados foram o&nbsp;<strong>n\u00e3o recebimento de produto comprado (52%)<\/strong>, compra de um produto ou servi\u00e7o diferente das informa\u00e7\u00f5es especificadas pelo vendedor (42%), cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou d\u00e9bito clonado (25%), contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ou compra indevida de itens usando documentos falsos, perdidos ou roubados da v\u00edtima (14%), transa\u00e7\u00f5es financeiras em conta banc\u00e1ria sem autoriza\u00e7\u00e3o (13%) e pagamento de servi\u00e7o n\u00e3o realizado (11%).<\/p>\n<p>Entre os servi\u00e7os contratados e n\u00e3o realizados,&nbsp;<strong>32% contrataram o servi\u00e7o de falsa ag\u00eancia de emprego<\/strong>, 24% de uma empresa de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, 22% de organizadores de festas e 22% de limpeza de nome negativado.<\/p>\n<p>J\u00e1 para quem teve produtos ou servi\u00e7os adquiridos em seu nome, usado em documentos falsos, perdidos ou roubados, as a\u00e7\u00f5es criminosas mais comuns foram a contrata\u00e7\u00e3o de pacotes de internet (29%), TV por assinatura (29%), linha de telefone celular (25%), empr\u00e9stimo (24%) e credi\u00e1rio (17%).<\/p>\n<p>Dentre as principais dificuldades enfrentadas para se proteger das fraudes est\u00e3o o fato de&nbsp;<strong>n\u00e3o saberem se um site \u00e9 confi\u00e1vel e seguro para transa\u00e7\u00f5es financeiras (53%)<\/strong>, n\u00e3o conseguir identificar se um boleto \u00e9 verdadeiro (45%), buscar informa\u00e7\u00f5es sobre como os dados ficam guardados em empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos (39%) e n\u00e3o compartilhar dados pessoais nas redes sociais (38%).<\/p>\n<p>Por sua vez, as medidas mais adotadas para se proteger e evitar novos golpes s\u00e3o: fazer compras somente em locais confi\u00e1veis (43%), pesquisar sobre a reputa\u00e7\u00e3o das lojas em sites de reclama\u00e7\u00e3o e redes sociais (41%), n\u00e3o compartilhar dados pessoais nas redes sociais (38%) e n\u00e3o responder a e-mails ou telefonemas que solicitam informa\u00e7\u00f5es pessoais como senhas, n\u00famero de cart\u00e3o ou de conta banc\u00e1ria (38%).<\/p>\n<p><strong>Perfil das v\u00edtimas: maioria mora no Sudeste com idade m\u00e9dia de 37 anos<\/strong><\/p>\n<p>As v\u00edtimas de fraudes financeiras est\u00e3o distribu\u00eddas&nbsp;<strong>quase que igualmente entre mulheres (53%) e homens (47%)<\/strong>. A m\u00e9dia de idade de 37 anos. Considerando a renda familiar, os entrevistados est\u00e3o divididos em tr\u00eas intervalos principais: 23% ganham de R$ 999,00 a R$ 1.996,00, outros 22% de R$ 2.995,00 a R$4.990,00 e 20,5% recebem de R$ 1.997,00 a R$ 2.994,00.&nbsp;<strong>Pouco menos da metade reside no Sudeste (47%)<\/strong>&nbsp;e 23% est\u00e3o no Nordeste.<\/p>\n<p><strong>Eletr\u00f4nicos e vestu\u00e1rio lideram o ranking de itens n\u00e3o recebidos. Marketplace \u00e9 principal canal de venda fraudulenta<\/strong><\/p>\n<p>Considerando os canais mais comuns para a ocorr\u00eancia de fraudes,&nbsp;<strong>destaca-se a lideran\u00e7a das lojas online (54%)<\/strong>. Na sequ\u00eancia aparecem os bancos (9%), as lojas f\u00edsicas pequenas (8%), as lojas f\u00edsicas de grande porte (8%) e as financeiras (6%).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00e3o recebimento de produtos comprados, os&nbsp;<strong>itens mais mencionados s\u00e3o eletr\u00f4nicos (35%)<\/strong>, seguidos de roupas, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (31%), cosm\u00e9ticos e perfumaria (13%), eletrodom\u00e9sticos (12%) e artigos infantis (9%). Nesse caso, os locais de compra mais comuns onde ocorreram as fraudes de n\u00e3o recebimento das compras foram os sites de lojas que vendem produtos diversos como marketplaces, lojas de pessoas f\u00edsicas online e produtos usados (67%), site pr\u00f3prio de vendas de uma loja (28%), perfil de empresa em rede social (12%) e perfil pessoal em rede social (10%).<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s vivenciar a fraude, 30% tiveram o nome negativado e 52% relatam estresse<\/strong><\/p>\n<p>Tr\u00eas em cada dez v\u00edtimas tiveram o nome negativado (30%) devido a fraude sofrida.&nbsp; Os problemas decorrentes podem afetar o acesso ao cr\u00e9dito do consumidor, e at\u00e9 mesmo ocasionar consequ\u00eancias emocionais e para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>Tendo em vista as demais consequ\u00eancias,&nbsp;<strong>52% relatam estresse<\/strong>, 24% precisaram ajustar o or\u00e7amento para cobrir preju\u00edzos, 23% perderam tempo regularizando a situa\u00e7\u00e3o na pol\u00edcia e \u00f3rg\u00e3os competentes e 16% falam em depress\u00e3o, ansiedade ou outros problemas psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>34% ainda n\u00e3o recuperaram nenhuma quantia perdida na fraude; 53% t\u00eam esperan\u00e7as de reaver o valor<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o levantamento,<strong>&nbsp;34% dos consumidores n\u00e3o recuperaram nenhum valor<\/strong>&nbsp;ap\u00f3s sofrerem algum tipo de fraude. Por outro lado, seis em cada dez (66%) consumidores que tiveram perdas j\u00e1 conseguiram recuperar uma parte (34%) ou todo o valor perdido (32%). A expectativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o dos valores perdidos \u00e9 relatada por 53% das v\u00edtimas que n\u00e3o conseguiram resolver a situa\u00e7\u00e3o, sendo que 44% acreditam na recupera\u00e7\u00e3o do valor total. No entanto,&nbsp;<strong>47% j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam esperan\u00e7as de reaver a quantia<\/strong>.<\/p>\n<p>Questionados sobre as dificuldades enfrentadas para solucionar a fraude financeira, os entrevistados mencionam a&nbsp;<strong>perda de tempo (45%), a burocracia para provar que estavam com a raz\u00e3o (33%)<\/strong>, a perda de dinheiro (30%) e o fato de n\u00e3o saber a quem procurar para resolver a situa\u00e7\u00e3o (27%). A pesquisa ainda mostra que 80% tomaram alguma medida para resolver o problema, principalmente procurar o banco ou a administradora do cart\u00e3o de cr\u00e9dito (25%), negociar com a empresa que causou a fraude para reaver valores ou reparar danos (23%) e recorrer \u00e0 pol\u00edcia atrav\u00e9s de Boletim de Ocorr\u00eancia (18%). A pr\u00f3pria empresa onde ocorreu a fraude foi a principal inst\u00e2ncia que contribuiu para resolver o caso (32%), seguida dos \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor (20%) e da operadora do cart\u00e3o de cr\u00e9dito (19%).<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 917 pessoas residentes em todas as capitais do pa\u00eds, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e de todas as classes sociais.&nbsp; Os dados foram levantados em uma pesquisa conduzida pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) em parceria com o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).<\/p>\n<p><strong>BAIXAR ARQUIVOS<\/strong><br \/>\n<a class=\"pdf\" href=\"http:\/\/www.cndl.org.br\/upload\/PP40\/materiais\/pesquisas\/Fraudes%20Financeiras\/1\/release_pesquisa_fraudes_agosto_2019_VF-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Release<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.cndl.org.br\/upload\/PP40\/materiais\/pesquisas\/Fraudes%20Financeiras\/1\/SPC%20Analise%20Fraudes%20Financeiras%20no%20Brasil.pdf\">An\u00e1lise<\/a><br \/>\n<a class=\"pdf\" href=\"http:\/\/www.cndl.org.br\/upload\/PP40\/materiais\/pesquisas\/Fraudes%20Financeiras\/1\/apresentacao_pesquisa_fraudes_agosto_2019-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o receber item comprado, produto ou servi\u00e7o diferente das especifica\u00e7\u00f5es da venda e clonagem de cart\u00e3o despontam como as fraudes mais comuns. 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