{"id":2796,"date":"2022-06-15T18:08:00","date_gmt":"2022-06-15T21:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/?p=2796"},"modified":"2023-02-02T18:10:29","modified_gmt":"2023-02-02T21:10:29","slug":"populacao-dos-grandes-centros-perde-em-media-21-dias-do-ano-no-transito-aponta-cndl-spc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/populacao-dos-grandes-centros-perde-em-media-21-dias-do-ano-no-transito-aponta-cndl-spc-brasil\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o dos grandes centros perde em m\u00e9dia 21 dias do ano no tr\u00e2nsito, aponta CNDL \/ SPC Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><em>Levantamento aponta que moradores de grandes centros utilizam em m\u00e9dia 2,5 condu\u00e7\u00f5es diariamente. Tarifa, seguran\u00e7a e conforto s\u00e3o os itens com pior avalia\u00e7\u00e3o. 43% afirmam ter medo de usar o transporte p\u00fablico ap\u00f3s a pandemia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os brasileiros que residem nas capitais passam cerca de 2h do seu dia no tr\u00e2nsito para ir a lugares como o trabalho, escola, faculdade ou fazer compras, o que equivale a 21 dias\/ano. \u00c9 o que mostra a Pesquisa Mobilidade Urbana 2022, conduzida pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) em parceria com o Sebrae.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os entrevistados, 28% levam de 30 minutos a 1 hora por dia em tr\u00e2nsito e 32% levam de 1 a 2 horas. O tempo m\u00e9dio despendido no tr\u00e2nsito caiu na compara\u00e7\u00e3o com o levantamento de 2017 (147,9 minutos). A queda foi de 19%, ou o equivalente a quase meia hora. A pesquisa de 2022 tamb\u00e9m investigou o tempo gasto nos engarrafamentos, obtendo uma m\u00e9dia de 64,5 minutos, o equivalente a cerca de 1h04 minutos do dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA pandemia trouxe impactos significativos no comportamento da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o dos transportes p\u00fablicos, por exemplo. A diminui\u00e7\u00e3o do tempo no tr\u00e2nsito, apontada pela pesquisa, \u00e9 um reflexo disso, uma vez que muitas empresas passaram a utilizar o modelo h\u00edbrido mesmo ap\u00f3s o controle da pandemia\u201d, destaca o presidente da CNDL, Jos\u00e9 C\u00e9sar da Costa, que explica ainda o objetivo da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA mobilidade urbana est\u00e1 diretamente ligada ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social de uma regi\u00e3o. Por exemplo, o tempo que um trabalhador passa no tr\u00e2nsito impacta diretamente no seu bem-estar e sobre a sua produtividade. Neste sentido, como representantes do setor produtivo, queremos abrir a via do debate e das pol\u00edticas p\u00fablicas, possibilitando avan\u00e7os na qualidade de vida das pessoas e no desempenho econ\u00f4mico\u201d, afirma o presidente da CNDL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00d4NIBUS \u00c9 O PRINCIPAL MEIO PARA IR AO TRABALHO E PARA A ESCOLA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O meio de transporte utilizado pode variar de acordo com o dia ou com a finalidade do deslocamento. Considerando os deslocamentos gerais do dia a dia, os \u00f4nibus foram a modalidade mais citada, mencionada por 50% (caindo para 31% nas classes A e B). Em seguida, apareceram o carro (32% no geral, aumentando para 59% nas classes A e B) e a locomo\u00e7\u00e3o a p\u00e9 (22%). Os apps de transporte foram mencionados por 16%, seguidos de moto (11%) e metr\u00f4 (11%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando os deslocamentos espec\u00edficos, na ida para o trabalho, os \u00f4nibus prevalecem como o meio mais citado, lembrado por 36%; os carros aparecem em seguida (22%). Nos deslocamentos para a escola e faculdade, os \u00f4nibus tamb\u00e9m se destacam, sendo citados por 14%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 nas sa\u00eddas para lazer, o carro assume a dianteira, citado por 39%. Os apps de transporte tamb\u00e9m se destacam nesse tipo de deslocamento, mencionados por 28% \u2014 percentual que aumentou na compara\u00e7\u00e3o com 2017 (18%). Os carros tamb\u00e9m foram destaque quando se considera as idas aos supermercados (38%). J\u00e1 nas compras feitas perto de casa, a maioria (63%) costuma ir a p\u00e9. Nas compras longe de casa, mais uma vez o carro se destaca (41%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando questionados sobre a avalia\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito em suas cidades, apenas 10% dos entrevistados consideraram bom ou \u00f3timo. Na outra ponta, 58% consideraram ruim ou p\u00e9ssimo e 32% consideraram regular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PRE\u00c7O \u00c9 O PRINCIPAL MOTIVO DE USO DO TRANSPORTE P\u00daBLICO, EM GERAL MAL AVALIADO PELOS USU\u00c1RIOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados da pesquisa apontam que o transporte p\u00fablico \u00e9 o mais utilizado no dia a dia. Mas o que, afinal, determina essa escolha? Entre aqueles que relataram utilizar mais \u00f4nibus, metr\u00f4 ou trem no dia a dia, 48% citaram o pre\u00e7o mais barato \u2013 um aumento de 13,3 pontos percentuais na compara\u00e7\u00e3o com a pesquisa de 2017. Outro motivo destacado, e relacionado ao primeiro, foi a possibilidade de economizar dinheiro (31%). J\u00e1 para 29%, n\u00e3o se trata exatamente de uma escolha: o transporte p\u00fablico seria o \u00fanico meio dispon\u00edvel. Al\u00e9m destes motivos, foram mencionados a facilidade de acesso (26%); a agilidade (15%); e a comodidade (12%), entre outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A depender do trajeto, apenas um meio de transporte n\u00e3o basta. Entre os que destacaram a utiliza\u00e7\u00e3o dos meios de transporte p\u00fablicos no dia a dia, 56% pegam duas condu\u00e7\u00f5es para chegar ao destino. Tamb\u00e9m h\u00e1 os que tomam mais de tr\u00eas (23%). Ainda de acordo com a pesquisa, os usu\u00e1rios desses meios de transporte esperam, em m\u00e9dia, 23,7 minutos no ponto de \u00f4nibus ou esta\u00e7\u00e3o de trem e metr\u00f4, sendo que 40% esperam de 15 a 30 minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o dos meios de transporte p\u00fablicos foi feita considerando v\u00e1rios crit\u00e9rios. O crit\u00e9rio com maior avalia\u00e7\u00e3o positiva foi o atendimento do motorista ou trocador, considerado bom ou \u00f3timo por 44%. J\u00e1 os crit\u00e9rios com a pior avalia\u00e7\u00e3o foram o valor da tarifa, considerado ruim ou p\u00e9ssimo por 68% e a seguran\u00e7a, considerada ruim ou p\u00e9ssima por 53%. O conforto tamb\u00e9m recebeu uma avalia\u00e7\u00e3o majoritariamente ruim: 50% consideraram ruim ou p\u00e9ssimo este quesito. A conserva\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos (46%), a pontualidade dos hor\u00e1rios (45%) e os canais de reclama\u00e7\u00e3o (45%) tamb\u00e9m foram destaques negativos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AGILIDADE E COMODIDADE S\u00c3O AS PRINCIPAIS RAZ\u00d5ES PARA QUEM UTILIZA O TRANSPORTE PRIVADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre aqueles que utilizam os transportes particulares com mais frequ\u00eancia no dia a dia, o principal motivo mencionado foi a agilidade, citada por 42%. Percentual parecido mencionou ainda a comodidade (40%). O conforto e a facilidade de acesso foram citados por, respectivamente, 35% e 30%. J\u00e1 a facilidade para transportar compras foi mencionada por 20% \u2014 conforme os n\u00fameros apresentados anteriormente, os deslocamentos para compras s\u00e3o feitos preferencialmente atrav\u00e9s de carros. Em seguida aparecem os problemas relacionados ao transporte p\u00fablico como motivo para o uso dos transportes particulares, com destaque para a lota\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus e trens (13%); o tempo de espera nos transportes p\u00fablicos (12%), entre outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abrir m\u00e3o de carros e meios de transporte p\u00fablico tamb\u00e9m \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, por\u00e9m limitada pelas dist\u00e2ncias. A pesquisa identificou um percentual que se locomove majoritariamente a p\u00e9 ou de bicicleta. O principal motivo, mencionado por 59%, \u00e9 a proximidade entre a casa e o trabalho. A economia de custos tamb\u00e9m pesa, citada por 39%. A possibilidade de cuidar da sa\u00fade fazendo exerc\u00edcios foi citada por 39%, al\u00e9m da rapidez (23%), da aglomera\u00e7\u00e3o dos transportes p\u00fablicos (13%) e da economia com estacionamento (11%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os deslocamentos seguros com bicicletas requerem uma infraestrutura espec\u00edfica, atrav\u00e9s de ciclofaixas ou ciclovias. De acordo com a pesquisa, 57% consideram que a estrutura de ciclovias de sua cidade \u00e9 adequada, ante 39% que consideram inadequada. No quesito estacionamento de bicicletas, 52% consideram a estrutura adequada e 39% consideram inadequada. Os deslocamentos a p\u00e9 tamb\u00e9m requerem algumas condi\u00e7\u00f5es, como ilumina\u00e7\u00e3o das vias e seguran\u00e7a. O levantamento mostra que 79% concordam com a afirma\u00e7\u00e3o de que a presen\u00e7a de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica afeta a decis\u00e3o de fazer trajetos andando. Al\u00e9m disso, 70% afirmaram n\u00e3o se sentir seguros ao fazer caminhadas por sua cidade e 89% reconheceram que a presen\u00e7a de lojas e servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximos de casa favorecem os deslocamentos a p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SEIS EM CADA DEZ RESIDENTES DAS CAPITAIS UTILIZAM APLICATIVOS DE TRANSPORTE; COMODIDADE E TEMPO DE DESLOCAMENTO FORAM OS QUESITOS COM MELHOR AVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a pesquisa, 61% dos entrevistados utilizam aplicativos com servi\u00e7os de taxi ou transporte particular, 27% utilizam aplicativos de geolocaliza\u00e7\u00e3o e 25% utilizam aplicativos de \u00f4nibus. Outras experi\u00eancias relatadas no dia a dia relacionadas \u00e0 tecnologia foram a busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o tr\u00e2nsito em sites e aplicativos (49%) e aplicativos para pesquisar os melhores meios para retornar de algum lugar (49%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o dos aplicativos de transporte foi majoritariamente positiva em diversos quesitos, mas o campe\u00e3o foi o conforto, considerado bom ou \u00f3timo por 77%. O tempo de deslocamento (72% de bom ou \u00f3timo), o estado de conserva\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos (71%), o atendimento prestado pelos motoristas (69%), e a limpeza (69%) tamb\u00e9m tiveram boa avalia\u00e7\u00e3o. O quesito com maior percentual de avalia\u00e7\u00e3o negativa foi o do valor da tarifa, considerado ruim ou p\u00e9ssimo por 20%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>QUATRO EM CADA DEZ USU\u00c1RIOS DE TRANSPORTE P\u00daBLICO RELATAM DIFICULDADE PARA CONSEGUIR EMPREGO POR CAUSA DA DIST\u00c2NCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dist\u00e2ncia pode ser uma barreira na hora de fazer compras, programas de lazer ou mesmo para algumas oportunidades de trabalho. A pesquisa constatou que, nos \u00faltimos 12 meses, 27% deixaram de ir a algum lugar ou foram a p\u00e9 por falta de dinheiro. Percentual parecido (26%) relata a mesma dificuldade, mas por n\u00e3o ter linha de \u00f4nibus, trem ou metr\u00f4 em um hor\u00e1rio espec\u00edfico. Para 22%, o motivo foi a falta de op\u00e7\u00e3o de transporte p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na opini\u00e3o da grande maioria (80%), \u00e9 comum as pessoas deixarem de fazer alguma atividade devido \u00e0s dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o. As principais atividades deixadas de lado s\u00e3o, segundo os entrevistados, de lazer (44%), compras (25%) e at\u00e9 mesmo os atendimentos de sa\u00fade (23%) e trabalho (23%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As condi\u00e7\u00f5es dos transportes afetam a economia no que diz respeito ao consumo e \u00e0 oferta de trabalho. Para al\u00e9m da opini\u00e3o, a pesquisa avaliou a experi\u00eancia dos entrevistados, constatando que 42% dos usu\u00e1rios de transporte p\u00fablico j\u00e1 passaram dificuldade para arrumar emprego devido ao n\u00famero de condu\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para chegar ao local de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MAIORIA APROVA O FECHAMENTO DE VIAS PARA PEDESTRES AOS FINAIS DE SEMANA E A PRIORIZA\u00c7\u00c3O DAS FAIXAS DE \u00d4NIBUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa constatou que 83% concordaram que algumas ruas e avenidas poderiam ser liberadas para utiliza\u00e7\u00e3o exclusiva para lazer de pedestres e ciclistas aos domingos. Tamb\u00e9m h\u00e1 alto percentual de concord\u00e2ncia em sacrificar vias para carros a fim de beneficiar outras formas de transporte, como corredores e faixas de \u00f4nibus \u2013 69% disseram concordar com estas medidas. Para facilitar o acesso \u00e0s compras, 75% concordam que a expans\u00e3o de estacionamentos nos centros das cidades deveria ser proibida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Percentual elevado (68%) tamb\u00e9m concorda que nos grandes centros \u00e9 necess\u00e1rio reduzir o n\u00famero de faixas de ve\u00edculos particular para ampliar o espa\u00e7o para ciclovias, corredores e faixas exclusivas para \u00f4nibus. Confrontados com a afirma\u00e7\u00e3o de que a tecnologia contribui para a mobilidade urbana, 88% concordaram em algum grau.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMesmo as medidas que contam com a simpatia da maioria dos entrevistados devem levar em considera\u00e7\u00e3o o impacto sobre a mobilidade nas vias adjacentes, mediante avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, de modo que a mobilidade e o lazer possam ser objetivos complementares, e n\u00e3o concorrentes. A dificuldade de acesso dos carros, sem a contrapartida de um sistema p\u00fablico de transportes eficiente, poderia ter um efeito diferente do desejado para as atividades comerciais\u201d, destaca Costa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>QUATRO EM CADA DEZ RESIDENTES DAS CAPITAIS RELATAM MEDO DE USAR O TRANSPORTE P\u00daBLICO AP\u00d3S A PANDEMIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa investigou quais eram os principais meios de transporte utilizados antes e depois da pandemia, a fim de captar as mudan\u00e7as de h\u00e1bito. De acordo com o levantamento, no per\u00edodo anterior \u00e0 pandemia, os \u00f4nibus foram citados por 46% (esse percentual cai para 26% nas classes A e B), seguidos dos carros e motos (33%). Em seguida, apareceram os deslocamentos a p\u00e9 (8%); de t\u00e1xi ou aplicativos de transporte (6%); e de metr\u00f4 ou trem (5%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da pandemia, os carros e motos assumiram a dianteira como principal meio de locomo\u00e7\u00e3o, citados por 36%. Em seguida, aparecem os \u00f4nibus (35% no geral, ante 16% entre as classes A e B); os t\u00e1xis e aplicativos de transporte (12%) e os deslocamentos a p\u00e9 (8%). Constata-se, assim, um avan\u00e7o do uso dos aplicativos de transporte e carros particulares em detrimento de outras formas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre aqueles que mudaram a forma principal de locomo\u00e7\u00e3o, o motivo mais mencionado foi o medo de ser contaminado com COVID, mencionado por 28%. Al\u00e9m desses, 24% citaram a rapidez; 19% mencionaram a comodidade. Para 7%, o motivo foi ter come\u00e7ado a trabalhar mais pr\u00f3ximo de casa. Os entrevistados tamb\u00e9m citaram os custos (5%); o h\u00e1bito de andar mais a p\u00e9 ou de bicicleta (4%) e a compra de carro ou moto (3%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa mapeou a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos e os receios desencadeados pela crise sanit\u00e1ria. Um resultado importante \u00e9 que 43% afirmaram ter medo de usar o transporte p\u00fablico ap\u00f3s a pandemia. E diante do medo, a maioria buscou alternativas. Entre esses entrevistados, a op\u00e7\u00e3o mais citada foi o deslocamento a p\u00e9 (37%). O uso de carro particular aparece em seguida (33%). Al\u00e9m disso, foi mencionado o uso de transporte por aplicativos (32%), as prefer\u00eancias por fazer compras cotidianas mais perto de casa a p\u00e9 ou de bicicleta (13%); e o uso de caronas (12%). O home office tamb\u00e9m foi apontado como uma alternativa para contornar o medo de andar de \u00f4nibus, citado por 8%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>68% DOS QUE T\u00caM TRABALHADO ONLINE DESEJAM MANTER ESSE FORMATO CASO SEJA POSS\u00cdVEL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das mudan\u00e7as desencadeadas pela pandemia e que pode ter algum efeito sobre a mobilidade \u00e9 ado\u00e7\u00e3o do regime h\u00edbrido de trabalho, em que os funcion\u00e1rios alternam entre dias no escrit\u00f3rio e dias em casa. Segundo a pesquisa, 17% afirmaram que ficam ao menos tr\u00eas dias por semana em trabalho remoto, enquanto 16% estudam \u00e0 dist\u00e2ncia. Questionados sobre se pretendem continuar nesse regime, 68% dos que trabalham ao menos tr\u00eas dias em casa afirmaram que sim. Entre os que estudam \u00e0 dist\u00e2ncia, 53% responderam afirmativamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido \u00e0 facilidade do cont\u00e1gio, a maior preocupa\u00e7\u00e3o mencionada pelos entrevistados com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mobilidade p\u00f3s-pandemia foi a superlota\u00e7\u00e3o do transporte p\u00fablico, citada por 45%. O aumento do pre\u00e7o dos combust\u00edveis tamb\u00e9m foi motivo de destaque, mencionado por 44%. Em seguida, apareceram o aumento das tarifas no transporte p\u00fablico (40%); os congestionamentos (32%); a diminui\u00e7\u00e3o das frotas de \u00f4nibus (25%); os acidentes de tr\u00e2nsito (16%), entre outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSuperado o momento mais cr\u00edtico da pandemia, h\u00e1 um retorno \u00e0 normalidade, com o aumento da circula\u00e7\u00e3o nos grandes centros urbanos, o que coloca mais uma vez a pauta da mobilidade no centro das aten\u00e7\u00f5es. O regime h\u00edbrido de trabalho \u00e9 uma tend\u00eancia que favorece a mobilidade e o bem-estar dos trabalhadores que podem aderir a esse regime, mas n\u00e3o basta como solu\u00e7\u00e3o para as grandes cidades, que ainda carecem de investimentos nos transportes p\u00fablicos. A vida econ\u00f4mica das cidades depende fundamentalmente do deslocamento, seja de pessoas, seja de mercadorias\u201d, aponta Costa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>METODOLOGIA<\/strong><br><strong>P\u00fablico-alvo:<\/strong>&nbsp;Pessoas residentes em todas as capitais do pa\u00eds, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econ\u00f4micas (excluindo analfabetos).<br><strong>M\u00e9todo de coleta:<\/strong>&nbsp;Coleta exclusivamente feita via F2F; question\u00e1rio com 71 quest\u00f5es.<br><strong>Amostra:<\/strong>&nbsp;800<br><strong>Margem de erro:<\/strong>&nbsp;3,5 p.p.<br><strong>Confian\u00e7a:<\/strong>&nbsp;95%<br><strong>Data de coleta:<\/strong>&nbsp;Estudo realizado entre os dias 25 de fevereiro e 18 de mar\u00e7o\/2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES \u00c0 IMPRENSA<\/strong><br>Marina Barbosa<br>(61) 9 8340 0257<br>marina.barbosa@cndl.org.br<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Baixar os Arquivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/cndl-uploads.s3.us-west-2.amazonaws.com\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/Pesquisas\/2022\/Mobilidade+Hurbana\/Audio_PesquisaMobilidadeUrbanda.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Sonora do porta-voz<\/strong><\/a><br><a href=\"https:\/\/cndl-uploads.s3.us-west-2.amazonaws.com\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/Pesquisas\/2022\/Mobilidade+Hurbana\/Video_PesquisaMobilidadeUrbanda.mp4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>V\u00eddeo do porta-voz<\/strong><\/a><br><a href=\"https:\/\/materiais.cndl.org.br\/pesquisa-mobilidade-urbana-no-brasil-2022-bloco-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Pesquisa completa<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento aponta que moradores de grandes centros utilizam em m\u00e9dia 2,5 condu\u00e7\u00f5es diariamente. Tarifa, seguran\u00e7a e conforto s\u00e3o os itens com pior avalia\u00e7\u00e3o. 43% afirmam ter medo de usar o transporte p\u00fablico ap\u00f3s a pandemia Os brasileiros que residem nas capitais passam cerca de 2h do seu dia no tr\u00e2nsito para ir a lugares como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2797,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[55],"tags":[],"class_list":["post-2796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pesquisas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2796"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2796\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2798,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2796\/revisions\/2798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/politicaspublicas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}