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60% dos brasileiros pagariam mais caro por marcas sustentáveis

O ESG nas pequenas empresas foi assunto do episódio #60 do Varejo S.A. Podcast

Hoje, o sucesso das empresas está intimamente ligado ao impacto que causam nas pessoas, na natureza e na sociedade. Isso porque clientes e consumidores valorizam os negócios que buscam crescer de forma sustentável, ética e que pensam e agem para o coletivo. A pesquisa “Vida Saudável e Sustentável 2021”, do Instituto Akatu, concluiu que 86% dos brasileiros querem reduzir seu impacto pessoal no meio ambiente e 60% estão dispostos a pagar mais caro por marcas comprometidas com esta causa.

“Hoje, o cliente tem um olhar mais crítico, principalmente o mais jovem. Ele está se preocupando mais com as decisões tomadas pelas empresas que consome, e isso é muito positivo para a discussão de sustentabilidade e ESG e influencia diretamente nos negócios”, aponta Fábio Ribeiro, Diretor de Marketing, Trade Marketing e E-commerce da Panasonic do Brasil.

Para as empresas, já não basta oferecer bons produtos e ter uma experiência de compra encantadora, é preciso investir em ações para o meio ambiente, a sustentabilidade econômico-financeira, a responsabilidade social e a governança corporativa. A tendência é que esse movimento se intensifique.

“Sustentabilidade e ESG não são temas novos, mas é uma discussão cada vez mais importante por conta de toda a crise climática. Por isso, as empresas, e não só elas, mas os indivíduos como um todo, devem entender o seu papel e o seu impacto na sociedade. Quando todo mundo faz um pouco, a gente consegue observar as diferenças no dia a dia”, diz Priscila Saad, da AGR Consultores.

“É algo que não tem mais volta. Aliás, é algo que não pode mais voltar. Nós, como empresários, como líderes, como sociedade, precisamos nos movimentar cada vez mais em prol dessa discussão. Nós estamos cuidando da nossa casa”, completa Fábio Ribeiro.

Com a mudança na visão e comportamento do consumidor nos últimos anos, especialmente nos dois anos mais críticos da pandemia da covid-19, os empreendimentos se viram diante da necessidade de tirar a sustentabilidade do papel e tomar ações práticas. Entretanto, esse não foi o único motivo: a legislação brasileira também deu um empurrãozinho.

“Apesar de muitas empresas não saberem, há um risco jurídico em pauta, não só para os grandes geradores, mas para todos que possuem algum tipo de produção. Infelizmente, muitas pessoas só se preocupam quando existe esse risco jurídico, e não apenas o ambiental. É deixar alerta para todos quanto a legislação”, lembra Ana Flávia da Cruz Gomes, gestora do time de Novos Negócios da ‘Eu Reciclo’.

Em janeiro deste ano, foi publicado o Decreto 10.936, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.305/2010. De acordo com Ana Flávia Gomes, o texto abrange “todos aqueles que tenham a sua embalagem perdendo lastro e, ao ser descartada pelo consumidor, indo parar em lixões e aterros”. O governo federal determinou uma meta de logística reversa para 22% das embalagens descartadas. Essa responsabilidade é dos produtores, seja da indústria, seja do varejo.

A prática do ESG nas empresas de pequeno porte foi tema do episódio #60 do Varejo S.A. Podcast, divulgado ontem. Ribeiro, Saad e Gomes participaram do programa e falaram como suas empresas têm colocado a sustentabilidade em prática. Deram ainda dicas para os pequenos negócios implementarem o ESG. Confira!

*Com colaboração de Luís Adolfo Barbosa.

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