Movimento Varejo

7 aspectos da mulher brasileira que inovarão o marketing da empresa

Profissionais qualificadas e chefes de família, as mulheres brasileiras ocupam novos espaços na sociedade, em muitos casos rompendo com os padrões do passado

75% das mães brasileiras conectadas buscam experiências reais sobre o universo materno em blogs, redes sociais e vídeos online
(Foto: Shutterstock)

As mulheres representam 51% da população brasileira, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) para o ano passado. Em 2019, quase 55% das mulheres com 15 anos ou mais no país integravam a força de trabalho – composta por todas as pessoas que estão empregadas ou procurando emprego –, revela a segunda edição do estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, também do IBGE. Destas, 20,8% trabalham por conta própria.

Estes dados são uma pequena mostra do poder de compra e potencial de consumo do público feminino. Mas como as empresas do varejo podem criar e fortalecer o vínculo com estas consumidoras?

É preciso investir em estratégias de marketing que levem em consideração a mulher contemporânea e autêntica, que passou a ocupar novos espaços profissionais e sociais e assumiram o sustento da casa e a criação dos filhos.

Para entender a situação atual da maioria das mulheres no Brasil, no post de hoje, vamos trazer dados de pesquisas do IBGE e do Google. São análises de dados coletados de 2018 a 2020, divulgadas este ano. Confira!

Perfil da mulher brasileira

1) Família em primeiro lugar
No Brasil, as mulheres acumulam funções e responsabilidades, e com isso, elas mesmas acabam se colocando no fim da lista de tarefas a cumprir. É a mulher “se doando” e cuidando dos outros, um padrão que não é novo e segue atual apesar das mudanças comportamentais das mulheres.

Confira os dados sobre a relação da mulher brasileira com a família:

• 54,6% das mulheres de 25 a 49 anos moram com crianças de até 3 anos. Apenas 36,2% destas crianças frequentam escola ou creche;

• Combinando trabalho remunerado e o doméstico não remunerado, as mulheres trabalham, em média, 54,3 horas;

• As mulheres se dedicam aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens (21,4 horas semanais contra 11 horas);

• Apenas 1 em cada 4 mulheres diz que divide igualmente as tarefas relacionadas à criação dos filhos;

• 30% são mães solo;

• 37% chefiam seus lares;

• As mulheres são responsáveis pelas compras em 96% dos lares brasileiros;

• Atividades que dedicam mais tempo no dia a dia:

A mulher contemporânea é autêntica, passou a ocupar novos espaços profissionais e sociais e assumiu o sustento da casa e a criação dos filhos (Foto: Shutterstock)
  1. 38% trabalhando fora;
  2. 27% cuidando dos filhos;
  3. 16% cuidando da casa;
  4. 8% estudando;
  5. 5% momentos de descanso/lazer;
  6. 5% cuidados consigo mesmas;

• Atividades que dedicam menos tempo no dia a dia:

  1. 28% cuidados comigo;
  2. 21% momentos de descanso/lazer;
  3. 17% estudar;
  4. 16% cuidar da casa;
  5. 11% trabalhar fora;
  6. 6% cuidar dos filhos;

2) Maternidade e conectividade
As mulheres estão cada vez mais conectadas. Considerando que a maternidade é, em muitos casos, uma realidade solitária, a internet vira a principal rede de apoio da mulher. Cerca de 8 em cada 10 mães acessam a web. Elas se interessam em conhecer experiências reais, que tragam mais informação e as ajudem a tomar melhores decisões e legitimar suas vivências enquanto mães.

Mais dados sobre o usa da internet para se informar sobre os temas da maternidade:

• 47% buscam na internet informações sobre maternidade e filhos, sendo que 45% realizam suas pesquisas no Google, 25% no Youtube, 18% nas redes sociais e 12% no grupo do WhatsApp;

• 75% das mães brasileiras conectadas buscam experiências reais sobre o universo materno em blogs, fóruns, redes sociais e vídeos online;

• Temas que mais pesquisam na internet:

  1. 46% saúde;
  2. 45% educação;
  3. 42% alimentação/nutrição;
  4. 32% etapas do desenvolvimento;
  5. 25% produtos/loja;
  6. 23% promoções;

• Comparação dos resultados de 2019 e 2020 revela que houve um crescimento de 11000% na busca pela pergunta “o que é depressão pós-parto?”;

• O que as mulheres procuram para ajudar em casa na pandemia (2020 vs 2019):

  1. +15000% delivery hortifruti;
  2. +305% aspirador robô;
  3. +190% lavanderia perto de mim;
  4. +71% lava-louças.
Combinando trabalho remunerado e o doméstico não remunerado,
as mulheres trabalham em média 54,3 horas (Foto: Shutterstock)

3) Mulheres que não querem ser mães
Em contraponto ao ideal feminino de ser mãe, mulheres têm se posicionado publicamente para dizer que não desejam a maternidade: 37% das brasileiras não querem ter filhos.

4) Formação
Segundo o IBGE, entre a população com 25 anos ou mais, 37,1% das mulheres não tinham instrução ou possuíam apenas fundamental incompleto. Elas levam vantagem também quando se compara a proporção de pessoas com nível superior completo. Entre os homens, esse índice é 15,1%, e entre as mulheres, de 19,4%.

5) Beleza livre de padrões
Na área da beleza, os resultados nas buscas do Google apontam dois perfis de mulher: uma que procura por uma beleza idealizada; e outra interessada na beleza livre de padrões. Cada vez mais mulheres falam em autoaceitação.

• Beleza idealizada:

  1. 86% das buscas sobre alimentação saudável dizem respeito a dietas emagrecedoras;
  2. 67% das buscas por plásticas estão atreladas a promoções e descontos;
  3. 45% das buscas por tratamentos capilares se referem ao alisamento capilar.

• Beleza livre de padrões:

  1. A transição capilar é uma das buscas que registrou um importante salto nos últimos cinco anos;
  2. A barriga negativa cedeu espaço para o body positive, que incentiva as mulheres a se amarem como são.

• Beleza negra:

  1. Pesquisa do Google em parceria com a Avon comprovou que 50% das brasileiras procuram maquiagem para pele preta ou parda;
  2. Cresceu 90% o tempo de visualização dos vídeos das influenciadoras negras no Youtube, se comparado aos últimos 4 anos.

6) Saúde feminina
Em 2020, mais de um milhão de perguntas curiosas do tipo “É normal…” foram feitas ao Google. A maior parte delas é relacionada à saúde feminina:

  • 35% buscam sobre saúde sexual;
  • 33% querem saber sobre saúde da mulher;
  • 32% sobre maternidade.

7) Femtechs
Ainda pouco explorado no marketing, algumas marcas começam a dialogar com as mulheres e normalizar tabus como menstruação e prazer feminino. E parece que saíram na frente as startups e empresas de tecnologia que desenvolvem produtos e serviços para atender às necessidades de saúde da mulher, as chamadas femtechs: 90% das e-shoppers dizem preferir produtos feitos por mulheres. As previsões confirmam que até 2025 o faturamento dessas empresas deve chegar a US$ 50 bilhões.

Estes são alguns dos dados que sua empresa deve levar em consideração na hora de montar suas estratégias para o público feminino. No post de amanhã, vamos trazer dicas de marketing para mulheres, para o seu negócio inovar e deixar de lado os clichês e estereótipos do passado. Fique ligado!

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