Opinião

A força da mulher empreendedora

O empreendedorismo feminino vem passando por importantes transformações. As mulheres, que, ao longo dos anos, assumiram papéis cada vez mais significativos dentro das organizações, agora também se destacam como empreendedoras.

Das 212 start-ups do ranking 100 Open Startups 2019, 24 possuem algum sócio do sexo feminino. Dados de pesquisa conduzida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que o país tem aproximadamente 24 milhões de mulheres empreendedoras.

Não faltam exemplos de mulheres empreendedoras que, com sua força, transformaram a história de milhares de pessoas, como é o caso de Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, que transformou a loja fundada pelos tios em um dos maiores varejistas do país. Mais recentemente, a cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, lançou o Yes, She Codes, um programa de contratação de mulheres que trabalham com engenharia de software

Fomentar essa faceta realizadora no universo feminino é fundamental para que as mulheres possam aumentar seus rendimentos, gerar empregos, ter sustentabilidade no mercado e, sobretudo, ser independentes e protagonistas de suas vidas. Sabemos que o empreendedorismo é uma importante ferramenta de transformação profissional, econômica e social. Para as mulheres, ele pode representar uma alavanca para o empoderamento feminino.

Também não podemos deixar de lembrar os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho. A desigualdade entre gêneros existe e é responsável por impedir o desenvolvimento profissional de milhares de trabalhadoras.

Não bastasse essa barreira cultural, elas ainda têm que dedicar mais tempo aos cuidados da casa e com os filhos. Também têm mais dificuldade de acesso ao crédito, mesmo com taxas de inadimplência mais baixas.

É verdade que já vemos empresas investindo em programas de incentivo à ascensão feminina, assim como em campanhas contra assédios e preconceitos. As mudanças demográficas e sociais estão fazendo com que os varejistas reavaliem sua abordagem para formar equipes e culturas no local de trabalho.

Alguns dos maiores movimentos de diversidade e inclusão vêm de mulheres executivas do varejo. O novo consumidor ativo e engajado também está no mercado de trabalho e quer ser valorizado como profissional. Por isso, além de atender aos desejos do cliente externo, as organizações não podem se esquecer da demanda interna, dos seus funcionários. A questão da inclusão precisa permear os dois ambientes.

Para um país crescer e se desenvolver, é preciso que viabilize a realização dos sonhos da população. Para isso, é necessário que cada um de nós lutemos por uma sociedade mais igualitária entre homens e mulheres.

É importante lembrar o tema da Campanha da Fraternidade de 2020: “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, que remete à figura de Irmã Dulce, uma mulher que, com coragem e empenho, escolheu o seu destino, se guiou pelo amor e mostrou extraordinária capacidade de realização.

Que o espírito da santa brasileira inspire e ilumine cada uma de nossas empreendedoras.

Relacionadas
Opinião

Sua empresa está regularizada com as normas da LGPD?

Em vigor desde setembro de 2020, a LGPD tem o objetivo claro: regulamentar a coleta, o armazenamento e compartilhamento de dados pelas organizações. Muito mais que se adaptar ou introduzir mecanismos de segurança, as normas se referem a uma mudança na cultura das companhias e na forma como enxergamos os dados do usuário.
Opinião

Mexeram na minha Black Friday, e agora?

Com a Copa do Mundo entre novembro e dezembro, o calendário do varejo eletrônico no último trimestre deste ano tornou-se singular. Afinal, somam-se ao campeonato mundial a Black Friday, a Cyber Monday e o Natal, além do momento de reabertura das lojas físicas passado o período mais grave da pandemia. Entre tantos eventos, a última sexta-feira de novembro continua sendo uma data importante para o e-commerce.
Opinião

Plano de 5 anos e plano 2023. Parece impossível de planejar, mas não é!

Imagine-se numa reunião em 2017 em que seus diretores e conselheiros tivessem conseguido um dossiê do futuro e te contassem a história da economia do País nos próximos cinco anos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.