Opinião

A voz do varejista

A Varejo s.a. encerra 45 anos de circulação ininterrupta com um site à altura da sua história

Foi em outubro de 1973, quando Jorge Franke Geyer era presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que a revista Diretor Lojista, que mais tarde passaria a se chamar Varejo S.A, começou a circular. O primeiro número trazia na capa a imagem de uma moeda de bronze, mais precisamente, uma peça do segundo reinado de D. Pedro II (1840-1889). Tomando metade da publicação, a efígie do imperador, o ano da cunhagem (1878) e a inscrição em latim: D. Pedro II, com a graça de Deus, imperador constitucional e perpétuo defensor do Brasil.

Capa da primeira revista Diretores Lojistas, publicação de outubro de 1973 que abriu um novo canal de comunicação para os varejistas

A pompa da capa tinha a razão de ser. No início daquele ano, quase dez anos antes de o primeiro computador pessoal ser lançado e 15 antes da primeira conexão de internet no Brasil, as revistas carregavam um peso enorme. Sem sites e redes sociais, os periódicos possuíam grande prestígio e responsabilidade.

Isso estava expresso já no primeiro editorial da publicação, em que Geyer indicava a função do periódico: “A revista Diretor Lojista não pode resolver nossos problemas, mas pretende nos ajudar a tomar decisões acertadas cada vez que tivermos que mudar o rumo de nossos negócios”.

A revista que, só deixou de ser editada por dois anos, nasceu com o nome Diretor Lojista, passou a se chamar Dirigente Lojista e, em 2016, ganhou nova designação: Varejo S.A. O conteúdo também sofreu alterações: de um espaço de registros meramente institucionais, o periódico tornou-se um veículo com temas mais plurais, aberto a assuntos variados do universo do comércio e serviços. A publicação chegou a uma tiragem de 20 mil exemplares por mês e foi distribuída para todas as CDLs do Brasil.

O digital

A Varejo S.A sempre esteve presente no universo digital. Possui perfis nas principais plataformas da web e também nas redes sociais. Mas em maio de 2020 a pandemia do novo coronavírus obrigou a CNDL a se posicionar sobre a versão impressa da revista. “A revista sempre foi a base de informação e conteúdo das outras plataformas da Varejo”, explica o editor da publicação, Humberto Viana. “Com as restrições impostas pela doença, tivemos que repensar todo o processo de produção da revista, que incluía impressão e distribuição. Achamos que o melhor seria mesmo nos firmarmos como produtores de conteúdo digital”, explica. 

É nesse contexto que revista Varejo S.A migra, definitivamente, para uma plataforma mais moderna, ágil e versátil. Para a tarefa, a equipe de comunicação da CNDL pensou em um site de navegação simples e coesa. Poucas editorias, mas que juntas conseguem abraçar todo o espectro do universo varejista.

A diferença está na utilização de recursos que antes não eram priorizados, como gráficos exclusivos, utilização de vídeos e podcasts. “Agora que estamos concentrando os esforços no ambiente digital, vamos explorar os recursos que ele nos oferece”, diz Humberto.

“A criação do portal Varejo S.A é mais um gesto de apoio e motivação para varejo nacional”, diz o presidente da CNDL, José César da Costa. “Com ele, vamos conseguir levar ao cidadão comum, às lideranças varejistas e às mais diversas autoridades do país nossas demandas e conquistas”, diz.

Na opinião do dirigente, o portal vai completar o sistema de comunicação integrada da CNDL. “Hoje, a CNDL possui canais na internet, redes sociais e mais recentemente montou um estúdio para a produção de conteúdos audiovisuais. Cada um deles executa bem o seu papel. Nossa Varejo S.A, em especial, carregará a responsabilidade de produzir um conteúdo mais analítico, que acaba servindo de base para todas as outras plataformas”, explica Costa.

Para o presidente, a longevidade da Varejo se dá pela relevância do seu conteúdo. “Nos adaptamos ao longo do tempo, criamos novos formatos, mas o mais importante é que, tanto no formato impresso quanto para o digital, o cidadão, o varejista, têm esse veículo voltado para as coisas do comércio, do varejo e do serviço, sempre com o compromisso de informar, instruir e propor novos caminhos para o nosso setor”, conclui.

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