24 maio, 2024
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Adaptabilidade é a chave para o sucesso no mundo dos negócios

Especialista analisa contexto atual de grandes marcas e mostra o quanto a resiliência estratégica traz vantagens competitivas às organizações

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Chave para os negócios

A estratégia clássica de negócios, baseada na previsão do futuro e planejamento rígido, está cada vez mais obsoleta. Em um mundo em constante mudança, a capacidade de se adaptar rapidamente é a chave para o sucesso. “Como a realidade nem sempre sai conforme o previsto, a real fonte de vantagem competitiva não é a capacidade de predição, e sim a resiliência organizacional, ou seja, a capacidade da organização não de antever o futuro, mas de se adaptar ao cenário presente e extrair dele vantagens competitivas antes de seus concorrentes, qualquer que seja o cenário”, explica Carlos Martins Pereira, professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC).

Segundo ele, na perspectiva de Henry Mintzberg, um dos acadêmicos e autores mais respeitados quando o assunto é estratégia e estruturação organizacional, existem três falácias da estratégia clássica:

  • Predição: é impossível prever com total certeza o que o futuro reserva. Eventos como a pandemia do COVID-19, guerras e revoluções tecnológicas podem mudar drasticamente o cenário de negócios a qualquer momento.
  • Formalização: planos estratégicos longos e detalhados não se adaptam bem a mudanças inesperadas. É preciso ter flexibilidade para ajustar o curso conforme necessário.
  • Distinção entre formulação e execução: o planejamento e a execução da estratégia são processos interligados. A execução influencia o ambiente de negócios, o que exige novas adaptações no planejamento.

Resiliência organizacional: a nova vantagem competitiva

A capacidade de se adaptar rapidamente a mudanças é o que diferencia as empresas que prosperam das que ficam para trás. Essa capacidade, conhecida como resiliência organizacional, se baseia em três pilares:

  • Planejamento inteligente: analisar dados e fatos para tomar decisões estratégicas e antecipar cenários futuros, sem se prender a planos rígidos.
  • Execução disciplinada: colocar o plano em prática com disciplina e foco nos resultados, monitorando o progresso e ajustando as ações quando necessário.
  • Mente aberta: estar atento ao inesperado e pronto para aproveitar oportunidades, adaptando a estratégia conforme as mudanças do mercado.

Adaptação das Big Techs à inteligência artificial é um exemplo

A rápida popularização da inteligência artificial (IA) pegou as Big Techs de surpresa. As empresas que se adaptaram rapidamente a essa nova realidade foram as que mais se beneficiaram.

  • Microsoft: investiu US$ 13 bilhões na OpenAI e está integrando a IA em suas soluções, como o pacote Office, o que resultou em uma valorização de mais de US$ 1 trilhão em menos de um ano.
  • Tesla: acelerou seus investimentos no Copilot e no supercomputador Dojo, buscando uma “vantagem assimétrica” no uso da IA.
  • Google: concentrou seus esforços no desenvolvimento do seu próprio motor de IA, o Bard, rebatizado como “Gemini”.
  • Facebook (Meta): pausou o projeto Metaverso para redirecionar seu foco e recursos para a IA.

Dicas para aumentar a resiliência da sua empresa

  • Crie uma cultura de aprendizado contínuo e incentive a experimentação.
  • Invista em tecnologia e ferramentas que facilitam a adaptação a mudanças.
  • Descentralize a tomada de decisões e empodere os colaboradores para agir de forma autônoma.
  • Monitore o ambiente de negócios constantemente e esteja atento a novas oportunidades e ameaças.

Este material é um resumo de um artigo do Centro de Inteligência de Médias Empresas da FDC, escrito pelo professor Carlos Martins Pereira