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Alternativas de gestão interina

[sc name=”legenda-foto-nome” nome=”Telmo Schoeler” texto=”Fundador e Leading Partner Strategos Consultora Empresarial Orchestra – Soluções Empresariais”]
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O mundo de hoje é cheio de novidades, novos produtos, caminhos e soluções. Dentro das que se alteraram nos últimos tempos está a característica e função dos executivos que se contrata para as empresas, além da própria forma de fazê-lo. Classicamente, sempre se olhava para as organizações dentro de uma hierarquia militar, com um presidente, debaixo do qual havia dois ou mais vices, cada um comandando diretores, cada qual com seus gerentes, e assim por diante. A lógica é que se fizesse carreira dentro da empresa, galgando posições ao longo do tempo, dentro de especialidades. Atrás dessa lógica, estava, e ainda está, a consideração, a capacitação e a execução de “tarefas” conhecidas, definidas, específicas. Mas, a moderna vida empresarial trouxe demandas de gestão que não se enquadram nessas soluções executivas burocráticas, lentas, de carreira. Quem primeiro se deu conta disso foram bancos europeus que, olhando para seus clientes empresariais com problemas e inadimplentes, inteligentemente enxergaram que em muitos casos a solução estava em impor a essas empresas “executivos interinos” de nomeação do banco que pudessem geri-las, reestruturá-las, saná-las, regularizar sua capacidade de pagamento e devolver a gestão aos proprietários.

Outros casos surgiram quando, por exemplo, uma empresa adquire outra que precisa ser organizada, reestruturada, eventualmente demitindo diretores e funcionários, promovendo drásticas mudanças de modelo organizacional ou operacional, tudo isso antes que possa ser efetivamente incorporada ou absorvida. Essas tarefas são desgastantes, antipáticas e requerem um perfil executivo especial. Nada melhor do que utilizar para isso um “gestor interino” que dará lugar, depois da tempestade, aos profissionais de carreira da adquirente, que ficaram preservados do stress e ônus político dos ajustes.

Em um terceiro exemplo, imagine que os atuais acionistas decidiram vender a empresa e que, para ampliar seu valor venal, ela deva passar por correções, melhorias, reorganização e enxugamento. Será quase impossível pretender dedicação e comprometimento para isso por parte de seus atuais executivos, que assim terão que estar dedicados a acabar com seus cargos, funções e carreira. Um “gestor interino” é a melhor solução. Para trazer um quarto caso à reflexão, pense em uma empresa familiar bem-sucedida, onde herdeiros interessados e de adequado perfil estejam sendo preparados para assumir posições executivas hoje exercidas pelo acionista fundador. Em uma eventual morte deste líder, o ideal será a utilização de um “gestor interino” na função de presidente, enquanto se conclui o processo de preparação dos herdeiros. Sem perspectivas de carreira, ele sairá pacificamente da organização tão logo esta “missão” estiver concluída.

Em síntese, sempre que uma empresa, seus acionistas ou credores, tiverem pela frente um desafio de “missão” em lugar de uma “tarefa” executiva, sua melhor opção será considerar a busca de um “gestor interino”. Deverá ser altamente qualificado e experiente, além de ter um perfil de alta proatividade e capacidade de enfrentamento de problemas, determinação e foco. A sua missão “casará” com o seu projeto, mas já tendo a data ou evento de divórcio estabelecida. Seu papel se extinguirá automaticamente, sem que você precise se preocupar com o argumento para terminar a relação. Ah, um alerta: se o “gestor interino” aceitar permanecer como executivo após a conclusão da “missão”, não o contrate. Ele não terá a isenção e foco para fazer o que deve, se tiver a visão política de fazer carreira na sua organização. Como mostra nossa experiência de quase três décadas e dezenas de casos, quando se fala em “gestor interino” em grande parte das vezes isto significa uma “equipe de gestão interina”, pela dimensão e pela diversidade dos desafios. É a lógica da junta médica intensivista e de emergência, necessariamente afinada.

[blockquote author=”” link=”” target=”_blank”]Em síntese, sempre que uma empresa, seus acionistas ou credores, verem pela frente um desafio de ‘missão’ em lugar de uma ‘tarefa’ executava, sua melhor opção será considerar a busca de um ‘gestor interino’[/blockquote]

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