Movimento Varejo

Aumento das vendas na Black Friday: como evitar quebras de caixa

Foto: Shutterstock

Por Thiago Campaz

O varejo é um dos setores da economia que não para de crescer. Isso porque, mesmo depois de ter passado por períodos de incertezas devido a pandemia de Covid-19, conseguiu se adaptar e encontrar soluções tecnológicas que ajudassem em todos os processos. Isso ficará ainda mais evidente neste final de ano, em que a expectativa é muito alta devido às datas sazonais, como Copa do Mundo, Natal e principalmente a Black Friday.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), a Black Friday deve movimentar R$ 6,05 bilhões em compras no setor eletrônico, o que representa um crescimento de 3,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Com a chegada da data sazonal, além da atenção para os planejamentos estratégicos de marketing e vendas, para ter sucesso no momento, o cuidado com o caixa é fundamental para evitar a temida quebra de caixa.

Sendo do tipo positiva ou negativa, a quebra de caixa demonstra uma má gestão do fluxo de caixa e pode gerar grandes prejuízos para a loja no longo prazo. E em se tratando de uma rede de lojas, esse prejuízo se multiplica.

Frequentemente, as quebras de caixas se originam das sangrias e, assim, evitando sangrias desnecessárias também é possível evitar o risco de perdas financeiras maiores. Quando falo das sangrias desnecessárias, me refiro às retiradas de caixa que acontecem para pagar por despesas das lojas.

Esse tipo de sangria pode ser evitada com o uso de cartões empresariais, por exemplo. Ao contrário do que acredita a crença popular, os cartões corporativos e empresariais são ótimas ferramentas para conter fraudes e gastos fantasmas, melhorar o controle financeiro das empresas e, claro, pagar pelas despesas operacionais do dia a dia. E essas soluções são ainda mais poderosas e seguras quando são nativamente integradas aos expenses managers — as plataformas especialistas em gestão de despesas corporativas, já bastante utilizadas pelo mercado internacional.

Dessa forma, ao utilizar o cartão empresarial, principalmente do tipo pré-pago, é possível pagar por qualquer despesa da loja utilizando um valor provisionado anteriormente, cujo uso poderá ser monitorado. Essa simples mudança dispensa a necessidade da realização de sangrias de caixa desnecessárias que podem causar quebras de caixa e prejuízo para a empresa, além de evitar o uso de dinheiro físico que torna qualquer movimentação financeira mais insegura, já que esse uso não pode ser rastreado.

Assim, com o uso do cartão empresarial para cada loja e/ou departamento, é possível ter muito mais visibilidade sobre as despesas dos estabelecimentos físicos e/ou das filiais. E por conta disso, principalmente neste período que há um aumento considerável na demanda, a adoção de tecnologias financeiras para o varejo é indispensável, em especial para as marcas que planejam usar as datas sazonais para crescer sua receita e investir todo o valor arrecadado para a expansão do negócio.

Além de monitorar as despesas em tempo real, automatizar a área contábil, diminuir os riscos de quebra de caixa negativa e centralizar o acompanhamento de todos os gastos de todas as lojas, por meio da tecnologia, os lojistas também conseguem controlar a entrada e saída de valores, melhorar o fluxo interno e evitar perdas de dinheiro por má conduta ou fraudes.

Por fim, concluo que o setor deve estar antenado com todas as inovações que podem melhorar os processos internos, ganhar eficiência operacional e diminuir as fraudes existentes nas instituições. Assim, será possível manter a saúde financeira dos negócios, mesmo em um momento tão delicado e importante para o varejista, onde qualquer erro pode ser crucial. Portanto, contar com softwares de gestão fará toda a diferença para as empresas.

*Thiago Campaz, é CEO e co-fundador do VExpenses.

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