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Bem-estar e autocuidado seguem pautando o mercado

30% das pessoas dizem que pretendem manter o hábito de usar roupas mais confortáveis, diz Google

As pessoas têm passado mais tempo dentro de casa, nos últimos dois anos, sobretudo nos primeiros meses do ano, quando há o aumento gradual de casos positivos para a covid-19, com pico no período do inverno. Nesta fase, o distanciamento social e os cuidados com a saúde são reforçados. Por outro lado, os consumidores readaptam suas prioridades, intensificando o autocuidado diário; e redesenham os hábitos de consumo, investindo mais em seu bem-estar e conforto.

92% das consumidoras continuam com os cuidados da sua rotina de beleza

Segundo o Google, o bem-estar nunca esteve tão em voga, e a moda e a beleza têm sido os meios escolhidos pelos brasileiros para cuidar de si mesmos. De acordo com levantamentos da empresa de tecnologia, durante a pandemia, 18% das compradoras de moda e beleza têm investido em roupas, acessórios e calçados para ficar em casa e relaxar. As buscas por conforto cresceram 5 vezes mais que as buscas por tendências. Além disso, muitos brasileiros foram ao Youtube para ver mais conteúdo sobre autoestima e autocuidado. As visualizações em playlists de vídeos sobre autoestima cresceram 212% ano a ano, entre 2019 e 2021.

Leveza e autoestima
Neste contexto, o autocuidado também significa cuidar da aparência: 92% das consumidoras continuam com os cuidados da sua rotina de beleza, sendo que 36% têm em suas rotinas matinais e noturnas o momento de maior investimento com beleza. As buscas também apontam que as pessoas pesquisam mais sobre cuidados com a pele do que sobre maquiagem.

O Google identificou ainda que para 76% dos consumidores de moda e beleza dos últimos 6 meses há uma forte influência da estética sobre a autoestima. Outro estudo comportamental sobre autocuidado e interesse por estética, realizado no Brasil pela Zygon – adtech especializada em marketing digital –, reforça a informação: 41% das pessoas demonstram que a prática de se cuidar traz um sentimento maior de leveza. O levantamento se baseou em mais de 105 mil menções postadas em redes sociais ao longo de 2020.

“A pesquisa nos mostra que as pessoas encontraram nos momentos para cuidarem de si uma boa forma de tornar a situação mais leve. Lavar, hidratar, umectar, fitar e secar o cabelo tornou-se parte de um ritual para se deixar mais bonito por fora, mas, principalmente, ficar mais tranquilo por dentro”, explica Lucas Reis, CEO da Zygon e doutor em big data aplicada à análise de dados de redes sociais. Os dados apurados indicam que 90,67% das pessoas se preocuparam mais em cuidar do cabelo.

Cresceram as buscas por travesseiros (13%), roupa de cama (13%), cobertas e mantas (13%) e toalhas de banho (12%)

Ainda segundo estudo da adtech, em 2020, houve ainda um crescimento de 122% no interesse pelo tema estética e autocuidado, com um grande pico no mês de agosto, que chegou a 287% – época em que foi decretada uma flexibilização das medidas mais restritivas da quarentena em muitas regiões do Brasil.

Conforto em casa
De acordo com as pesquisas do Google, a valorização do descanso é tendência, e o pijama símbolo deste novo comportamento. Entre 2019 e 2021, as buscas por “pijama de casal combinando” cresceram mais de 1000% ano a ano.

Os dados mostram ainda que se sentir bem é mais que o tema do momento: 30% dizem que pretendem manter o hábito de usar roupas mais confortáveis.

Isso significa que as pessoas estão optando por produtos que as ajudem a abraçar uma rotina mais leve, inclusive em relação à casa, mobília e equipamentos domésticos. Também cresceram as buscas por: velas e incensos (25%); travesseiros (13%); roupa de cama (13%); cobertas e mantas (13%); e toalhas de banho (12%).

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