Sem Categoria

Câmara do Conhecimento

Por João Marcondes

 

 

Da teimosia ao sucesso

 Dez_CamaraConhecimento (1)

Da teimosia de um pai, nasceu um grande negócio. Os amigos Cléber Teixeira e Estéfano Flenik, ambos potiguares, cresceram juntos nas ruas planejadas de Brasília e estudaram no Colégio Objetivo. Flenik, formado em Administração, partiu para o mercado financeiro, enquanto Teixeira, graduado em Contabilidade, passou a trabalhar com o pai no tradicional restaurante Carne de Sol.

Sempre que sobrava um tempinho, Flenik dava uma passada no Carne de Sol para matar a fome e olhava admirado as longas filas para levar comida para casa. “Por que seu pai não monta um delivery?”, perguntava. “Ah, já falei, mas ele não quer”, respondia Teixeira. Uma lâmpada acendeu na cabeça do amigo. “Então, vamos montar o nosso!”.

Assim nasceu a franquia Brasil Vexado, inaugurada em 2003, no bairro Sudoeste, em Brasília, vendendo carne de sol, macaxeira e feijão-de-corda no melhor estilo China In Box. “Mas logo as pessoas queriam sentar para comer no local e não tinha lugar. Resolvemos ir para o salão”. Outro sucesso e, em 2005, já existiam cinco lojas.

Os amigos de infância viram o negócio crescer e começaram a implantar um sistema chamado fast casual, que mistura o melhor dos mundos. Baseado no modelo Subway, a pessoa rapidamente monta seu prato, com o preço baseado na carne (proteína). “É inovador, porque é comida de verdade, brasileira, com rápido atendimento, sabor caseiro”, exulta Flenik. Com média de R$ 16,90, o restaurante no Shopping Conjunto Nacional forma fila de 25 comensais durante uma hora, mas a pessoa é atendida em seis minutos.

Hoje, são nove lojas (oito franquias) e o Brasil Vexado já saiu do Distrito Federal; está em Palmas, Tocantins. Uma consultoria já foi contratada para entrar em São Paulo, mas o sonho é alcançar novas distâncias. “Implantamos com sucesso um modelo americano, então queremos ir para os Estados Unidos”, planeja Flenik. Enquanto isso, o original Carne de Sol continua fazendo sucesso na 111 Sul, há 30 anos, mas com um detalhe: agora tem delivery.

Pontos de Virada

Aposta em comida brasileira regional.

Entrega em casa.

Rápido, preço justo, acessível.

Uso de consultoria.

Franquias.

Expansão para Brasil e exterior.

 

Salto: Em 14 anos, pulou de uma para nove lojas.

 

 

Piauí + Índia = sucesso

Dez_CamaraConhecimento_Piauindia

O que é preciso para abrir um restaurante de sucesso? Boa comida? Não apenas isso, não mais. Na capital federal, o Piauíndia (como o nome explica, junção do estado nordestino com o país asiático) tem sempre um pouco mais: um abraço, um mercadinho de orgânicos, uma baladinha romântica.

O conceito é comfort food, aquela comida com jeito afetivo, mas também algo moderno e colaborativo, cultural e sustentável. “Umas das nossas atrações é o mercado da CSA [Comunidade que Sustenta a Agricultura], com orgânicos, que acontece em nossa varanda sábado pela manhã”, comenta Nicole Magalhães, publicitária, psicóloga e sócia do estabelecimento.

Nicole é casada com o piauiense Evandro Viana, o chef de cozinha e outra cara-metade da casa. O sucesso foi tão grande que eles passaram a fazer catering e tiveram como clientes shows de artistas como Gal Costa, Elza Soares e Marcelo Jeneci, que fugiam dos serviços tradicionais de tábua de frios e pão de metro. “Produzimos algo com alma”, diz ela, sobre a culinária indiana.

A primeira experiência, reduzida, foi no lar do casal, numa área de condomínios em Brasília, isso em 2011. Em 2015, em plena crise, reabriram na Vila Planalto, um reduto de tranquilidade e ar interiorano que está se tornando o novo point dos modernos na cidade, em busca de algo genuíno. Abre apenas no almoço. As noites são ocupadas, ocasionalmente, com baladas aconchegantes, DJs e coisas do tipo.

“Fiz Empretec (curso do Sebrae) e meu coach disse que era loucura reabrir em 2015, em plena crise. Mas, como sou taurina e teimosa, acreditei. Achei que a crise era, na realidade, uma oportunidade. Deu certo”, conclui Nicole.

Pontos de virada

Sustentabilidade.

Local diferenciado, de ar interiorano.

Conexão com produção orgânica.

Comfort food.

Múltiplos serviços.

Mistura de culturas.

 

Salto: Abriu em uma casa com cinco funcionários e só atendia nos fins de semana, em 2011. Hoje, são 16 funcionários e abre a semana toda.

 

Relacionadas
Sem Categoria

Teste de postagem site Varejo S.A

A grande maioria dos consumidores (78%) pretende pagar o presente à vista, principalmente no PIX (29%), dinheiro (25%), no cartão de débito…
Sem Categoria

Hoje é o Dia Internacional da Proteção de Dados

*Cristiane Manzueto e Rodrigo Leal Embora privacidade e proteção de dados estejam, atualmente, no centro das atenções por conta do avanço das…
Sem Categoria

Hauly e José César discutem a Reforma Tributária

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) promoverá, nesta quarta-feira (2), às 16h, uma conversa entre o consultor tributário e economista, Luiz…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.