Movimento Varejo

Cresce o número de lojas virtuais durante a pandemia

Foto: Mohamed Hassan/Pixabay

Passada a fase mais crítica da pandemia de Covid-19, o comércio eletrônico se mantém aquecido. Dados do Nielsen IQ|Ebit, referência de mensuração e análise do setor no país, demonstram que as vendas digitais na Black Friday subiram 5% em 2021 em relação à edição anterior, com um total de R$ 4,2 bilhões.

Ainda segundo o balanço, o faturamento aumentou 31% entre os dias 18 e 24 de novembro, chegando a R$ 2,8 bilhões, com o crescimento de 16% no ticket médio, que foi para R$ 753.

Na avaliação de Mateus Toledo, CEO da MT Soluções – empresa que atua com um hub de soluções para e-commerce, como implantações de lojas virtuais, marketplaces, layouts e sistema ERP e marketing digital -, os dados demonstram que os brasileiros querem continuar consumindo nos ambientes digitais.

“A alta nas vendas desta Black Friday deixa claro que, mesmo com o fim do confinamento e a reabertura do comércio físico, o hábito de comprar pela internet se mantém, tendo sido incorporado ao dia a dia dos consumidores”, afirma. “Algo positivo para os empreendedores que, muitas vezes, por força das circunstâncias aderiram aos negócios digitais”, considera. Segundo levantamento da Visa Consulting & Analytics, cerca de 70 mil empresas entraram para o e-commerce desde o início da crise sanitária.

Para Mateus Toledo, o crescimento das lojas virtuais nos últimos meses tem sido acompanhado por um bom nível de experiência do cliente proporcionado por esses novos empreendimentos.

“O e-commerce cresceu ‘quinze anos em apenas dois’ Mesmo assim, não são todos os lojistas do segmento que trabalham ativamente para estreitar o relacionamento com seus clientes”, pontua. “Essa fatia, mesmo que pequena, causa burburinhos ruins no mercado, em contrapartida a maioria dos lojistas sabe da importância em buscar parceiros de negócios que os ajude a performar, otimizando operações e tecnologias para a sustentação de lojas”.

Consultoria é alternativa para empreendedores digitais
Neste sentido, para Mateus Toledo, ter um parceiro de negócio é dividir tarefas estratégicas, o que proporciona um tempo adicional para que o lojista trabalhe o que mais importa, reter o cliente final.

O CEO da MT Soluções acredita que o on-line veio para ficar no pós-pandemia. “Muitos lojistas que estavam no físico renderam-se aos negócios digitais, devido à demanda da população, que está cada vez mais familiarizada e ativa a este mundo levando em consideração que a informação e conteúdo está na palma de suas mãos. Sem contar que para o lojista, ele passa a ter um canal apto para vendas durante 24 horas por dia nos 7 dias da semana”.

Com a adesão dos brasileiros aos canais de venda on-line em sua rotina de compra, para o especialista, cresceu o número de novos empreendedores que encontraram no digital, além de segurança, facilidades na rotina de venda, qualidade de vida para cuidar de si e de seus familiares e a diminuição de custos, se comparado com o físico.

Mateus Toledo acredita que, dado o amadurecimento do comércio eletrônico, há poucos entraves para que a população mais resistente também venha a aderir à modalidade. A análise do CEO é corroborada com números de uma pesquisa da Webshoppers, relatório sobre o comércio eletrônico brasileiro. Segundo o levantamento, ao menos 17% dos consumidores fizeram sua primeira compra on-line esse ano. Destes, um percentual expressivo afirmou que espera continuar consumindo por meio de lojas virtuais de agora em diante.

Para tanto, na visão do especialista, é preciso desmistificar o on-line com informação e com o compartilhamento de informações e conteúdos relevantes de forma clara e transparente. “Desse modo, a população poderá compreender a segurança, as facilidades e os rendimentos efetivos que o e-commerce proporciona”, conclui.

Fonte: Portal Comunique-se

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