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FCDL-MG: ação e representação no combate à crise

Frank Sintra, presidente da Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais

Minas Gerais é um estado imenso, de comércio forte e pujante. E foi justamente no varejo que pandemia deixou uma das suas maracas mais cruéis, fechando negócios e gerando desemprego. Neste momento, Minas está se prepara para a volta do comércio como o plano “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo”.

O plano é fruto de um esforço do governo e de diversas entidades representativas, entre elas a Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), uma potência que congrega 204 Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL), reúne mais de 60 mil empresários e que, desde os primeiros momentos atua para contribuir com os esforços das autoridades para amenizar os efeitos da crise no comércio.

Para falar sobre as ações da FCDL e a situação do varejo no estado, a Varejo S.A conversou presidente da entidade, Frank Sintra. Confira!

–  Como está a situação dos varejistas de Minas Gerais neste momento de crise do coronavírus?
O cenário econômico atual é desafiador. Temos um aumento da aversão ao risco e a consequente retração da atividade econômica. Não somente no varejo, mas em toda a cadeia produtiva. Contudo, o que mais sofre é aquele que está na ponta, ou seja, o comércio. Ele, que é o responsável pela distribuição de toda a mercadoria produzida, fica sem saída ao ter que lidar com o peso da crise na cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, com a reação do consumidor frente ao desconhecido. Porém, nosso setor finalmente começa a dar os primeiros passos rumo à recuperação. Com a abertura do comércio em algumas cidades no último mês, tivemos um crescimento nas vendas de 17%. Tudo isso também graças à constante capacidade de se reinventar do varejo. Mas ainda estamos sofrendo com os reflexos dessa crise que ainda não tem previsão de acabar.

– E quais as ações que foram tomadas para dar suporte aos empresários?
Nossa articulação com os órgãos governamentais estaduais, municipais e federais fizeram toda diferença, trazendo resultados para os varejistas em diversas frentes, como crédito, auxílios para manutenção dos empregos e empresas. Foram mais de 100 formalizações juntos aos órgãos oficiais. Nós, da Federação, estamos ouvindo nossas CDLs que, por sua vez, são os pontos focais de nossos associados. As CDLs sabem o que o empresário quer e precisa.

A FCDL-MG buscou consolidar tudo o que veio das nossas federadas, filtrou e transformou em um relatório rico para contribuir com as ações do Governo de Minas. Um desses relatórios foi utilizado para a construção do programa de retomada das atividades econômicas do estado: o Minas Consciente. Isso nos fortaleceu e trouxe confiança com este diálogo mais próximo. Hoje, o plano está em andamento e temos a certeza que será benéfico para a recuperação do varejo.

Além disso, lançamos novas soluções novas para as entidades mineiras como: plataforma de cursos online: www.varejoplay.com.br, e-commerce com descontos para associados em parceria com a www.emcsistemas.com.br, uma ferramenta de cobrança de dívidas on-line focada para atender micro e pequenas empresas, tudo isso para proporcionar às nossas federadas e seus associados, oportunidades de sobrevivência a um cenário adverso para seguirem em frente.

– E como foi a experiência de elaboração do “Minas Consciente”?
Para a FCDL-MG, como representante de mais de 60 mil empresários em todo o estado, fazer parte da construção desse plano foi uma tarefa extremamente gratificante e que exigiu muito trabalho. Nos debruçamos sobre todas as demandas recebidas pelas nossas CDLs e seus associados, os números de cada região e todos os indicativos, inclusive os de saúde, para construir propostas relevantes para o governo do estado e atender tanto as expectativas dos lojistas mineiros, quanto as da população. Nosso trabalho foi elogiado, mais de uma vez, por membros do governo, como o secretário-adjunto de desenvolvimento econômico, Fernando Passalio, que destacou a proposta enviada pela FCDL-MG. Ele disse que nosso material foi uma das melhores colaborações entregues ao governo.

– Que tipo de dificuldade a FCDL-MG encontrou em suas ações?
Em um momento de crise, a maior dificuldade é a falta de organização e planejamento. Nesse momento, que exige união, fica evidente que todas os representantes dos diversos segmentos econômicos buscam puxar os benefícios e as oportunidades para seu lado e isso prejudica o desenvolvimento coletivo. Por outro lado, sabemos que a Federação e demais entidades estão diante de uma crise sem precedentes e que isso é complicador na hora de tomar decisões. Por isso, muitas das ações e sugestões são baseadas em hipóteses do que pode ou não dar certo, prejudicando assim os resultados.

– De alguma forma o espírito associativista da entidade foi capaz de encontrar soluções práticas para os varejistas?
A representatividade no nosso Sistema, mais uma vez, se mostrou essencial para superar um momento de adversidade. Em Minas Gerais, a nossa base de associados chegou a mais de 60 mil empresas, distribuídas nas 204 CDLs. Foram elas que se organizaram para captar as demandas dos empresários e as repassarem para que a FCDL-MG, como representante do Sistema CNDL em Minas Gerais, conseguisse compreender o todo e elaborar argumentos e ações junto ao governo estadual. Isso, com certeza, gerou mais valor para a Federação e nossas CDLs. Mostrou aos empresários a importância de se associar a uma entidade representativa que se mostra incansável na luta pelos interesses do setor.

– E agora? Quais são as perspectivas para o comércio e serviço do Minas no curto e médio prazo?
Infelizmente nós sabemos que muitas empresas não resistirão aos meses de pandemia. Várias delas não estavam preparadas para uma crise dessa magnitude. Foram forçadas a mudar de uma maneira rápida para sobreviverem. Porém, vejo uma reinvenção do varejo no curto e no médio prazo. Um varejo mais inteligente, que vai aproveitar as oportunidades que essa crise está proporcionando. Muitas empresas que alcançaram algum crescimento em seu negócio utilizaram o meio digital para isso. Com certeza, no médio prazo, elas sairão muito melhores do que quando entraram nessa crise. E o mesmo vale para a FCDL-MG, que desde o começo já trabalhava para buscar soluções para o pós-pandemia.

– Quais lições essa crise está deixando para a entidade e para os varejistas?
A principal lição da pandemia é a capacidade de adaptação que todos nós temos, principalmente ao mudarmos nossa forma de trabalho, de comunicação, de vendas. Esse sempre será o nosso diferencial! É a essência do varejo brasileiro.

Também tivemos lições duras, como a fraqueza das nossas empresas quanto a falta de planejamento. Vivemos em um mercado em que 90% são micro e pequenas empresas. A maioria delas não tinha, se quer, reserva financeira para a sobrevivência em caso de crises. Outro ponto é que elas não estavam acostumadas a criar indicadores nem condições de elaborar uma visão do mercado como um todo.

Isso tudo mostra que temos que usar nosso poder de reinvenção. As empresas que ficaram presas às suas crenças limitantes foram as primeiras a perecer. O mundo mudou e o mercado mudou com ele!

Frank Sinatra – Presidente da FCDL-MG | Empresário do segmento de calçados

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