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Grupo se organiza na defesa do livre mercado

Uma novidade da legislatura atual do Congresso Nacional é a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado. Coordenada pelo deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), o grupo começou suas atividades em fevereiro e, entre as primeiras ações, promoveu um debate com técnicos do Banco Central e do Ministério da Economia para esclarecer dúvidas sobre o projeto do novo Cadastro Positivo.

Mas os planos do grupo vão muito mais além. Kataguiri defende outras pautas, como as reformas previdenciária e tributária, além das privatizações. O deputado pretende também ir mais a fundo na reforma trabalhista, aumentando a quantidade de direitos que podem ser negociados entre trabalhadores e patrões.

Em conversa exclusiva com a revista Varejo s.a., o deputado afirmou que se pode esperar uma atuação bastante firme da frente no sentido de cortar gastos públicos, reduzir e enxugar a máquina estatal e defender cortes na própria estrutura burocrática. “O foco inicial da nossa frente é justamente a reforma previdenciária, que vai significar o maior corte de gastos da história recente do Brasil. Uma reforma extremamente necessária, importante para a retomada do crescimento econômico, da credibilidade e dos investimentos nacionais e internacionais no país”, afirmou.

A desburocratização e simplificação tributária também estão na pauta da Frente de Livre Mercado. “A gente acredita que não existe a necessidade de o empreendedor passar por tantos passos como ele passa hoje, por uma série de dificuldades que o tornam refém da burocracia. Então, é preciso simplificar as regras que existem para empreender, contratar, demitir, comprar, vender”, explicou. O deputado também defendeu a necessidade de ter uma frente trabalhando no Congresso para que haja respeito ao princípio constitucional da livre-iniciativa para, assim, gerar emprego e renda para criar melhores condições para competir no mercado internacional. “Evidentemente, hoje é muito difícil abrir o mercado da noite para o dia. Temos um cenário de péssima logística, altos custos, falta de infraestrutura e complexidade tributária. A gente vai em busca de criar as condições necessárias para que o produto brasileiro seja cada vez mais competitivo e consiga disputar internacionalmente. Diminuindo essas barreiras, vencendo esses desafios dentro do país, poderemos, enfim, desenvolver nossa economia para uma abertura para o mercado mundial”, finalizou Kataguiri

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