Integra CNDL

Presidente da FCDL-MA fala dos desafios da crise da Covid-19

Não é novidade que o comércio foi um dos setores mais afetados pelas medidas de restrição geradas pela pandemia do novo coronavírus. No Maranhão não foi diferente. Estima-se que o estado tenha tido uma queda de 90% no número de vendas no setor do comércio nos últimos meses. As respostas a essa crise vieram de muitas frentes, uma delas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Maranhão (FCDL-MA), que exerceu importante papel de interlocução entre os empresários do setor varejista e as autoridades de governo.

A Varejo S.A conversou com a presidente da entidade, Maria do Socorro Teixeira Noronha, para saber como está sendo exercida a liderança da entidade durante a crise e quais as lições que essa experiência deixa para os empresários e a Federação maranhenses.

Como está a situação dos varejistas do Maranhão neste momento de crise do coronavírus?

O panorama geral é de muitas perdas. Todas decorrentes dos 90 dias de suspensão das atividades econômicas provocada no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. O comércio, considerado não essencial, foi o mais prejudicado, com cerca de 90% de queda nas vendas no período de suspensão. Mas esse não é o quadro de todo o estado. O fechamento teve mais reflexos nas cidades maiores e nas empresas que não conseguiram buscar alternativas de atendimento ao cliente por meios digitais. A partir de junho, começou a acontecer a reabertura gradual, mediante cumprimento dos protocolos sanitários, e os lojistas estão trabalhando para minimizar as perdas.

Como a FCDL-MA reagiu a essa crise? Quais as ações que foram tomadas para dar suporte aos empresários?

Nossa Federação atuou em duas linhas: a interlocução com o governo estadual e a troca de informações com as CDLs para serem repassadas aos associados. A FCDL-MA integrou o grupo de entidades empresariais que mapeou as principais necessidades das empresas para reivindicar do governo incentivos que ajudassem a minimizar a crise.

Que tipo de dificuldade a FCDL-MA encontrou em suas ações?

A principal delas foi convencer o lojista de que a suspensão das atividades econômicas naquele momento era fundamental para a contenção da disseminação do novo coronavírus, porque temos empresas muito pequenas que não sobrevivem se não funcionarem. Em pequenos municípios, eles queriam continuar funcionando porque ainda não havia casos. Tivemos que dialogar com o governo para mostrar que precisava haver flexibilidade, mas isso foi acontecendo aos poucos.

A FCDL-MA foi ouvida pelas autoridades? Ela participou ou participa das tomadas de decisões?

O governo estadual designou a Secretaria de Estado da Indústria e Comércio como interlocutora junto à classe empresarial, e sempre houve diálogo, inclusive com a construção coletiva dos protocolos sanitários que deveriam ser seguidos na reabertura. Mas temos que ressaltar o fato de que algumas das nossas reivindicações relacionadas a incentivos de natureza econômica e concessões para as empresas não foram atendidas pelo governo estadual.

De alguma forma o espírito associativista da entidade foi capaz de encontrar soluções práticas para os varejistas?

A nossa Federação é pequena e não tem recursos para prover a classe lojista como gostaríamos, mas procuramos disseminar informações sobre as práticas bem-sucedidas que estavam sendo adotadas em outros locais para motivar nossas entidades e empresas a repetirem essas experiências. Acredito que foi fundamental o trabalho que fizemos junto às Câmara de Dirigentes Lojistas (CDLs) para incentivarem o consumidor a comprar do comércio local.

Quais são as perspectivas para o comércio e serviço do Maranhão a curto e médio prazo?

Estamos na expectativa de ter um segundo semestre produtivo. A maioria das CDLs maranhenses está criando campanhas para incentivar o lojista a vender. Além disso, acreditamos que as linhas de financiamento que estão sendo disponibilizadas para as micro e pequenas empresas possam injetar os recursos necessários para revitalizar o mercado.

Que lições essa crise está deixando para a entidade e para os varejistas?

Acredito que o varejo deve ter se convencido de que não há mais possibilidades de negócios fora do mundo digital, uma realidade que já tínhamos constatado em nossas missões fora do estado e que agora bateu à nossa porta. Muita gente não estava preparada e teve que se reinventar às pressas. Para as entidades, a importância do fortalecimento do associativismo ficou ainda mais evidente. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) teve um papel fundamental nesse processo, porque foi exemplar nas ações que desenvolveu em todo esse período, dando suporte às lideranças e exercendo o protagonismo necessário junto às instituições públicas. Acredito que estamos saindo disso tudo mais fortes.

Compartilhe:
Relacionadas
Integra CNDL

Empossada a nova diretoria da Federação Varejista do Rio Grande do Sul

Nova diretoria assume gestão até 2025; evento foi amplamente prestigiado por autoridades públicas Compartilhe:
Integra CNDL

Presidente da CNDL participa de jantar com o governador do Mato Grosso

O presidente da CNDL, José César da Costa, participou na noite desta terça-feira (24) de um jantar com o governador de MT, Mauro Mendes. Compartilhe:
Integra CNDL

CDL Patos de Minas distribui de kits de higiene pessoal a entidades sociais

Em cerimônia na manhã do dia 17 de maio, a CDL de Patos de Minas realizou a entrega de Kits Solidários, contendo itens de higiene pessoal, para entidades sociais e instituições que prestam assistência à comunidade. O material irá contribuir para a saúde e os cuidados das crianças que pertencem às famílias assistidas pelas entidades contempladas com o projeto. Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.