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Mobile commerce: como atrair mais clientes para sua “loja de bolso”

Por Carlos Alves*

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O universo do varejo está em constante movimento. A entrada e saída de pessoas movimentam as vendas e o fluxo de caixa das lojas. Comércio é, por definição, movimento. Não estranhe, portanto, que a última fronteira do comércio eletrônico, aquele cujas compras realizam-se pela internet, seja um dispositivo “móvel”; a tendência, agora, é comprar em movimento.

 

A consolidação do mobile commerce ou, simplesmente, m-commerce explica-se pela popularização dos smartphones e tablets, bem como pelo acesso facilitado à internet pelas redes 3G e 4G, que abriram caminho para os consumidores fecharem suas compras com apenas alguns toques. Os números mostram uma tendência que veio para ficar: cada vez mais, as compras a distância devem ser feitas por dispositivos móveis.

 

Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), 31% das vendas on-line já são realizadas por meio de um aparelho mobile. Além disso, esse tipo de dispositivo responde por quase toda a influência que o mundo on-line exerce sobre as compras off-line – ainda segundo a associação, 26% das vendas do varejo físico devem-se à divulgação no meio digital.

 

Um levantamento realizado pelo Cuponomia, site que reúne cupons de desconto de players do comércio eletrônico, já alertava sobre a penetração do mobile no e-commerce em 2016, quando atestou o crescimento de 170% no acesso a lojas virtuais por esse meio. Em comparação, os acessos por computador/desktop cresciam em ritmo muito mais lento (aproximadamente 50%). Conforme a análise do Cuponomia, a otimização dos sites de e-commerce e a praticidade contribuíram para o salto no número de compras realizadas via smartphone.

 

A tendência de crescimento do m-commerce, no entanto, não é motivo para a acomodação dos lojistas. Pelo contrário: nesse novo ambiente de disputa, vale a mesma regra que vigora para o varejo físico e as lojas virtuais tradicionais, ou seja, vende mais quem oferece a melhor experiência de compra. Se com o fenômeno da transformação digital as lojas trabalharam para migrar suas operações para o e-commerce, o desafio agora é adaptar as vitrines à telinha do mobile.

 

Daí a preocupação com a conveniência do formato, que exige um layout amigável e uma navegabilidade que permita visualizar todas opções de compra sem maiores distrações. A ideia é trazer comandos fáceis e ágeis para que o usuário realize a compra em poucos toques, afinal, esse público não dispõe da mesma paciência que aquele que comanda os movimentos com a agilidade e a precisão do cursor de um mouse. Deslizar os dedos pela tela para ampliar a imagem e a descrição de produtos não é tarefa das mais gratas.

 

Outra etapa do processo de compra a ser facilitada – e que requer atenção especial do lojista para evitar os transtornos com os “carrinhos abandonados” – é o checkout, isto é, o fechamento efetivo da compra. Na hora de fazer o pagamento, o usuário só precisa de um processo intuitivo e sem muitas complicações.

 

Até o fim deste ano, quando o e-commerce deve registrar um aumento de 15% em suas vendas totais, a ABComm projeta que metade dos acessos será feita por meio de aparelhos móveis. Não há dúvidas de que muita gente vai trafegar pelas lojas virtuais com apenas alguns toques, mas somente a disposição dos lojistas para adaptar-se à nova tecnologia fará do mobile mais do que um mero canal de pesquisa de preços, transformando-o numa verdadeira loja de bolso.

 

*Carlos Alves é diretor de Marketplace da ABComm e head de E-Commerce na Riachuelo, sendo um dos precursores dos shoppings virtuais no país e o primeiro lojista a integrar em uma mesma plataforma todos os grandes players nacionais.

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