Opinião

Natal: paz, amor e vendas

[sc name=”legenda-foto-nome” nome=”Marcela Kawauti” texto=”Economista-chefe do SPC Brasil”]

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Ainda estamos em outubro e para os consumidores o Natal está bem distante. Para os lojistas, que aguardam com ansiedade a principal data comemorativa para o comércio, ele está bem próximo! A preparação do empresário começa com meses de antecedência para que tudo esteja em ordem quando o grande momento do varejo chegar.

Ao final do terceiro trimestre já se desenha o planejamento de estoques. São meses entre o pedido e o recebimento da mercadoria. É nessa hora também que começa a busca de profissionais para o trabalho temporário. O correto planejamento evita, por exemplo, o acúmulo de produtos ou a sua falta. Em outras palavras, o empresário não perde dinheiro com compras excessivas e o consumidor confia que vai encontrar o produto e bom atendimento na loja.

[blockquote author=”” link=”” target=”_blank”]O correto planejamento evita, por exemplo, o acúmulo de produtos ou a sua falta.[/blockquote]

E qual é a medida correta para reposição de estoques e contratação de temporários para as festas de fim de ano? Esta é a tal pergunta de um milhão de dólares. Impossível ser preciso! Mas há direcionamentos fundamentais para uma estimativa próxima do ideal. O principal é a expectativa de demanda para o Natal. E aqui temos uma notícia boa e uma ruim. Assumindo que o estimado leitor queira começar pela notícia ruim (ao menos é assim que eu teria escolhido), o fato é que ainda teremos um Natal mais fraco do que vimos nos anos de bonança anteriores à crise. A queda nas vendas do varejo tem perdido força e deve ser menos intensa no segundo semestre, o que significa um leve recuo em relação a 2015. A boa notícia é que os brasileiros têm demonstrado alta intenção de presentear ao longo de todas as datas comemorativas, mesmo em tempos de crise. Assim, não é somente o tamanho da reposição de estoques que deve ser repensada, mas também os tipos de produtos.

Mesmo com o conjunto do varejo exibindo um desempenho mais fraco do que em outros tempos, ainda devemos esperar os consumidores nas lojas em busca de produtos que caibam na nova realidade financeira e no novo orçamento restrito por conta dos efeitos da crise. O lojista que estiver ciente dessa realidade pode sair na frente.

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