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Os quatro desafios dos gestores de tráfego em um e-commerce

Por Diego Santana *

A lógica é simples: quanto mais consumidores visitarem uma loja virtual, maiores as chances de concretizar uma venda. Independentemente do setor ou do porte, não há comércio eletrônico de sucesso que não tenha um excelente controle de tráfego de visitantes. As melhores estratégias não só atraem mais pessoas, como auxiliam na fidelização. É um assunto tão importante que conta com um profissional dedicado exclusivamente ao tema: o gestor de tráfego. Sim, o nome parece de uma pessoa que trabalha no trânsito das grandes cidades, mas não se engane: estamos falando de um dos pilares do sucesso do e-commerce.

Após crescer 41% em 2020, o melhor desempenho desde 2007, o comércio eletrônico brasileiro voltou a quebrar recordes ao subir 31% no primeiro semestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020 – os dados são da Ebit/Nielsen. Como se vê, mais e mais pessoas estão comprando dos canais digitais, o que reforça a necessidade desse gestor. Mas encontrar algum profissional com as características necessárias não é fácil. Veja os principais desafios que normalmente acometem esse setor.

1 – Gestores que se portam como… gestores!
Acredite, uma das principais dificuldades de um e-commerce é encontrar gestores que exercem aquilo que se espera de um profissional desse tipo. Muitos confundem a atuação e, de forma involuntária ou não, incluem em seu escopo de trabalho diversas tarefas que não fazem parte de sua área. É aquela velha história de querer abraçar tudo e, no fim, não conseguir resolver nada.

Mais do que dedicar horas a fio de seu dia em questões operacionais, espera-se de um gestor de tráfego o posicionamento necessário para tomar decisões – mesmo aquelas mais impopulares e difíceis. A principal função desse cargo é delegar tarefas e atrair um fluxo maior de consumidores à loja virtual da marca. Ele deve exercer a liderança em sua equipe e assumir a dianteira em eventuais problemas que possam aparecer.

2 – Quer pagar quanto?
A precificação também costuma ser uma dor de cabeça para o comércio eletrônico nacional. Nada mais é do que uma técnica que determina o valor de um produto ou serviço de acordo com os fatores internos e externos da empresa. O objetivo, claro, é garantir lucro e manter a operação em dia, ganhando dinheiro suficiente para pagar equipamentos, quadro de funcionários e sobrar uma quantia para repassar aos fundadores e eventuais investidores.

A teoria é bem mais fácil do que a prática. Estabelecer um preço em cima de um serviço, ainda mais relacionado à gestão de tráfego de um e-commerce, precisa levar em conta diversos fatores – e não são todos os gestores que têm esse conhecimento. Assim, o que deveria ser o diferencial do comércio eletrônico acaba se revelando um dos maiores problemas que afetam a sobrevivência do negócio.

3 – Arrumei um cliente, e agora?
Conquistar clientes e parceiros é o objetivo de qualquer empresa, não é mesmo? Mas em vez de ser uma situação benéfica para o e-commerce, acaba se revelando uma questão complexa para o gestor: a prospecção. Muitos profissionais não conseguem desenvolver um bom relacionamento com essas pessoas e acabam perdendo ótimas oportunidades de aprofundar o negócio e alcançar melhores resultados.

Isso ocorre porque prospectar clientes exige qualidades que não são ensinadas em salas de aula, mas adquiridas ao longo do tempo. É preciso saber o que e quando falar em reuniões, além de compreender os desejos e as necessidades dessas pessoas. Dessa forma, é possível criar campanhas e iniciativas melhores para aumentar o tráfego de visitantes e melhorar a experiência de cada um deles.

4 – A difícil arte de se mostrar aos clientes
Por fim, é tarefa de um gestor de tráfego criar um excelente planejamento de mídia para apresentação à diretoria executiva. Essa é uma das partes mais importantes do trabalho, uma vez que o objetivo é garantir maior divulgação da marca e, consequentemente, atrair mais pessoas para comprar produtos na loja virtual. É um documento que deve ser apresentado aos executivos de forma transparente.

Ele deve abordar todos os tópicos relacionados à divulgação da marca, como estratégias, tipos de conteúdo, periodicidade, palavras-chave, campanhas, entre outras informações necessárias. É preciso exercitar a difícil arte de se mostrar aos clientes, garantindo que as principais mensagens da marca estejam em evidência.

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