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Guedes: “O Brasil tem rumo e estamos no caminho certo!”

Encerramento da primeira noite do Fórum Nacional do Comércio teve mensagem de otimismo do ministro Paulo Guedes

A primeira noite do V Fórum Nacional do Comércio foi encerrada em tom de otimismo para setor do comércio e serviços. Depois de um dia inteiro de debates e explanações sobre o cenário pós-pandemia, com suas implicações na gestão das empresas, nas demandas por infraestrutura e na organização das áreas relações institucionais das entidades, foi a vez do ministro da Economia dizer aos pequenos e médio empresários que o Brasil segue firme na direção de uma sociedade de livre mercado e prosperidade.

O ministro disse que o país está fazendo o dever de casa e que, ao contrário do que o noticiário apresenta, o Brasil está preparado para crescer. “Fizemos o que tínhamos que fazer. Privatizamos, fizemos uma série de regulamentações institucionais como a da independência do Banco Central e iniciamos um grande programa de concessões”, disse o ministro.

Guedes afirmou que 2022 será um ano importante para o Brasil. “O país terá um grande volume de investimento no saneamento básico e na infraestrutura”, afirmou. “Já temos R$ 540 bilhões contratados. O Brasil vai crescer e gerar empregos”, disse, lembrando que, os resultados de 2021 já são surpreendentes mesmo em meio à pandemia e destacou a força do empresário brasileiro. “O Brasil preservou 11 milhões de CPFs. Além disso, criou 3 milhões de empregos e vai crescer 5% ainda neste ano”, garantiu.

O ministro ressaltou que o Brasil enfrentou uma série de problemas no primeiro ano do governo Bolsonaro. Falou da primeira onda da Covid em 2020, da segunda onda em 2021, da maior crise hídrica em 92 anos. “É duro, mas isso não nos desestimula. Vamos seguir fazendo a coisa certa”.

Guedes creditou a resistência do país ao espírito do empresário e disse que o Brasil precisa aprovar a reforma do imposto de renda. “Essa reforma só atinge quem tira a partir de R$ 400 mil por mês de lucros e dividendos. Nós vamos lá em cima, fazer o que o mundo todo está fazendo, baixando impostos para as empresas e tributando apenas quando o dinheiro sai da empresa, mas não é da pequena e média, mas apenas o rendimento de capital. Se o operário paga 20% de imposto de renda, porque os super-ricos não podem pagar 15%?”, perguntou.

O ministro falou ainda da importância de aprovar a PEC dos precatórios para liberar espaço no teto e dar tranquilidade ao mercado. “As eleições estão aí e existe o medo de que haja uma gastança muito grande. Mas o Brasil tem mapa, o Brasil tem rumo, o Brasil tem um programa e estamos executando esse programa. Vamos seguir em frente”, concluiu.

Clima de confraternização
A fala do ministro foi precedida da apresentação do coral da orquestra Mellody, que interpretou a canção “Nunca Pare de Sonhar”, com o sugestivo verso “Nós podemos tudo, nós podemos mais”, “Aquarela do Brasil”, exaltando o “Brasil brasileiro”, e o Hino da Nação Lojista, que pede a construção de uma nação guerreira. O presidente da CNDL, José César da Costa subiu ao palco para agradecer a presença dos convidados, autoridades e da nação lojista como um todo.

José César cumprimentou as famílias que sofreram durante a pandemia e saudou os empresários que lutaram para salvar os seus negócios. Nesse momento, agradeceu, em particular, a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi figura central na construção das medidas emergenciais que salvaram empregos e empresas ao longo de 2020 e 2021. “Muito obrigado por compreender a importância e o tamanho do setor de comércio e serviços”, disse.

Logo após, foi exibido os vídeos de saudação dos ministros Onyx Lorenzoni, Rogério Marinho e do governador de Minhas Gerais, Romeu Zema, que exaltaram a o trabalho da Confederação à frente das entidades que compõem o Sistema CNDL.

O Presidente da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, Jorginho Mello, subiu ao palco para ressaltar o esforço do governo para ajudar as pequenas e médias empresas. Jorginho defendeu o Simples e pediu a aprovação do Programa de Renegociação em Longo Prazo, “o novo REFIS que vai ao encontro das dificuldades dos empresários”.

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