24 jul, 2024
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Qual a importância da diversidade para as marcas se firmarem regionalmente?

Globo, M. Dias Branco e Magalu compartilham suas estratégias para alcançar, de maneira personalizada, o público regional.

Globo, M. Dias Branco e Magalu compartilham suas estratégias para alcançar, de maneira personalizada, o público regional

O diálogo regionalizado é essencial para as marcas atingir o seu público-alvo e gerarem mais conexão e resultados. Esse é o resumo da palestra “Que país imenso é esse?”, realizada na 8ª edição do LRS (Latam Retail Show), que ocorreu esta semana na capital paulista e contou com transmissão online. Com o objetivo de mostrar como conquistar a identificação do cliente com a marca falando a língua dos consumidores de cada região do país, o painel teve a participação de Tatiana Souza, diretora de Negócios da Globo; Fabio Melo, diretor de Marketing da M. Dias Branco; Felipe Cohen, diretor de Operações de Marketplace do Magalu; e Ana Peretti, vice-presidente de Marketing da América Latina da Electrolux.

Os participantes apresentaram suas estratégias para entender e atender ao público interno e regional. Segundo Tatiana Souza, 7 a cada 10 brasileiros não se sentem representados nas propagandas e publicidades, e isso mostra que as marcas e os comércios não estão explorando a diversidade cultural do país, que vai muito além do samba, carnaval e futebol.

Por outro lado, as empresas também precisam levar em conta a desigualdade social. Por exemplo, no Brasil, apenas 19% das pessoas têm ensino superior e 3% pós-graduação; e a renda da classe A é quase 24 vezes maior do que a da classe D/E. “Esses dados influenciam o comportamento de consumo das pessoas”, detalhou a profissional.

“Além do sotaque, existe algo mais que defina a região? Claro! Os pratos típicos da região”, lembrou Fabio Melo, diretor da M. Dias Branco, que está presente em mais de 3.000 cidades do país e tem mais de 30.000 mil pontos de venda. Para conquistar mercado em cada região, a rede estuda o público, a classe social, as tendências, os lugares, os estilos e oportunidades, e a partir dessas informações, traça ações específicas para cada região/grupo.

A estratégia foi chamada de “M. Dias para todos”, e as campanhas da marca contam com a participação de famosos e influenciadores digitais e são veiculadas em grandes programas de televisão de cada região. A empresa usa ainda o storytelling para contar sua história, e com isso, gerar uma identificação e aproximação com o público. “Acreditamos que criar marcas que são verdadeiras joias regionais constrói laços com a comunidade local e torna a empresa líder de mercado em cada região”, afirmou o diretor de Marketing.

Loja física e o e-commerce juntos se tornam mais
Mesmo com tanta tecnologia e a maior parte da população conectada, dos 5 milhões de CNPJs atuando no varejo, apenas 300 estão online. A informação foi apresentada pelo diretor de Operações de Marketplace do Magalu, Felipe Cohen e, segundo ele, mostra a dificuldade que o varejista tem de ingressar seu negócio no mercado virtual, tendo como principal impasse, a logística.

Por isso, o Magazine Luíza se tornou um hub logístico, e os empresários do setor podem utilizar o marketplace do Magalu como uma “espécie de Correios”, podendo ofertar o produto na internet e utilizar o sistema logístico para entregar o item vendido no endereço do cliente. É uma oportunidade para os micro e pequenos negócios aumentarem sua capilaridade e passarem a atender ao consumidor de sua região.

Já para criar conexões regionais com o público, o Magazine Luiza usou as redes sociais e parcerias com influenciadores digitais locais. “O grande lance para a gente não foi só a regionalidade, foi entender que cada loja regional tem muito mais poder de se conectar com o público local e que a rede social é um portal de venda”, falou Cohen.

“As lojas físicas são fundamentais para entrada de parceiros do Magalu e na diversificação da plataforma. Além disso, tem um novo papel de gerar demanda para a sua comunidade e gerar oferta de produtos regionais”, acrescentou.

Edição: Fernanda Peregrino