18 maio, 2024
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Sobrevivendo no varejo

Não está fácil. Mais do que nunca, somos forçados a colocar na balança o que fazer, em um cenário marcado pelo aumento da taxa de juros e também pelo aumento da inflação.

Por Frank Sinatra Chaves*

Frank Sinatra é presidente da FCDL-MG

Não está fácil. Mais do que nunca, somos forçados a colocar na balança o que fazer, em um cenário marcado pelo aumento da taxa de juros e também pelo aumento da inflação. O Banco Central ressaltou, em ata da reunião do COPOM, que o ciclo de aperto monetário corrente está sendo bastante intenso e tempestivo, e que, devido às defasagens de política monetária, ainda não se pode observar grande parte do efeito contracionista esperado, bem como seu impacto sobre a inflação corrente.

E como fica o varejo em meio a tanta instabilidade?

Com os juros altos, os investimentos e a capacidade de crescer do varejista são diretamente impactados. Para garantir a sobrevivência em um período sem precedentes da história recente, muitos de nós fomos obrigados a recorrer a empréstimos e soluções advindas de capital de terceiros. Somado a essa realidade, gerou-se uma crise de bastidores, que insiste em punir aqueles que geram emprego e renda e que buscam a perenidade em meio às incertezas impostas pelo ambiente econômico.

Isso sem falar da inflação! Potencializada como está, tem um poder destruidor. Gera queda nos investimentos, queda no poder de compra da sociedade, além de tornar o cenário ainda mais desértico. Vale dizer que o aumento da taxa de juros é utilizado pelo governo com a intenção de reduzir o consumo de bens e serviços da população, como forma de obrigar o mercado a baixar os preços. O comércio de bens duráveis (imóveis, automóveis, eletrônicos) também é prejudicado e os investimentos no setor produtivo diminuem. Ou seja, um ciclo catastrófico para todos.

Ser varejista neste país é ser um super-herói, mas sem os dons sobrenaturais. É ter consciência de que é preciso se reinventar todos os dias para conseguir manter os negócios de pé, porém com riscos bem desiguais entre sobreviver e morrer.

O que quero dizer com tudo isso é que, apesar de tantos desafios e provações, não podemos desistir! Temos que manter a chama do movimento varejista acesa. Vamos vencer, desde que nosso grito chegue onde deve chegar. Junte-se comigo nessa luta por dias melhores e mais competitivos. As crises nos obrigam a pensar diferente e a fazer a diferença.

Juntos somos mais fortes!

*Frank Sinatra Chaves é presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-MG).