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Sonho de empreender é mais presente entre os negros

Happy bearded African businessman using phone while sitting on sofa at his modern home.Concept of young people working mobile devices.Blurred background

A população negra adulta é a que mais sonha em ser donos do próprio negócio, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ) e considerada a maior sobre empreendedorismo do mundo. No ano passado, de acordo com o estudo, 62,3% dos adultos pretos e pardos apresentavam esse desejo, uma diferença de 9,6 pontos percentuais se comparado com os adultos brancos (52,7%).

Entre os negros, esse é o segundo maior sonho, perdendo apenas para o de viajar pelo Brasil, que foi citado por 62,8% dos entrevistados. Já entre os brancos, o desejo de ter o próprio negócio ficou em terceiro lugar, perdendo para viajar pelo Brasil (63,4%) e para o exterior (57,6%). “Esse desejo dos adultos pretos e pardos de serem os donos de seus próprios negócios fez com que no resultado geral, o sonho de empreendedor ocupasse a segunda colocação”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Melles explica ainda que o desejo de ser dono do próprio negócio pode ser explicado também pelo fato de que a maioria dos negros empreende por necessidade. De acordo com a GEM, no grupo dos empreendedores pretos ou pardos, 53,3% dos empreendedores iniciais – aqueles com até 3,5 anos de negócio – empreenderam por necessidade, contra 47% dos empreendedores brancos. “A ausência maior de oportunidades de emprego e renda para o público negro faz com que o empreendedorismo por necessidade seja mais forte entre eles. Esse comportamento é influenciado também por aspectos culturais, que interferem, inclusive na escolaridade”, exemplifica o presidente do Sebrae.

A GEM 2020 detectou que com relação à escolaridade dos empreendedores no Brasil, os pretos ou pardos possuíam uma escolaridade inferior à dos brancos. Entre os empreendedores iniciais pretos ou pardos, 17% tinham superior completo ou mais. Entre os empreendedores iniciais brancos, 34% possuíam superior completo ou mais. Já no grupo dos empreendedores estabelecidos, os percentuais com superior completo ou mais eram de respectivamente 14% e 38%. “Esses dados confirmam um grave problema social que é a diferença da escolaridade conforme a raça do empreendedor no Brasil”, observa Melles.

Motivações para empreender
A motivação para começar um negócio devido à escassez de empregos foi predominante entre os empreendedores brasileiros iniciais, tanto para os brancos (80,6%) como para os pretos ou pardos (83,9%). “Fator altamente influenciado pela pandemia do coronavírus, que encerrou, em 2020, um grande número de postos de trabalho”, ressalta o presidente do Sebrae.

O segundo motivo mais citado pelos empreendedores iniciais, independentemente da cor/raça, foi começar um novo negócio para fazer a diferença no mundo. No entanto, entre os pretos ou pardos foi mais expressivo, alcançando 69,7%, contra 58,2% entre os brancos. Construir uma grande riqueza ou uma renda muito alta foi escolhido como um dos motivos para 62,3% dos pretos ou pardos e por 51,8% dos brancos. A motivação de continuar o negócio devido a uma tradição familiar obteve o menor percentual, menos de 30% para os dois grupos de raça.

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