16 jun, 2024
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Varejo vê Black Friday 2023 como oportunidade

Um cenário mais otimista se abre para a Black Friday 2023: 55% dos varejistas acreditam que a Black Friday 2023 será melhor em vendas do que a do ano passado. O dado é de uma pesquisa aplicada em agosto pelo Reclame AQUI, maior plataforma referência em reputação e confiança nas relações de consumo do mundo, e a Linx, especialista em tecnologia para o varejo.

Pesquisa do Reclame AQUI e Linx mostra que 55% dos varejistas acreditam em melhora nas vendas e apostam em promoções para motivar o consumidor que ainda se mostra indeciso se vai às compras

Um cenário mais otimista se abre para a Black Friday 2023: 55% dos varejistas acreditam que a Black Friday 2023 será melhor em vendas do que a do ano passado. O dado é de uma pesquisa aplicada em agosto pelo Reclame AQUI, maior plataforma referência em reputação e confiança nas relações de consumo do mundo, e a Linx, especialista em tecnologia para o varejo.

Em relação aos consumidores, a pesquisa revela que 75% ainda estão indecisos sobre comprar na maior data do varejo brasileiro, o que aponta uma redução da rejeição à data. Existe também a expectativa de crescimento do ticket médio: entre os respondentes que afirmaram que irão comprar na Black Friday 2023, a previsão é de maior gasto em compras este ano em relação à edição passada, resultados que se mostram como grande oportunidade para os varejistas se organizarem e conquistarem esses consumidores até o mês de novembro, apostando principalmente em promoções.

A consulta feita aos consumidores aconteceu no site do Reclame AQUI, com 9,5 mil usuários da plataforma, e apresenta, mais uma vez, a busca de bons preços como decisor de compra. Mas, diante de um 1º semestre com registro de alta de preços em diversos setores essenciais, o que os brasileiros esperam dessa Black Friday?

O CEO e Cofundador do Reclame AQUI, Edu Neves, enxerga uma sintonia entre as intenções dos consumidores e o movimento do varejo nesse primeiro momento, o que considera uma boa surpresa. “O primeiro semestre deste ano foi muito duro, mas, ainda assim, o que vemos é o consumidor menos avesso a compras. Com 75% de indecisos, ainda, em relação à data, este é o menor índice de rejeição de Black Friday nos últimos 3 anos. E o que deve ser observado sobre esses consumidores é: a intenção de compra atrelada à confiabilidade nas empresas, a disposição a gastar e a pesquisa/monitoramento de preços. Levando em consideração que a pesquisa mostra que 76% dos consumidores começaram a monitorar preços há pelo menos 6 meses, ou seja, o consumidor vai pra Black Friday com um bom raio-x de preços do primeiro semestre em mente”, analisa Neves.

O que esperar da Black Friday 2023
A Black Friday reflete o movimento social e econômico. Nos últimos 3 anos, os consumidores viveram Black Fridays bem definidas. Na pandemia em 2020, quando usaram suas reservas para equipar a casa, investindo em mobiliário e eletros; em 2021 a “Black Friday da Mercearia”, quando os consumidores literalmente encheram a despensa da casa e, em 2022, a Black Friday foi a do “lookinho”, investindo em roupas, calçados e perfumaria para, literalmente, sair de casa pós-pandemia, na falta de bons descontos onde gostariam de ver. O que será que a Black Friday 2023 reserva?

No grupo de “gastadores convictos” na Black Friday deste ano, a maioria se enxerga em uma situação financeira melhor agora do que no primeiro semestre, e boa parte desses consumidores dizem que costumam separar uma “graninha” para comprar na principal sexta-feira de novembro.

A pesquisa ainda reforça o quanto a Black Friday, para os brasileiros, é uma compra de oportunidade. Assim, algum produto que caiba em seu orçamento, vale. Tanto que o fator decisivo mais apontado para fechar uma compra é ter produtos com preços atraentes (35%). Entretanto, dois outros fatores ganharam peso em 2023: as empresas serem confiáveis (13%) e a consideração das avaliações (reviews) de outros consumidores sobre os produtos (12%). O que vem ao encontro de outro dado importante trazido na consulta: 69% dos consumidores aguardam promoções de uma marca específica, o que pode ser um sinal de fidelidade à marca atrelado ao longo período de pesquisa de preços.

Os resultados da pesquisa com consumidores vão ao encontro dos vistos no varejo, com grande oportunidade para promoções e análises de dados antes da data, como destaca Tiago Mello, CMO e CPO da Linx. “O consumidor está cada vez mais exigente e antenado, por isso, é essencial buscar softwares e sistemas que gerem dados de consumo, possibilitando promoções personalizadas, alertas aos consumidores e que possibilitem aos varejistas irem além da gestão, utilizando inteligência artificial e tecnologia a favor da experiência do consumidor”, comenta Mello.

Foco das compras em 2023
Em comparação a 2022, a pesquisa aponta que, para a Black Friday 2023, o olhar dos consumidores está em produtos de alto valor, com uma tendência ao setor de eletro, ao pagamento à vista com desconto e parcelamentos reservados para mercadorias de alto valor. 

Este ano, aumentou o interesse em TVs, smartphones, além de eletroeletrônicos e linha branca. Roupas e calçados não estão no primeiro plano, ao contrário do que foi em 2022.

Para realizar tais compras, principalmente as de produtos de alto valor, como eletroeletrônicos, eletrodomésticos, eletroportáteis, a maioria está à espera de um bom desconto à vista para fazer o pagamento no PIX. Já quem optar pelo parcelamento, a preferência da maioria é parcelar compras com valores entre R$ 1.000 e R$ 2.000. Entre os varejistas, a expectativa de uso também gira em torno do PIX e cartão de crédito.

No ano passado, quase 70% dos consumidores buscaram seus produtos em lojas online. Já na Black Friday 2023, a tendência aponta que lojas físicas e online disputarão ainda mais a atenção dos brasileiros: 44,8% pretendem comprar em lojas online, em sites, e-commerces, marketplaces; e 26,2% devem buscar seus produtos em lojas físicas (seja em grandes redes ou comércio de bairro). Entre os varejistas, os canais com maiores investimentos para a data são as redes sociais, WhatsApp e lojas online.