{"id":12619,"date":"2021-05-13T08:32:42","date_gmt":"2021-05-13T11:32:42","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=12619"},"modified":"2024-02-04T16:04:51","modified_gmt":"2024-02-04T19:04:51","slug":"atacado-distribuidor-cresce-52-e-fatura-r-2878-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/atacado-distribuidor-cresce-52-e-fatura-r-2878-em-2020\/","title":{"rendered":"Atacado distribuidor cresce 5,2% e fatura R$ 287,8% em 2020"},"content":{"rendered":"\n<p>O estudo do Ranking ABAD\/Nielsen 2021 \u2013 ano base 2020, realizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) em parceria com a consultoria Nielsen, registra para o setor atacadista e distribuidor brasileiro crescimento de 5,2% em 2020, em termos nominais, com faturamento de R$ 287,8 bilh\u00f5es, a pre\u00e7o de varejo. Em termos reais (n\u00famero deflacionado), o crescimento foi de 0,7%, o que garantiu ao setor a participa\u00e7\u00e3o de 51,2% no mercado mercearil nacional, avaliado pela Nielsen em R$ 562,3 bilh\u00f5es no ano passado. Com pequena redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, essa participa\u00e7\u00e3o permanece robusta e abrange mais de 50% do mercado pelo 16\u00ba ano consecutivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ranking ABAD\/Nielsen, publicado desde 1994, analisa anualmente os resultados e a atua\u00e7\u00e3o dos agentes de distribui\u00e7\u00e3o de todo o pa\u00eds, com informa\u00e7\u00f5es relevantes para orientar planos estrat\u00e9gicos e investimentos do Canal Indireto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros apontam que a amostra formada pelas 660 empresas participantes do estudo faturou R$ 165 bilh\u00f5es em 2020, representando uma fatia de 49,2% do faturamento total do setor, a pre\u00e7o de varejo. Os respondentes da pesquisa est\u00e3o assim distribu\u00eddos: 136 do Centro-Oeste, 234 do Nordeste, 92 do Norte, 80 do Sudeste e 118 do Sul do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s modalidades, 73% (476) dos respondentes afirmam atuar no modelo distribuidor com entrega; 52% (337) afirmam atuar no modelo atacado generalista com entrega; 31% (203) afirmam atuar no modelo atacado de balc\u00e3o; 11% (74) afirmam atuar no modelo atacado de generalista de autosservi\u00e7o e 8% (50) afirmam atuar no modelo agente de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, os atacadistas geralmente concentram sua atividade em sua regi\u00e3o de origem. Mais da metade das empresas (53%) atua em apenas um estado, mas responde por 19,8% (R$ 32,7 bi) das vendas totais. Outros 4% atuam em 10 ou mais estados, respondendo por 44,4% (R$ 73,2 bi) das vendas totais. Apenas 1% dos atacadistas atuam em todos os estados, mas respondem por 39,6% (R$ 63,8 bi) das vendas totais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o de mercado<\/strong><br \/>Nelson Barrizzelli, coordenador de projetos da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Administra\u00e7\u00e3o (FIA) e respons\u00e1vel pelas an\u00e1lises do Ranking ABAD\/Nielsen, aponta que o recuo de 1,8 ponto percentual na participa\u00e7\u00e3o do setor (de 53% para 51,2%) reflete parte da perda resultante do fechamento de bares, restaurantes e lojas de cosm\u00e9ticos ao longo de 2020. Para o consultor, o peso do setor no abastecimento de supermercados, farm\u00e1cias, padarias, mercearias e a\u00e7ougues, que permaneceram abertos, compensou a perda de faturamento com os pontos de vendas que ficaram fechados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Nielsen aponta que os varejos tradicionais (com cobertura de 95% do setor) retra\u00edram 0,4% e bares\/restaurantes (85% atendido pelo atacado) apresentaram queda de 18,6% em 2020. Por outro lado, o segmento de farmacosm\u00e9ticos aponta alta de 4,5%, e o de autosservi\u00e7o pequeno (mercados com at\u00e9 mil metros quadrados) teve crescimento de 10% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Otimismo<\/strong><br \/>Apesar da perman\u00eancia da pandemia no primeiro semestre, o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, prev\u00ea para este ano o incremento das vendas, dada a import\u00e2ncia do setor para o abastecimento. \u201cTemos confian\u00e7a em continuar crescendo, mesmo porque lidamos com alimentos de primeira necessidade. E vamos em busca desse desempenho, melhorando ainda mais a qualidade da entrega, a disponibilidade de produtos e o zeramento da ruptura\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia do estudo anual para o setor. \u201cOs n\u00fameros, as an\u00e1lises e tend\u00eancias trazidas pelo Ranking v\u00e3o ser primordiais para atingir esse n\u00edvel de excel\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, mostrando para o nosso cliente e para o nosso parceiro\/fornecedor a for\u00e7a do setor atacadista distribuidor\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crescimento das modalidades<\/strong><br \/>Esta edi\u00e7\u00e3o do Ranking ABAD\/Nielsen mostra que os atacadistas de autosservi\u00e7o s\u00e3o os que mais crescem, influenciados pela din\u00e2mica de abertura de novas lojas e por estarem abertos num momento de pandemia, enquanto outros tipos de com\u00e9rcio permaneceram fechados. O crescimento da modalidade entre 2019 e 2020 foi de 24,9%, atingindo faturamento de 64,7 bilh\u00f5es de reais. O atacado de autosservi\u00e7o \u00e9 tamb\u00e9m a modalidade que mais oferece postos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A modalidade distribuidor apresentou crescimento de 20,2%, com faturamento de 47,8 bilh\u00f5es de reais, enquanto o atacado generalista com entrega evoluiu 18,2%, atingindo 46,2 bilh\u00f5es de reais. O atacado de balc\u00e3o cresceu 22,8%, para 5,2 bilh\u00f5es de reais, e os agentes de servi\u00e7os alcan\u00e7aram 1 bilh\u00e3o de reais, com crescimento de 18,5%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o das modalidades no faturamento<\/strong><br \/>Segundo a pesquisa, o atacado de autosservi\u00e7o \u00e9 o modelo de opera\u00e7\u00e3o que responde pela maior fatia do faturamento, com 39,2% do total, seguido pelo distribuidor (29%) e pelo atacado generalista com entrega (28%). O atacado de balc\u00e3o responde por 3,2% do tal, enquanto aos agentes de servi\u00e7os cabe uma fatia de 0,6%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es por modalidade<\/strong><br \/>Na modalidade distribuidor, o Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o que det\u00e9m o maior faturamento, com participa\u00e7\u00e3o de 30,8% do total. A segunda maior participa\u00e7\u00e3o \u00e9 do Sudeste, com 25,3%, seguido das regi\u00f5es Sul, com 19%; Centro-Oeste, com 16,2%; e Norte, com 8,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao atacado generalista com entrega, o Sudeste entra com a maior participa\u00e7\u00e3o no faturamento, que corresponde a 31,4%. O Nordeste participa com 26,5% do faturamento. J\u00e1 o Sul corresponde a 17,4% do total, enquanto Centro-Oeste e Norte contribuem com 12,6% e 12,1%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O faturamento do atacado de autosservi\u00e7o tem 48,8% de participa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Sudeste, mesmo sem contabilizar os n\u00fameros do Atacad\u00e3o. O Nordeste contribui com 19,9% do total, e a regi\u00e3o Norte, com 15,4%. O Centro-Oeste participa com 14,2%, e o Sul, com 1,7% do faturamento da modalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O atacado de balc\u00e3o tem no Norte seu maior destaque: a regi\u00e3o corresponde a 39% do faturamento da modalidade no pa\u00eds. O Nordeste tamb\u00e9m comparece com significativa contribui\u00e7\u00e3o de 33,4%. A regi\u00e3o Centro-Oeste contribui com 13,4% do total, enquanto Sudeste e Sul respondem, respectivamente, por 10,6% e 3,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na modalidade agente de servi\u00e7os, a maior participa\u00e7\u00e3o \u00e9 da regi\u00e3o Sul, que det\u00e9m 40,2% do faturamento total. A regi\u00e3o Norte responde por 24,3%, seguida das regi\u00f5es Nordeste (15%), Centro-Oeste (13,6%) e Sudeste (6,9%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tend\u00eancias e perspectivas<\/strong><br \/>O setor como um todo se apresenta otimista com o ano de 2021, de modo que 72,4% dos pesquisados acreditam em expans\u00e3o da base de clientes, 80,3% esperam aumento no faturamento e 73,2% acreditam em eleva\u00e7\u00e3o no volume. Ainda indicando perspectiva de crescimento, com otimismo mais moderado, 59,7% dos participantes da pesquisa veem aumento da rentabilidade e 52,9% esperam atuar com maior n\u00famero de fornecedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra tend\u00eancia apontada na pesquisa \u00e9 a aposta em produtos de marca pr\u00f3pria. Do total de 660 respondentes, um quarto (171) afirma que trabalha com essa linha, que representa 5,3% (R$ 8,7 bilh\u00f5es) do faturamento total da amostra. Cerca de 50% desse montante \u00e9 realizado pelo distribuidor com entrega.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s inten\u00e7\u00f5es de investimentos, o quesito que concentra as maiores perspectivas de aumento \u00e9 o e-commerce, com 54,2% dos pesquisados, e novos formatos de neg\u00f3cios, mencionado por 49,2% das empresas. Para os demais investimentos, a previs\u00e3o majorit\u00e1ria \u00e9 de estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: ABAD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o estudo, setor segue movimentando mais da metade do mercado mercearil nacional, com participa\u00e7\u00e3o de mercado de 51,2%. 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