{"id":12933,"date":"2021-06-16T09:56:19","date_gmt":"2021-06-16T12:56:19","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=12933"},"modified":"2026-01-29T10:41:03","modified_gmt":"2026-01-29T13:41:03","slug":"tres-em-cada-10-mei-fecham-as-portas-em-ate-5-anos-de-atividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/tres-em-cada-10-mei-fecham-as-portas-em-ate-5-anos-de-atividade\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas em cada 10 MEI fecham as portas em at\u00e9 5 anos de atividade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Pesquisa do Sebrae revela que microempreendedores individuais t\u00eam a <\/em><br><em>menor taxa de sobreviv\u00eancia entre os pequenos neg\u00f3cios<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os microempreendedores individuais (MEI) s\u00e3o os que apresentam a maior taxa de mortalidade em at\u00e9 cinco anos. De acordo com a pesquisa Sobreviv\u00eancia de Empresas (2020), realizada pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal e com pesquisa de campo, a taxa de mortalidade desse porte de neg\u00f3cio \u00e9 de 29%. J\u00e1 as microempresas t\u00eam uma taxa de mortalidade, ap\u00f3s cinco anos, de 21,6% e as de pequeno porte, 17%.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o estudo comprova a tese de que quanto maior o porte, maior a sobreviv\u00eancia, pois o empres\u00e1rio tem um maior preparo e muitas vezes opta por empreender por oportunidade e n\u00e3o por necessidade. \u201cEntre os microempreendedores individuais h\u00e1 uma maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas que estavam desempregadas antes de abrir o neg\u00f3cio e que, por isso, se capacitam menos e possuem um menor conhecimento e experi\u00eancia anterior no ramo que escolheram, o que afeta diretamente a sobreviv\u00eancia do neg\u00f3cio\u201d, afirma Melles.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, \u00e9 poss\u00edvel inferir que a maior taxa de mortalidade dos MEI tamb\u00e9m esteja associada \u00e0 extrema facilidade de abrir e de fechar esse tipo de empreendimento, quando comparado \u00e0s Microempresas (ME) e \u00e0s Empresas de Pequeno Porte (EPP). Para Melles, as facilidades de abrir e fechar o MEI faz com que este sistema se assemelhe ao padr\u00e3o norte-americano de abrir e fechar empresa. Logo, com a maior facilidade de registro e baixa, passa a ser natural entrar e sair de uma atividade, sem que isso gere implica\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas excessivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, quanto menor o porte da empresa, mais dif\u00edcil obter cr\u00e9dito para manter o capital de giro e conseguir superar obst\u00e1culos como os ocasionados pela Covid-19. \u201cIndependentemente do porte, mais de 40% dos entrevistados citaram explicitamente como causa do encerramento da empresa a pandemia do coronav\u00edrus. Para 22%, a falta de capital de giro foi primordial para o fechamento do neg\u00f3cio\u201d, explica o presidente do Sebrae. A pesquisa tamb\u00e9m detectou que 20% dos antigos empres\u00e1rios reclamaram do baixo volume de vendas e da falta de clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as empresas que encerraram as suas atividades, cerca de 34% dos entrevistados acreditam que ter acesso a cr\u00e9dito poderia ter evitado o fechamento da empresa. Ainda segundo o levantamento, apenas 7% desse grupo de empresas solicitaram cr\u00e9dito banc\u00e1rio e obtiveram \u00eaxito. \u201cEsse dado comprova a import\u00e2ncia de programas como o Pronampe, que foi criado para corrigir um problema hist\u00f3rico de acesso a cr\u00e9dito pelos pequenos neg\u00f3cios e que ampliou o acesso a empr\u00e9stimos no pa\u00eds. Antes do programa, cerca de 11% das empresas conseguiam cr\u00e9dito, ap\u00f3s a iniciativa, esse n\u00famero saltou para 39%\u201d, comenta Melles.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a sobreviv\u00eancia por setor, o levantamento feito pelo Sebrae detectou que a maior taxa de mortalidade \u00e9 verificada no com\u00e9rcio, onde 30,2% fecham as portas em 5 anos. Na sequ\u00eancia, aparecem Ind\u00fastria da Transforma\u00e7\u00e3o (com 27,3%) e Servi\u00e7os, com 26,6%. As menores taxas de mortalidade est\u00e3o na Ind\u00fastria Extrativa (14,3%) e na Agropecu\u00e1ria (18%).<\/p>\n\n\n\n<p>Minas Gerais \u00e9 o estado com a maior taxa de mortalidade com um percentual de 30%. Distrito Federal, Rond\u00f4nia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram uma taxa de mortalidade de 29%. Amazonas e Piau\u00ed foram os que apresentaram as menores taxas de mortalidade (22%), seguidos por Amap\u00e1, Maranh\u00e3o e Rio de Janeiro (23%).<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dados da pesquisa:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>42% dos entrevistados estavam desempregados at\u00e9 tr\u00eas meses antes de abrir a empresa. Este n\u00famero \u00e9 expressivamente maior do que o total de desempregados verificados na pesquisa realizada em 2016: 23%.<\/li><li>Dentre aqueles que estavam desempregados antes de abrir a empresa, apenas 41% continuam com o empreendimento em atividade atualmente. J\u00e1 entre os que estavam empregados, esse n\u00famero sobre para 51%.<\/li><li>72% dos entrevistados possu\u00edam experi\u00eancia anterior ou conhecimento no ramo de neg\u00f3cio da empresa.<\/li><li>57% dos entrevistados consideram que empreenderam por oportunidade. Enquanto isso, quase 30% dos respondentes empreenderam por necessidade. Em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa de 2016, observa-se uma diminui\u00e7\u00e3o no percentual de empreendedores que abriram empresas motivados por \u201coportunidade\u201d.<\/li><li>A sobreviv\u00eancia de quem empreende por oportunidade \u00e9 de 58%, j\u00e1 no grupo de quem empreende por necessidade, esse percentual cai para 28%<\/li><li>Entre os empreendedores que fecharam a empresa, 34% dos acreditam que ter acesso a cr\u00e9dito poderia ter evitado o fechamento do neg\u00f3cio. J\u00e1 \u00bc dos respondentes afirmou que ter mais clientes teria sido \u00fatil.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Sebrae<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os microempreendedores individuais (MEI) s\u00e3o os que apresentam a maior taxa de mortalidade em at\u00e9 cinco anos. 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