{"id":13170,"date":"2021-07-14T10:05:25","date_gmt":"2021-07-14T13:05:25","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosasa\/?p=13170"},"modified":"2024-01-18T15:00:41","modified_gmt":"2024-01-18T18:00:41","slug":"por-que-as-pmes-sao-essenciais-na-retomada-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/por-que-as-pmes-sao-essenciais-na-retomada-da-economia\/","title":{"rendered":"Por que as PMEs s\u00e3o essenciais na retomada da economia?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Empresas mais impactadas pela crise s\u00e3o as principais respons\u00e1veis por gerar empregos, mas precisar\u00e3o de suporte<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Jo\u00e3o Ortega<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pequenas e m\u00e9dias empresas s\u00e3o centrais em qualquer economia. Este segmento emprega grande parcela dos trabalhadores, atua como fornecedor e comprador para as grandes organiza\u00e7\u00f5es e proporciona servi\u00e7os e produtos essenciais \u00e0 sociedade. Em \u00e9pocas de crise, PMEs s\u00e3o as que mais sofrem. Por consequ\u00eancia, na retomada econ\u00f4mica, estas empresas devem liderar o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo global com mais de 35 mil pequenos neg\u00f3cios em 27 pa\u00edses identificou que, at\u00e9 fevereiro deste ano, 24% das empresas haviam encerrado opera\u00e7\u00f5es. Apenas metade dos empreendedores entrevistados acredita que, caso o cen\u00e1rio econ\u00f4mico n\u00e3o melhorar, o seu neg\u00f3cio continuar\u00e1 aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto \u00e9 maior em setores que envolvem, necessariamente, contato direto com o consumidor. Empresas em \u00e1reas como turismo e hotelaria foram as que mais fecharam durante a pandemia. Entre as que resistiram, 43% demitiram mais da metade dos funcion\u00e1rios. Somente uma em cada quatro empresas pretende, na retomada econ\u00f4mica, recontratar empregados que foram demitidos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com an\u00e1lise da McKinsey, tr\u00eas raz\u00f5es explicam a vulnerabilidade das PMEs \u00e0 crise gerada pela pandemia. A primeira, e mais \u00f3bvia, \u00e9 a falta de dinheiro em caixa. Embora praticamente todas as organiza\u00e7\u00f5es tenham sofrido com queda nas receitas, grandes corpora\u00e7\u00f5es tinham capacidade financeira para suportar o baque. Os pequenos neg\u00f3cios, por outro lado, tinham capital para sobreviver, em m\u00e9dia, apenas 27 dias sem faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo fator \u00e9 a inflexibilidade das cadeias de suprimentos. Comparadas a empresas de grande porte, PMEs t\u00eam maior depend\u00eancia de fornecedores espec\u00edficos, sem redund\u00e2ncias, em cadeias longas e complexas. Com fechamento de fronteiras e medidas de seguran\u00e7a, essas cadeias foram desmontadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, a consultoria destaca como fator de vulnerabilidade das PMEs a representa\u00e7\u00e3o desproporcional nos setores mais impactados. Isto \u00e9: em \u00e1reas da economia como hotelaria, turismo, alimenta\u00e7\u00e3o e varejo, a propor\u00e7\u00e3o de PMEs (entre 60% e 70% de todos os neg\u00f3cios nestes setores) \u00e9 maior do que em mercados menos afetados pela crise. Ou seja, na m\u00e9dia, este grupo tende a sofrer mais com a crise.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Suporte a PMEs na retomada econ\u00f4mica<\/strong><br>Ainda segundo a consultoria McKinsey, PMEs s\u00e3o respons\u00e1veis por entre 45% e 70% dos empregos, dependendo do pa\u00eds. Essas parcelas podem ser ainda maiores se neg\u00f3cios informais fossem levados em considera\u00e7\u00e3o. Se essas empresas n\u00e3o receberem suporte para a retomada econ\u00f4mica, haver\u00e1 menor poder aquisitivo da popula\u00e7\u00e3o em geral e, como efeito cascata, um impacto negativo nas receitas das grandes corpora\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo levantamento da ag\u00eancia brit\u00e2nica Raconteur, a grande lacuna das pequenas e m\u00e9dias empresas est\u00e1 na adapta\u00e7\u00e3o aos meios digitais. Entre os neg\u00f3cios entrevistados: 34% n\u00e3o sabem quais ferramentas digitais seriam \u00fateis para suas necessidades; 41% n\u00e3o investiram em nenhuma solu\u00e7\u00e3o digital; e 25% nem ativaram solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ap\u00f3s comprarem.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, a necessidade mais latente n\u00e3o \u00e9 de novas solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para pequenas empresas, e sim de qualifica\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o para fazer bom uso destas ferramentas. \u00c9 o que destaca um estudo da OECD: \u201cH\u00e1 uma lacuna de habilidades que impede gerentes e trabalhadores de identificar as solu\u00e7\u00f5es digitais que precisam, e para adaptar os modelos de neg\u00f3cios e processos para o ambiente digital\u201d. Isto \u00e9 acentuado na Am\u00e9rica Latina, onde h\u00e1 uma diferen\u00e7a maior entre l\u00edderes e colaboradores de grandes corpora\u00e7\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o aos profissionais das PMEs.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo ainda indica uma outra necessidade do pequeno empreendedor: acesso a capital. Com as receitas em baixa, ofertas alternativas de cr\u00e9dito s\u00e3o essenciais para garantir a sobreviv\u00eancia dos pequenos neg\u00f3cios e possibilitar que eles cres\u00e7am na retomada econ\u00f4mica. Neste infogr\u00e1fico exclusivo, separamos alguns dados sobre o setor e op\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito que se destacaram durante a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como ser\u00e1 a retomada das PMEs no Brasil<\/strong><br>O momento atual traz uma mistura de otimismo e paci\u00eancia para o empreendedor brasileiro. Segundo levantamento do Serasa, nove em cada dez empresas enxergam novas oportunidades geradas pela crise, ainda que 64% tenham sofrido impactos negativos da pandemia. Mais de 80% das PMEs pretendem continuar apostando no ambiente digital mesmo ap\u00f3s o fim da pandemia e 55% querem expandir os neg\u00f3cios no futuro breve.<\/p>\n\n\n\n<p>WhatsApp, Instagram e Facebook s\u00e3o, de longe, os maiores canais de vendas usados pelos pequenos neg\u00f3cios durante a crise. Para a retomada econ\u00f4mica, as empresas v\u00e3o focar os investimentos, principalmente, em ferramentas para trabalho e atendimento remoto; tecnologias para vendas; e plataformas de gest\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise do Sebrae, no entanto, mostra que a recupera\u00e7\u00e3o depende totalmente do ritmo de vacina\u00e7\u00e3o e ser\u00e1 diferente para cada setor da economia. A expectativa \u00e9 de que, em setembro, 9,5 milh\u00f5es de neg\u00f3cios retomem ao patamar de atividade de antes da pandemia. Estas empresas atuam em mercados como log\u00edstica, neg\u00f3cios pet, oficinas, constru\u00e7\u00e3o, ind\u00fastria de base tecnol\u00f3gica, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e bem-estar e servi\u00e7os empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segmentos como o de bares e restaurantes, artesanato e moda, s\u00f3 devem retomar esse n\u00edvel de atividade por volta do dia 5 de outubro. Para o setor de beleza, a expectativa \u00e9 de retomada no dia 15 de outubro. As empresas de turismo e economia criativa devem se recuperar apenas em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Whow<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas mais impactadas pela crise s\u00e3o as principais respons\u00e1veis por gerar empregos, mas precisar\u00e3o de suporte.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":12582,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[520,256,577,430,303,323,349,441,578,449],"class_list":["post-13170","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios-e-economia","tag-brasil","tag-covid-19","tag-economia-brasileira","tag-microempresa","tag-mpes","tag-pandemia","tag-pequenas-empresas","tag-pequenos-negocios","tag-pmes","tag-retomada-do-crescimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13170"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13170\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}