{"id":13797,"date":"2021-09-27T09:06:14","date_gmt":"2021-09-27T12:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=13797"},"modified":"2024-02-04T16:04:01","modified_gmt":"2024-02-04T19:04:01","slug":"varejo-negocia-encomendas-para-fim-de-ano-prospero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/varejo-negocia-encomendas-para-fim-de-ano-prospero\/","title":{"rendered":"Varejo negocia encomendas para fim de ano pr\u00f3spero"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>A despeito da infla\u00e7\u00e3o elevada, com\u00e9rcio prepara estoque com previs\u00e3o otimista de consumo <\/em><br \/><em>no Natal e Ano-novo, em especial nos supermercados. Vacina\u00e7\u00e3o estimula os planos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a COVID-19 e a press\u00e3o menor dos principais indicadores da doen\u00e7a respirat\u00f3ria embalam as expectativas da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio para faturar durante as festas de fim de ano, a despeito da infla\u00e7\u00e3o elevada. Reflexo de um cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel, diante das restri\u00e7\u00f5es que afetaram a festa crist\u00e3 no ano passado, as encomendas, agora, ganham ritmo, assim como as compras de produtos importados, vencendo a barreira do d\u00f3lar alto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas redes de supermercados, as negocia\u00e7\u00f5es de produtos sazonais come\u00e7aram neste m\u00eas e se estender\u00e3o ao longo de outubro numa perspectiva de firme crescimento que orienta o planejamento das empresas. O setor se beneficia, em dezembro, de dois grandes movimentos observados nas lojas, primeiro com as compras para o Natal e, depois, a demanda motivada pela virada do ano. Para a festa crist\u00e3, a procura se concentrada em aves natalinas, pernil su\u00edno, cestas variadas, panetones, vinhos e chocolates. Voltada para o R\u00e9veillon, a prefer\u00eancia \u00e9 pelas cervejas, espumantes, outros destilados, ta\u00e7as, copos descart\u00e1veis e carnes para churrasco.<\/p>\n\n\n\n<p>Proje\u00e7\u00e3o de crescimento de vendas da ordem de 20%, neste ano, demostra o otimistmo de Filipe Martins, diretor comercial e de marketing da rede Mart Minas. &#8220;Estamos otimistas com a expans\u00e3o comparado ao ano passado. Este ano, o cen\u00e1rio \u00e9 bem diferente, com boa parte da popula\u00e7\u00e3o vacinada. As coisas est\u00e3o voltando ao normal. No natal de 2020, tudo era muito incerto e o pa\u00eds estava atravessando um momento muito ruim da pandemia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos importados exigem maior prazo e planejamento nos contratos, em especial no atendimento dos prestadores de servi\u00e7os ligados ao entretenimento. &#8220;O nosso modelo de neg\u00f3cio atende tanto o consumidor final quanto o pequeno comerciante. A retomada dos eventos, de bares e restaurantes \u00e9 importante para o nosso neg\u00f3cio, vendemos no atacado para esse p\u00fablico&#8221;, destaca Filipe Martins.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mart Minas, terceira maior rede supermercadista de Minas Gerais e 11- no ranking nacional, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras), prev\u00ea abertura de 11 lojas em 2021, para chegar a um total de 51 unidades. Hoje, a rede opera com 46 lojas, no modelo de atacarejo. Para 2022, a meta \u00e9 abrir outros 10 pontos de venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Com boa expectativa tamb\u00e9m nas comemora\u00e7\u00f5es familiares, o grupo Super Nosso concluiu todo o planejamento da compra de importados, embora num ambiente de c\u00e2mbio valorizado. O diretor comercial da rede supermercadista, Edmilson Pereira, afirma que o varejo de alimentos tem apresentado forte expans\u00e3o em 2021, o que ancora as proje\u00e7\u00f5es da empresa de vendas 25% a 30% maiores frente a 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em fun\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e queda dos \u00edndices da COVID, torcemos para que ocorram muitas festas de fam\u00edlia. Como as pessoas n\u00e3o se reuniram ano passado, h\u00e1 boas expectativa nas comemora\u00e7\u00f5es familiares, o que deixa o varejo otimista&#8221;, observa o executivo. Os itens mais procurados nos pr\u00f3ximos meses s\u00e3o bebidas, carnes e bacalhau. Edmilson Pereira n\u00e3o v\u00ea motivo para temer escassez de produtos e promete novidades em cestas, kits especiais e vinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerada a principal data comemorativa do ano para o com\u00e9rcio varejista, o Natal impacta positivamente 78,8% das empresas desse setor em Minas Gerais, segundo a Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (Fecom\u00e9rcio MG). O economista-chefe da entidade, Guilherme Almeida, lembra que &#8220;apesar do cen\u00e1rio de cautela, provocado pela pandemia de CO-VID-19, tradicionalmente o Natal \u00e9 uma data relevante para todo o com\u00e9rcio. \u00c9 nesse per\u00edodo que os empres\u00e1rios redobram suas apostas em diversas estrat\u00e9gias para atrair o consumidor e concretizar vendas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre de 2021, o com\u00e9rcio varejista de Belo Horizonte registrou crescimento de 4,63% nas vendas, frente ao per\u00edodo de janeiro a junho do ano passado. De acordo com levantamento feito pela C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL\/BH), o segundo trimestre do ano fechou com indicador de confian\u00e7a em 55,3 pontos, bem superior \u00e0 pontua\u00e7\u00e3o verificada entre janeiro e mar\u00e7o, de 40,1.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acabamos de promover a Semana do Brasil, que ajuda a movimentar o com\u00e9rcio em setembro. Ainda teremos pela frente o Dia das Crian\u00e7as, a Black Friday (megaliquida\u00e7\u00e3o realizada em novembro) e Natal. Todas essas datas s\u00e3o extremamente importantes para o com\u00e9rcio. Para que elas sejam positivas, \u00e9 imprescind\u00edvel que, al\u00e9m do controle da infla\u00e7\u00e3o, haja gera\u00e7\u00e3o de emprego, renda e a promo\u00e7\u00e3o de um cen\u00e1rio econ\u00f4mico seguro e com boas perspectivas&#8221;, comenta o presidente da CDL\/BH, Marcelo de Souza e Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora sem dados comparativos deste ano com o per\u00edodo at\u00edpico de 2020, a rede de livrarias Leitura comunga das previs\u00f5es da CDL-BH. &#8220;Neste ano, esperamos superar as vendas de 2019 para o per\u00edodo&#8221;, revela o gerente de marketing da empresa, Eduardo Batista. A rede come\u00e7ou sua trajet\u00f3ria em 1967 com uma pequena loja na tradicional Galeria do Ouvidor, no cora\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte. Hoje, constitui a maior rede de livrarias do Brasil, com 87 unidades distribu\u00eddas em 20 estados e no Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Leitura sempre foi uma empresa que trabalhou com os p\u00e9s no ch\u00e3o e sem d\u00edvidas. Desde a crise de 2015, passamos a ter uma reserva financeira para momentos como este. A expectativa \u00e9 de que o Natal seja um dos melhores dos \u00faltimos anos&#8221;, afirma Batista.<\/p>\n\n\n\n<p>As lojas da empresa oferecem variedade de produtos, chegando a 100 mil itens entre livros, produtos de papelaria e inform\u00e1tica, presentes, filmes e games. Contam com espa\u00e7os de entretenimento, ambientes para leitura e eventos culturais. &#8220;Estamos aproveitando as oportunidades do mercado para expans\u00e3o. Neste ano, inauguramos 11 lojas e pretendemos inaugurar, pelo menos, mais quatro at\u00e9 o fim do ano, encerrando 2021 com 91 lojas&#8221;, diz o gerente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escassez de insumos afeta planejamento<\/strong><br \/>A press\u00e3o sobre a cadeia produtiva no Brasil, com fechamento total ou parcial em diversos campos da economia, devido \u00e0 pandemia de COVID-19, ainda provoca reflexos no fornecimento de insumos e mat\u00e9ria-primas, para que o setor industrial possa suprir a demanda do com\u00e9rcio, aquecido pelas festas natalinas. O ciclo de produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, para entrega em tempo h\u00e1bil dos produtos ao com\u00e9rcio, se encerra pouco antes de novembro. No ano passado, a escassez empurrou esse prazo para dezembro, efeito que pode se repetir neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os setores de bens de consumo apresentam aumento de demanda, em fim de ano, o que deve continuar ocorrendo. Em 2020, de acordo com a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), houve produ\u00e7\u00e3o um pouco mais forte no per\u00edodo, apesar de terem persistido problemas de estoque.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda sentimos uma s\u00e9rie de heran\u00e7as que afetaram a atividade industrial. Por mais que o pa\u00eds caminhe para o aumento da vacina\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores que geram preocupa\u00e7\u00f5es&#8221;, observa Marcelo Azevedo, gerente de an\u00e1lise econ\u00f4mica da CNI. Do lado da oferta, a ind\u00fastria sente o desarranjo nas cadeias produtivas, no que se refere ao fornecimento de mat\u00e9rias-primas e insumos, o que continua dificultando o planejamento, a produtividade e toda a atividade industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente da CNI diz que houve melhoria na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, com estoque um pouco melhor, mas abaixo do planejado. Do ponto de vista financeiro, essa heran\u00e7a \u00e9 mais forte, com queda do faturamento, por per\u00edodo prolongado, prejudicando os investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quanto \u00e0s demandas, ainda h\u00e1 longo caminho para a imuniza\u00e7\u00e3o de toda a popula\u00e7\u00e3o e temos uma s\u00e9rie de problemas subsequentes que persistem, como o subemprego, renda menor dispon\u00edvel no mercado, o que restringe as decis\u00f5es relativas ao aumento da produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos impactos nas cadeias de custos&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa que era positiva no ano passado se reverteu em negativa diante de aumento dos casos da COVID-19 e surgimento de novas variantes. Para este ano, o ambiente \u00e9 mais positivo, segundo Marcelo Azevedo, e &#8220;melhor ainda para o ano de 2022 com &#8220;esperan\u00e7a&#8221; da melhoria na renda da popula\u00e7\u00e3o e efetiva maior demanda.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Importado ganha com d\u00f3lar e fraude<\/strong><br \/>Proje\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas divulgadas em agosto pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria El\u00e9trica e Eletr\u00f4nica (Abinee), representante de um dos ramos mais atingidos pela crise sanit\u00e1ria, apontam expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto da produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os do pa\u00eds) de 5,21% neste ano. Comparada \u00e0 queda de 4,1% em 2020, trata-se de um pequeno avan\u00e7o. Para 2022, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de expans\u00e3o de 2,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Syn\u00e9sio Costa integra a ala dos otimistas com 2021. &#8220;O setor fecha 2021 com 14% de crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, que teve faturamento superior a R$ 7,7 bilh\u00f5es&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Costa diz que o setor s\u00f3 n\u00e3o est\u00e1 melhor porque convive com ambiente de sonega\u00e7\u00e3o de impostos no mercado interno, associado a subfaturamento das importa\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es fraudulentas. &#8220;Acontecem desembarques de importa\u00e7\u00f5es ermos, h\u00e1 importadores com mais de 30 CNPJs, vinda de produtos sem inspe\u00e7\u00e3o de qualidade do Inmetro, um n\u00famero de grande de irregularidades&#8221;, diz o presidente da Abrinq.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos problemas apontados, Costa v\u00ea a ind\u00fastria nacional ocupando o espa\u00e7o dos importados em 2021, com 75% do mercado de consumo. O quadro se deve \u00e0s dificuldades dos fabricantes chineses, \u00e0 disponibilidade de containers, inseguran\u00e7a provocada pelo d\u00f3lar, al\u00e9m da epidemia de COVID-19.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Estado de Minas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A despeito da infla\u00e7\u00e3o elevada, com\u00e9rcio prepara estoque com previs\u00e3o otimista de consumo no Natal e Ano-novo, em especial nos supermercados. 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