{"id":15155,"date":"2022-03-08T15:22:23","date_gmt":"2022-03-08T18:22:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=15155"},"modified":"2024-02-04T17:38:13","modified_gmt":"2024-02-04T20:38:13","slug":"61-das-empreendedoras-brasileiras-atuam-informalmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/61-das-empreendedoras-brasileiras-atuam-informalmente\/","title":{"rendered":"61% das empreendedoras brasileiras atuam informalmente"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Empres\u00e1rias trabalham em m\u00e9dia 8,3h\/dia, aponta pesquisa CNDL\/SPC Brasil. 6 em cada dez empreendedoras s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo lar<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Kaoline-Lima_live-dia8.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15179\" width=\"307\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Kaoline-Lima_live-dia8.jpeg 700w, https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Kaoline-Lima_live-dia8-300x175.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><figcaption><em>Karoline Lima, especialista em RIG da CNDL, divulgou a pesquisa durante a live em homenagem \u00e0s empreendedoras brasileiras<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os desafios de empreender no Brasil s\u00e3o muitos e este cen\u00e1rio torna-se ainda mais \u00e1rduo quando se trata do empreendedorismo feminino. Seja por necessidade ou em busca de realiza\u00e7\u00e3o profissional, fato \u00e9 que o empreendedorismo feminino cresce a cada ano. Para entender quem s\u00e3o essas mulheres e os principais desafios que enfrentam, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC), em parceria com o Sebrae, realizaram a pesquisa \u201cMulheres Empreendedoras\u201d.  O levantamento foi realizado com mulheres de todas as capitais do pa\u00eds, propriet\u00e1rias de empresas dos setores de com\u00e9rcio varejista e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi apresentada pela especialista em Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e Governamentais (RIG) da CNDL, Karoline Lima, na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (8), Dia Internacional da Mulher, durante a live <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/live-discute-os-desafios-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho\/\" target=\"_blank\">Os desafios das mulheres no mercado de trabalho<\/a>. O evento online faz parte das a\u00e7\u00f5es da CNDL, no m\u00eas de mar\u00e7o, em homenagem \u00e0s empres\u00e1rias varejistas do Brasil e \u00e0s mulheres que formam o Sistema CNDL. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A m\u00e9dia de idade das empreendedoras brasileiras \u00e9 de 41 anos. Em m\u00e9dia, elas tinham 32 anos quando abriram a empresa. Quase metade s\u00e3o casadas ou t\u00eam uni\u00e3o est\u00e1vel (45%), enquanto 53% n\u00e3o s\u00e3o casadas, sendo solteiras ou divorciadas&#8221;, destacou Karoline Lima, na live de divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, 7 a cada 10 empres\u00e1rias (71%) t\u00eam uma renda familiar de 1 a 5 sal\u00e1rios-m\u00ednimos, sendo a m\u00e9dia de 3,4 sal\u00e1rios (equivalente a R$ 4.242); 83% pertencem a classe C\/D\/E e 17% a classe A\/B e 60% cursaram at\u00e9 o ensino m\u00e9dio completo.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esse seja o perfil m\u00e9dio, alguns pontos espec\u00edficos podem ser destacados. Em primeiro lugar, \u00e9 expressivo o percentual de \u201cjovens empreendedoras\u201d, aquelas entre os 18 e 34 anos (31%). \u00c9 importante sublinhar que apesar da preval\u00eancia de mulheres empreendedoras com ensino m\u00e9dio completo, muitas terminaram o ensino superior (23%) e a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (5%). Apesar disso, apenas 17% recebem 5 sal\u00e1rios ou mais (mais de R$6.060).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA dificuldade da mulher em conseguir uma boa remunera\u00e7\u00e3o, mesmo tendo maior escolaridade, fica ainda mais evidente quando comparada com os homens. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um indicador da persistente desigualdade de g\u00eanero no Brasil, apesar do movimento de inser\u00e7\u00e3o das mulheres na for\u00e7a de trabalho, particularmente no mundo dos neg\u00f3cios\u201d, destaca a especialista em finan\u00e7as da CNDL, Merula Borges.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres empreendedoras s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo sustento do lar<\/strong><br>A mulher que empreende tamb\u00e9m \u00e9 a grande respons\u00e1vel pelo sustento do lar em que vivem, muito embora essa parcela seja menor entre as empreendedoras casadas: 65% s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo pagamento das contas do lar (se considerarmos apenas as empreendedoras casadas esse percentual cai para 35%).<\/p>\n\n\n\n<p>Outras 21% dividem as contas com o c\u00f4njuge e 14% n\u00e3o contribuem com as contas da casa, deixando-as para o marido ou outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, no que tange \u00e0s empres\u00e1rias m\u00e3es (73%), a maior parte ainda tem filhos pequenos em casa, entre 0 e 11 anos (31%) ou adolescentes de 12 a 17 anos (19%). Ou seja, muitas delas t\u00eam de enfrentar o desafio da cria\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>73% n\u00e3o possuem funcion\u00e1rios e tempo de atua\u00e7\u00e3o das empresas \u00e9 de quase 7 anos<\/strong><br>A respeito do perfil dos neg\u00f3cios liderados por mulheres, o com\u00e9rcio \u00e9 um dos setores que elas mais atuam, com destaque para o segmento de alimenta\u00e7\u00e3o (39%), vestu\u00e1rio (20%) e cosm\u00e9ticos e perfumaria (11%). J\u00e1 no setor de servi\u00e7os \u00e9 preponderante o segmento de beleza (60%), como sal\u00e3o de beleza, est\u00e9tica, manicure, depila\u00e7\u00e3o, sobrancelhas, massagens etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos neg\u00f3cios come\u00e7aram suas atividades h\u00e1 menos de dois anos (22%), ou seja, durante a pandemia. O percentual de neg\u00f3cios iniciados na pandemia (24%) \u00e9 maior entre as mulheres de classes C\/D\/E e empresas n\u00e3o formalizadas (28%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses dados s\u00e3o coerentes com os motivos que levam as mulheres a empreender, sendo o principal deles a necessidade por falta de emprego. Assim, \u00e9 prov\u00e1vel que muitos dos novos neg\u00f3cios tenham surgido em decorr\u00eancia do impacto da pandemia, que aumentou a escassez de emprego e for\u00e7ou parte das mulheres, especialmente as de menor renda, a procurar por alternativas para sobreviver\u201d, destaca o presidente da CNDL, Jos\u00e9 C\u00e9sar da Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo m\u00e9dio em que as empresas atuam no mercado \u00e9 de quase 7 anos, sendo maior entre as mulheres de classes A\/B e empresas formalizadas. \u201cEssa combina\u00e7\u00e3o de resultados indica que as mulheres de baixa renda \u2013 e que provavelmente n\u00e3o t\u00eam bom acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e outros recursos \u2013 t\u00eam menos sucesso que as mulheres de classes mais altas em manterem a empresa\/neg\u00f3cio funcionando. Al\u00e9m disso, as empresas que funcionam a mais tempo tendem \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil sugerir aqui qual a rela\u00e7\u00e3o de causalidade, isto \u00e9, se as empresas s\u00e3o maduras porque se formalizaram ou se acabam se formalizando depois de se tornarem maduras. De qualquer forma, o fato \u00e9 que ambos os fatores caminham juntos\u201d, aponta Merula Borges.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, 73% das mulheres empreendedoras trabalham por conta pr\u00f3pria, sem a colabora\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios, enquanto 27% s\u00e3o empregadoras. Para iniciar o novo neg\u00f3cio, as empres\u00e1rias investiram, em m\u00e9dia, R$ 3.010. Esse valor, no entanto, varia significativamente entre as empreendedoras das classes A\/B (R$ 4.671) e classes C\/D\/E (R$ 2.759). \u00c9 v\u00e1lido salientar que 57% n\u00e3o sabem ou n\u00e3o lembram o valor investido. 89% fizeram algum tipo de investimento inicial para a cria\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal fonte de recurso vem das pr\u00f3prias empreendedoras: aproximadamente 6 em cada 10 utilizou capital pr\u00f3prio (59%). Outras fontes importantes foram o cart\u00e3o de cr\u00e9dito pessoa f\u00edsica (17%) e empr\u00e9stimo familiar (15%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>61% s\u00e3o informais<\/strong><br>A maioria das empreendedoras, cerca de 6 em cada 10 (61%), n\u00e3o possui CNPJ e atuam informalmente, especialmente as mulheres de baixa renda (C\/D\/E, 68%). Predomina entre elas a opini\u00e3o de que \u00e9 melhor esperar o neg\u00f3cio crescer e se consolidar antes de formaliz\u00e1-lo (37%) e de que n\u00e3o vale a pena financeiramente a formaliza\u00e7\u00e3o (35%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma consequ\u00eancia desse perfil \u00e9 que os neg\u00f3cios das empreendedoras brasileiras t\u00eam, em sua maioria, uma estrutura muito simples: come\u00e7aram com pouco recurso, normalmente vindo da economia pessoal das pr\u00f3prias mulheres, tem uma estrutura b\u00e1sica, com poucos ou nenhum funcion\u00e1rio, e atuam majoritariamente na informalidade. A formaliza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio \u00e9 de vital import\u00e2ncia para o seu amadurecimento e sobreviv\u00eancia, al\u00e9m de dar garantias importantes ao empreendedor, como acesso ao cr\u00e9dito e seguran\u00e7a na terceira idade com uma aposentadoria\u201d, aponta a especialista em finan\u00e7as da CNDL.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empres\u00e1rias trabalham em m\u00e9dia 8,3h por dia, mais da metade cuidam dos filhos sozinhas<\/strong><br>Um grande desafio pessoal das mulheres ao empreender \u00e9 a concilia\u00e7\u00e3o da vida profissional com as tarefas dom\u00e9sticas e o cuidado dos filhos. Em m\u00e9dia, as mulheres empreendedoras atuam 8,3 horas por dia. Quase metade (47%) trabalham de casa e apenas 24% se deslocam at\u00e9 uma loja ou escrit\u00f3rio pr\u00f3prio da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais da metade (55%) das mulheres casadas ou em uni\u00e3o est\u00e1vel cuidam sozinhas das tarefas dom\u00e9sticas e 35% dividem com o c\u00f4njuge. Metade (50%) das que j\u00e1 s\u00e3o m\u00e3es cuidam a maior parte do tempo sozinhas dos filhos quando eles est\u00e3o em casa, principalmente empres\u00e1rias que n\u00e3o possuem formaliza\u00e7\u00e3o (55%) e das classes C\/D\/E (53%). Por outro lado, 26% dividem igualmente essa responsabilidade com o c\u00f4njuge, com destaque paras empres\u00e1rias formalizadas (32%) e das classes A\/B (35%).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades, a maioria das mulheres abordadas na pesquisa tem uma vis\u00e3o positiva e sente que conseguem equilibrar bem a vida profissional com a vida familiar (82%), com momentos de lazer (81%) e a com as tarefas dom\u00e9sticas (78%). Por\u00e9m nem todas sa\u00edram ilesas da jornada dupla ou tripla: 3 a cada 10 empres\u00e1rias (31%) confessam que se sentem culpadas por n\u00e3o ter mais tempo para cuidarem de si e pouco mais de 2 a cada 10 (24%) se sentem culpadas por n\u00e3o conseguir dedicar mais tempo \u00e0 fam\u00edlia. Em m\u00e9dia, elas costumam tirar 16 dias de f\u00e9rias por ano e 97% se consideram bem-sucedidas em seus neg\u00f3cios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empres\u00e1rias trabalham em m\u00e9dia 8,3h\/dia. 6 em cada dez empreendedoras s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo lar. 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