{"id":15507,"date":"2022-04-04T11:41:31","date_gmt":"2022-04-04T14:41:31","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=15507"},"modified":"2024-02-04T15:50:47","modified_gmt":"2024-02-04T18:50:47","slug":"pandemia-e-inflacao-aceleram-avanco-das-marcas-proprias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/pandemia-e-inflacao-aceleram-avanco-das-marcas-proprias\/","title":{"rendered":"Pandemia e infla\u00e7\u00e3o aceleram avan\u00e7o das marcas pr\u00f3prias"},"content":{"rendered":"\n<p>A pandemia e a disparada da infla\u00e7\u00e3o aceleraram o avan\u00e7o das marcas pr\u00f3prias de alimentos, bebidas, itens de higiene e limpeza no carrinho de compras do brasileiro e nas prateleiras dos supermercados. Nos \u00faltimos anos, gigantes do varejo j\u00e1 vinham investindo na melhoria da qualidade de produtos feitos sob encomenda. Com pre\u00e7os, em m\u00e9dia, 20% menores do que os das marcas l\u00edderes, a inten\u00e7\u00e3o das varejistas com a marca pr\u00f3pria sempre foi fidelizar o cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, nos dois \u00faltimos anos, as vendas de marca pr\u00f3pria ganharam um impulso extra. Com a quebra das cadeias de suprimentos provocada pela pandemia, o que resultou na falta de itens e mais infla\u00e7\u00e3o, o consumidor optou por experimentar novos produtos com pre\u00e7os mais em conta. E a marca pr\u00f3pria entrou no radar das compras.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento da GS Ci\u00eancia do Consumo, feito a pedido do Estad\u00e3o, mostra que o brasileiro gastou, em m\u00e9dia, 22,5% a mais com a compra de itens de marca pr\u00f3pria em janeiro deste ano em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 2019, antes da pandemia. \u201cAl\u00e9m dos aumentos de pre\u00e7os por causa da infla\u00e7\u00e3o, o que est\u00e1 puxando esses gastos \u00e9 a compra de um maior volume de produtos\u201d, afirma Evandro Alampi, chefe da \u00e1rea de Intelig\u00eancia da consultoria e respons\u00e1vel pela pesquisa. O levantamento foi feito a partir dos t\u00edquetes de compra monitorados pela empresa. Esses cupons refletem o consumo de 35 milh\u00f5es de domic\u00edlios.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 no \u00faltimo ano, o desembolso m\u00e9dio mensal com produtos de marca pr\u00f3pria aumentou 6,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2020, aponta outro recorte do levantamento. Foi um ritmo de crescimento do gasto quase quatro vezes maior em compara\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo imediatamente anterior (1,8%). Houve aumento da compra de produtos de marca pr\u00f3pria em todas as faixas de renda. Em 2021, as fam\u00edlias com renda acima de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 24,2 mil) desembolsaram 9,2% a mais por m\u00eas em rela\u00e7\u00e3o a 2020. No polo oposto, as que recebem at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 2.424), a alta foi de 16,9% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carrefour, a maior rede de supermercados do Pa\u00eds, a participa\u00e7\u00e3o da marca pr\u00f3pria nas vendas l\u00edquidas da companhia cresceu 50% nos \u00faltimos tr\u00eas anos. No final de 2021, os produtos de marca pr\u00f3pria responderam por 19,4% das vendas, ante 12,7% em 2018. A meta da companhia \u00e9 que, at\u00e9 o final de 2025, um quarto das vendas de alimentos e produtos de higiene limpeza seja de marca pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qualidade<\/strong><br>A virada de chave das grandes varejistas para apagar o estigma carregado pela marca pr\u00f3pria de produto mais barato e ruim foi investir na qualidade. \u201cTr\u00eas anos e meio atr\u00e1s, come\u00e7amos a trabalhar a marca pr\u00f3pria como um pilar estrat\u00e9gico\u201d, afirma o diretor de marcas pr\u00f3prias do Carrefour, Allan Gate. Na \u00e9poca, a empresa reavaliou todos os produtos para ter itens com qualidade e pre\u00e7o competitivo, isto \u00e9, 30% menor do que o da marca l\u00edder.<\/p>\n\n\n\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, lan\u00e7ou 450 produtos por ano e, hoje, tem 3.200. E o ritmo de lan\u00e7amentos para este ano ser\u00e1 mantido. Hoje, a marca pr\u00f3pria responde por 15% a 20% do sortimento das lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fraldas, por exemplo \u2013 uma categoria que, segundo Gate, \u00e9 dific\u00edlima de entrar -, a marca pr\u00f3pria lidera as vendas da rede, assim como em c\u00e1psulas de caf\u00e9. No segmento pet food, onde a varejista ingressou faz seis meses, a marca pr\u00f3pria responde por 20% da receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Na rede Dia Brasil, a marca pr\u00f3pria det\u00e9m 30% das vendas, e a receita dos mais de mil itens que levam a bandeira da empresa cresceu 6,5% em 2021 ante 2020. \u201c\u00c9 muito, com a crise da pandemia. A m\u00e9dia dos anos anteriores oscilava entre 1% e 2%\u201d, afirma Loiane Silveira, diretora de marca pr\u00f3pria da varejista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, a companhia bateu recorde de lan\u00e7amentos, com 150 produtos. Para este ano, planeja 200 novos itens para atingir 32% do faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O GPA, vice-l\u00edder do setor supermercadista, tamb\u00e9m est\u00e1 apostando nessa frente. Com 5,2 mil produtos, no ano passado a marca pr\u00f3pria respondeu por 21,1% da receita da empresa. \u201cAs vendas cresceram 20% desde 2019\u201d, afirma Eduardo Finelli, diretor de marcas exclusivas do GPA. Para este ano, a perspectiva \u00e9 continuar avan\u00e7ando com 120 lan\u00e7amentos, ante 100 em 2021, e chegar a 21,5% de participa\u00e7\u00e3o nas vendas totais do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Estad\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia e a disparada da infla\u00e7\u00e3o aceleraram o avan\u00e7o das marcas pr\u00f3prias de alimentos, bebidas, itens de higiene e limpeza no carrinho de compras do brasileiro e nas prateleiras dos supermercados. Nos \u00faltimos anos, gigantes do varejo j\u00e1 vinham investindo na melhoria da qualidade de produtos feitos sob encomenda. Com pre\u00e7os, em m\u00e9dia, 20% menores do que os das marcas l\u00edderes, a inten\u00e7\u00e3o das varejistas com a marca pr\u00f3pria sempre foi fidelizar o cliente.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":13064,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1836],"tags":[3448,292,315,3449,323],"class_list":["post-15507","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-marketing-e-vendas","tag-ciencia-do-consumo","tag-consumo","tag-inflacao","tag-marcas-proprias","tag-pandemia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15507","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15507"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15507\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13064"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15507"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15507"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15507"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}