{"id":15834,"date":"2022-05-12T08:40:00","date_gmt":"2022-05-12T11:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosasa\/?p=15834"},"modified":"2024-02-04T13:26:00","modified_gmt":"2024-02-04T16:26:00","slug":"brasileiro-adere-ao-consumo-ampulheta-para-driblar-inflacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/brasileiro-adere-ao-consumo-ampulheta-para-driblar-inflacao\/","title":{"rendered":"Brasileiro adere ao &#8216;consumo ampulheta&#8217; para driblar infla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em>Cresce a venda dos produtos mais baratos e dos premium, para compensar a economia feita fora de casa, diz consultoria<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infla\u00e7\u00e3o que se consolida na casa dos dois d\u00edgitos no Brasil tem gerado um estilo de consumo diferente no pa\u00eds: o &#8220;ampulheta&#8221;. Neste sentido, cresce a venda de produtos nos extremos: os mais baratos, para enfrentar a alta de pre\u00e7os disseminada na maior parte das categorias, e os premium, que entram como compensa\u00e7\u00e3o pela economia feita fora de casa . As marcas intermedi\u00e1rias perdem espa\u00e7o, segundo a consultoria Nielsen|IQ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, cresceu o consumo de pratos semiprontos (alta de 116% em valor e de 68% em volume), segundo a consultoria Nielsen|IQ. Por outro lado, caiu a venda de arroz em valor (-13%), mas cresceu 6% em volume -um claro sinal de que as pessoas est\u00e3o substituindo as marcas tradicionais pelas mais baratas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Brasil foi bem mais impactado pela infla\u00e7\u00e3o do que outras economias mundiais&#8221;, diz Roberto Butrague\u00f1o, diretor de varejo da NielsenIQ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um levantamento feito pela consultoria para medir o peso da infla\u00e7\u00e3o sobre o consumidor em 100 pa\u00edses, o Brasil foi o que apresentou a maior varia\u00e7\u00e3o em 2021 sobre o ano anterior: alta de 24,6% no pre\u00e7o m\u00e9dio por unidade em produtos de consumo (alimentos, bebidas e itens de higiene e limpeza).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O brasileiro quer e precisa economizar . Mas tem procurado aliar essa redu\u00e7\u00e3o de gastos a algumas recompensas. Em vez de sair para um bar, por exemplo, compra a sua cerveja preferida e a toma em casa, da\u00ed o aumento no consumo de cervejas premium e artesanais&#8221;, diz Butrague\u00f1o. &#8220;\u00c9 um consumo ampulheta, em que o mais caro e o mais barato crescem, em detrimento de marcas de valor m\u00e9dio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste cen\u00e1rio, perdem espa\u00e7o as marcas m\u00e9dias, tradicionais, e crescem aquelas que custam 20% a mais e as que custam 20% menos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para n\u00e3o deixar de consumir a marca preferida, muitas vezes o consumidor troca de tamanho, em busca de uma vers\u00e3o reduzida. Ou aumenta o consumo de embalagens tamanho fam\u00edlia, que apresentam um custo menor por unidade. &#8220;Faz parte deste comportamento a busca por compra em atacarejos , que oferecem um pre\u00e7o m\u00e9dio menor que o dos supermercados tradicionais&#8221;, afirma o executivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Butrague\u00f1o, n\u00e3o se trata necessariamente de consumir o mais barato sempre, mas sim de procurar a melhor rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio. &#8220;Para lidar com a redu\u00e7\u00e3o do poder de compra, o consumidor est\u00e1 fazendo mais conta, avaliando no que gastar&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a pandemia, o n\u00famero de consumidores no mundo que se tornaram &#8220;novos restringidos&#8221; (passaram por uma degrada\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o financeira e come\u00e7aram a controlar os gastos) atingiu 46%. No Brasil, este \u00edndice foi muito maior, 62%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 aqueles &#8220;protegidos cautelosos&#8221; (que sofreram baixo ou nenhum impacto na situa\u00e7\u00e3o financeira, mas mesmo assim passaram a observar mais os gastos) somaram 27% no mundo e 25% no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pa\u00eds se distancia da m\u00e9dia mundial nos extremos: os &#8220;previamente restringidos&#8221; (que j\u00e1 administravam de perto seus gastos antes da pandemia e mantiveram o comportamento) somam 17% no mundo e 9% no Brasil; enquanto os &#8220;protegidos irrestritos&#8221; (cuja situa\u00e7\u00e3o financeira ficou est\u00e1vel ou at\u00e9 melhorou durante a pandemia, e n\u00e3o precisam controlar seus gastos) s\u00e3o 9% no mundo e 3% no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os &#8220;novos restringidos&#8221; no mundo, 68% perceberam que o custo dos mantimentos aumentou nos \u00faltimos seis meses. No Brasil, 87% tiveram essa percep\u00e7\u00e3o. Como resultado, praticamente todos mudaram sua maneira de fazer compras para gerenciar as despesas: 97% no mundo e 98% no Brasil, segundo a Nielsen|IQ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na busca pelo melhor &#8220;custo-benef\u00edcio&#8221;, diz Butrague\u00f1o, o consumidor faz mais pesquisa online de pre\u00e7os e muitas vezes decide comprar pela internet. &#8220;Tamb\u00e9m reduz as idas ao ponto de venda, voltando a fazer a compra do m\u00eas, t\u00e3o comum na d\u00e9cada de 80, \u00e9poca de infla\u00e7\u00e3o em alta&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No gerenciamento das despesas, est\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o do consumo fora do lar e de servi\u00e7os sup\u00e9rfluos, segundo o executivo. &#8220;Para as empresas, \u00e9 importante evoluir o portf\u00f3lio de produtos, buscando ser relevante em todo o espectro de pre\u00e7os&#8221;, afirma. &#8220;Tamb\u00e9m \u00e9 preciso se concentrar na comunica\u00e7\u00e3o dos principais benef\u00edcios do produto, pelos quais o consumidor esteja disposto a pagar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, ao mesmo tempo, afirma Butrague\u00f1o, as empresas n\u00e3o podem deixar de pensar em inova\u00e7\u00e3o. &#8220;H\u00e1 cinco anos, ningu\u00e9m diria que os aplicativos de entrega de comida atingiriam esta representatividade no mercado, mesmo em um cen\u00e1rio de pandemia sob controle&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Da mesma maneira, a preocupa\u00e7\u00e3o com a saudabilidade \u00e9 uma tend\u00eancia sem volta. Os consumidores n\u00e3o v\u00e3o querer deixar de consumir coisas gostosas, mas querem que elas sejam cada vez mais saud\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fonte: Folha de S. Paulo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o que se consolida na casa dos dois d\u00edgitos no Brasil tem gerado um estilo de consumo diferente no pa\u00eds: o &#8220;ampulheta&#8221;. Neste sentido, cresce a venda de produtos nos extremos: os mais baratos, para enfrentar a alta de pre\u00e7os disseminada na maior parte das categorias, e os premium, que entram como compensa\u00e7\u00e3o pela economia feita fora de casa . 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