{"id":16665,"date":"2022-07-15T11:56:09","date_gmt":"2022-07-15T14:56:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=16665"},"modified":"2024-02-04T17:38:12","modified_gmt":"2024-02-04T20:38:12","slug":"8-em-cada-10-brasileiros-fazem-a-maior-parte-das-compras-perto-de-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/8-em-cada-10-brasileiros-fazem-a-maior-parte-das-compras-perto-de-casa\/","title":{"rendered":"8 em cada 10 brasileiros fazem a maior parte das compras perto de casa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Pesquisa da CNDL\/ SPC Brasil <em>aponta que<\/em> apesar do crescimento do consumo pela internet, lojas f\u00edsicas ainda s\u00e3o a prefer\u00eancia dos consumidores. Acessibilidade, seguran\u00e7a e estacionamento definem local de compra<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento do com\u00e9rcio online \u00e9 uma tend\u00eancia mundial, mas apesar do crescimento no n\u00famero de brasileiros que fazem suas compras pela internet, o com\u00e9rcio perto de casa segue na prefer\u00eancia dos consumidores como principal local de compra do dia a dia. \u00c9 o que aponta a pesquisa \u201cImpactos da Mobilidade Urbana no Varejo\u201d, conduzida pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros da pesquisa mostram que o com\u00e9rcio perto de casa \u00e9 prefer\u00eancia de 77% dos entrevistados. O n\u00famero \u00e9 expressivo, mas caiu na compara\u00e7\u00e3o com 2017, quando a pesquisa apurou um percentual de 84% para as lojas f\u00edsicas mais pr\u00f3ximas. Outros locais aparecem com diferen\u00e7a expressiva: 8% afirmaram que fazem a maior parte das compras perto do trabalho; 6% citaram os sites de lojas virtuais (em 2017 o percentual era de 2%) e 5% citaram os aplicativos (ante 0,6% em 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre aqueles que disseram preferir fazer compras perto de casa, 20% afirmam que a escolha se deve ao conforto e \u00e0 comodidade. Outros 20% apontam a agilidade e a facilidade como principal motivo de escolha.<\/p>\n\n\n\n<p>Acessibilidade e localiza\u00e7\u00e3o foram apontadas por 17%. Em seguida, aparecem o costume e o conhecimento do local (15%); o pre\u00e7o (9%); e a possibilidade de evitar tr\u00e2nsito (8%), entre outros motivos. As raz\u00f5es mais citadas para as compras perto do trabalho foram basicamente os mesmos: a agilidade e facilidade (21%), a localiza\u00e7\u00e3o e acessibilidade (16%), o conforto e comodidade (15%), a possibilidade de evitar o tr\u00e2nsito (13%) e os pre\u00e7os (10%).<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando os motivos de quem compra mais pela internet, o ranking muda: os pre\u00e7os aparecem em primeiro lugar, mencionados por 52%. Em seguida, s\u00e3o citados a agilidade \/ facilidade (16%); o conforto \/ comodidade (14%); a variedade de produtos e servi\u00e7os (6%); e a possibilidade de evitar o tr\u00e2nsito e o engarrafamento (6%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste uma tend\u00eancia de crescimento no consumo online, mas o brasileiro ainda est\u00e1 muito habituado a fazer suas compras perto de casa ou do trabalho. Mas quest\u00f5es como seguran\u00e7a e mobilidade urbana s\u00e3o pontos importantes neste contexto. Por isso \u00e9 fundamental a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que ofere\u00e7am estrutura aos com\u00e9rcios de bairro, o que estimula o desenvolvimento de micro e pequenos neg\u00f3cios, essenciais para o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds\u201d, destaca Jos\u00e9 C\u00e9sar da Costa, presidente da CNDL.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 C\u00e9sar tamb\u00e9m menciona os h\u00e1bitos de consumo gerados durante a pandemia. \u201cSem d\u00favida percebemos uma mudan\u00e7a de comportamento ap\u00f3s a pandemia, uma vez que as pessoas passaram a priorizar compras perto de casa, evitando os grandes centros e transporte p\u00fablicos\u201d, aponta Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa investigou ainda os principais produtos comprados perto de casa pelos brasileiros. O estudo aponta a predomin\u00e2ncia de itens adquiridos em supermercado, mencionados por 81% dos entrevistados (um crescimento em compara\u00e7\u00e3o aos 77% apontados em 2017); comidas e lanches (70%, sendo que em 2017 esse percentual era de 42%); rem\u00e9dios e itens de sa\u00fade (58%); cosm\u00e9ticos e perfumaria (28%); servi\u00e7os de sal\u00e3o de beleza (26%); roupas, sapatos e acess\u00f3rios (26%), e papelaria (25%). Os percentuais de todos os esses itens cresceram na compara\u00e7\u00e3o com 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>LOJAS DE RUA S\u00c3O O TIPO DE ESTABELECIMENTO MAIS FREQUENTADO<\/strong><br>Al\u00e9m do local, os entrevistados responderam sobre o tipo de estabelecimento onde mais realizam compras. As lojas de rua foram o tipo mais citado (57%), sobretudo entre as classes C, D e E (59%). Os shopping centers aparecem em seguida, mencionados por 15% &#8212; nesse caso, com um percentual mais destacado entre as classes A e B (30%). A internet foi lembrada por 10%, ante 3% da pesquisa anterior. Mercados e Supermercados foram mencionados por 7% dos entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m analisou os empecilhos para as compras em lojas de rua. O principal foi a inseguran\u00e7a, traduzida pelo risco de assaltos. Esse problema foi citado 34% dos entrevistados. Em seguida, apareceram os pre\u00e7os (20%); as dificuldades para estacionar (17%); o hor\u00e1rio de funcionamento (17%); o tr\u00e2nsito (17%); e a dificuldade de circula\u00e7\u00e3o (16%).<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desses problemas, as solu\u00e7\u00f5es para aumentar a frequ\u00eancia das compras em lojas de rua seria o pre\u00e7o dos produtos, mencionado por 52% (percentual que cai para 42% nas classes A e B). A seguran\u00e7a aparece em seguida, citada por 47%. Esse percentual chegou a 63% nas classes A e B e a 35% na popula\u00e7\u00e3o com 55 anos ou mais. Para 39% dos entrevistados, lojas maiores, com grande variedade de produtos, tamb\u00e9m seria um est\u00edmulo para as compras em com\u00e9rcio de rua.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desses motivadores, os entrevistados mencionaram a amplia\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de funcionamento dos estabelecimentos comerciais (25%); cria\u00e7\u00e3o de mais estacionamentos (22%, sendo que nas classes A e B o percentual foi de 37%), entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a seguran\u00e7a \u00e9 o principal problema identificado para compras nas lojas de rua, nos shoppings centers o pre\u00e7o dos produtos \u00e9 o fator limitador do consumo (74%). O custo do estacionamento pago foi mencionado por 42%. Em seguida, aparecem o tr\u00e2nsito (23%); a dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o (20%); e acessibilidade para deficientes ou pessoas com mobilidade reduzida (5%).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo para as compras realizadas perto de casa, a mobilidade \u00e9 importante, at\u00e9 para que o pedestre transite em seguran\u00e7a. Na avalia\u00e7\u00e3o de 23% dos entrevistados, a constru\u00e7\u00e3o de faixas de \u00f4nibus, ciclofaixas e espa\u00e7os exclusivos para pedestres prejudica o com\u00e9rcio local. J\u00e1 para a maioria (70%) essas iniciativas de aperfei\u00e7oamento da mobilidade n\u00e3o prejudicam o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe maneira geral, pol\u00edticas p\u00fablicas desse tipo s\u00e3o bem avaliadas, mas \u00e9 preciso que sejam analisadas do ponto de vista t\u00e9cnico, considerando o impacto sobre toda a comunidade e sobre o crescimento e desenvolvimento do com\u00e9rcio\u201d, diz Jos\u00e9 C\u00e9sar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ACESSIBILIDADE, SEGURAN\u00c7A PARA O PEDESTRE E ESTACIONAMENTO S\u00c3O CRIT\u00c9RIOS IMPORTANTES PARA A ESCOLHA DO LOCAL DE COMPRA<\/strong><br>Avaliando o aspecto da acessibilidade, constatou-se que 77% acreditam que \u00e9 primordial que as lojas se preocupem com o acesso de clientes com necessidades especiais; 51% sempre ou quase sempre costumam fazer compras em locais em que h\u00e1 acessibilidade para pedestres, ciclistas e passageiros de coletivos\/metr\u00f4. Al\u00e9m disso, 45% n\u00e3o costumam frequentar lojas e centros comerciais cujo trajeto tem condi\u00e7\u00f5es de tr\u00e2nsito ruins, e 37% n\u00e3o fazem compras em lojas que n\u00e3o possuem f\u00e1cil acesso de transporte p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na dimens\u00e3o da seguran\u00e7a, sete em cada dez afirmaram que sempre ou quase sempre a seguran\u00e7a do estabelecimento \u00e9 um fator levado em considera\u00e7\u00e3o na hora das compras (70%). E a seguran\u00e7a n\u00e3o diz respeito somente \u00e0 viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m a integridade f\u00edsica do cliente. De acordo com o levantamento, 44% evitam circular em locais onde n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a travessia de pedestres.<\/p>\n\n\n\n<p>No quesito deslocamento, considerando os entrevistados que possuem carros e motos, 72% afirmaram que um estacionamento pr\u00f3ximo de uma loja contribui para a decis\u00e3o de frequent\u00e1-la. O estacionamento pr\u00f3prio influencia a decis\u00e3o de 66% dos consultados. Al\u00e9m disso, 48% evitam fazer compras em locais com estacionamento pago ou rotativo e 38% j\u00e1 deixaram de comprar algo por n\u00e3o conseguir estacionar perto do com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando todos os entrevistados, 49% j\u00e1 deixaram de comprar algo por n\u00e3o ter \u00e2nimo de enfrentar o transporte p\u00fablico, e 41% levam em considera\u00e7\u00e3o o pre\u00e7o da passagem para decidir o local das compras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da CNDL\/ SPC Brasil aponta que apesar do crescimento do consumo pela internet, lojas f\u00edsicas ainda s\u00e3o a prefer\u00eancia dos consumidores. 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