{"id":17203,"date":"2022-09-05T07:54:00","date_gmt":"2022-09-05T10:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=17203"},"modified":"2024-02-04T17:23:24","modified_gmt":"2024-02-04T20:23:24","slug":"como-o-banking-as-a-service-pode-impulsionar-ainda-mais-o-varejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/como-o-banking-as-a-service-pode-impulsionar-ainda-mais-o-varejo\/","title":{"rendered":"Como o Banking as a Service pode impulsionar ainda mais o varejo?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Gustavo Siuves*<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em uma loja de departamentos ou supermercados, quem nunca foi convidado a fazer o cart\u00e3o do espa\u00e7o? Pois \u00e9, essa proposta (quase que) despretensiosa \u00e9 um dos exemplos mais antigos e comuns da fintechiza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ocorrendo atualmente. Empresas de diferentes setores est\u00e3o acoplando e oferecendo servi\u00e7os financeiros a seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 um movimento recente, mas est\u00e1 se consolidando em diversos segmentos \u2013 a come\u00e7ar pelo varejo. Essa \u00e1rea foi uma das precursoras no servi\u00e7o de finan\u00e7as embutidas em seu modelo de neg\u00f3cio. A quest\u00e3o \u00e9 que, como toda evolu\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso dar um passo adiante para continuar crescendo. Essa etapa passa justamente pela aproxima\u00e7\u00e3o do conceito de Banking as a Service.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da proposta, qualquer organiza\u00e7\u00e3o, mesmo aquelas que n\u00e3o lidam diretamente com o mercado financeiro, podem oferecer produtos e servi\u00e7os que envolvem a gest\u00e3o do dinheiro, como movimenta\u00e7\u00e3o de conta, cart\u00e3o de cr\u00e9dito, empr\u00e9stimo, entre outros. \u00c9 uma modalidade que cresceu bastante nos \u00faltimos anos e que continua em evid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter uma ideia, as empresas de varejo devem corresponder praticamente \u00e0 metade (49%) do mercado de Banking as a Service nos pr\u00f3ximos dez anos, de acordo com proje\u00e7\u00e3o realizada pela Mambu com a Amazon Web Services. Trata-se de um setor que deve movimentar US$ 3,5 trilh\u00f5es em transa\u00e7\u00f5es apenas com varejistas nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por que o varejo, especificamente, conta com grande for\u00e7a para dominar esse nicho de mercado e oferecer solu\u00e7\u00f5es financeiras? Primeiro, \u00e9 necess\u00e1rio pontuar a quantidade de clientes que o segmento atinge. De longe, \u00e9 o maior ativo que essas empresas possuem. O alcance \u00e9 praticamente o mesmo das grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras, permitindo oferecer produtos para uma escala ampla.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 tamb\u00e9m a influ\u00eancia da base de consumidores e as informa\u00e7\u00f5es que o varejista integra. Diferentemente de bancos e fintechs, que t\u00eam mais dificuldade para identificar os diferentes perfis, o lojista recebe esses dados dos pr\u00f3prios consumidores, como hist\u00f3rico de compras, formas de pagamento, eventuais dificuldades financeiras, entre outros. Isso permite, por exemplo, manter as pessoas dentro de seu pr\u00f3prio ecossistema, o que leva a uma melhor experi\u00eancia, engajamento e fideliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa nova realidade abre um leque de oportunidades para o setor, que pode desenvolver novos modelos de neg\u00f3cios capazes de driblar eventuais instabilidades econ\u00f4micas. Assim, as empresas de varejo podem atacar em diferentes frentes, oferecendo aquilo que os consumidores mais precisam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s finan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Um supermercado pode, por exemplo, criar seu pr\u00f3prio banco digital para aproveitar o engajamento natural de sua base de clientes por meio de promo\u00e7\u00f5es. Uma loja de departamento pode construir as pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a e de pagamento sem depender de sistemas de ERP. Ou ainda eliminar intermedi\u00e1rios nas transa\u00e7\u00f5es, uma vez que os clientes podem utilizar o banco digital do varejista para adquirirem os produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o vantagens interessantes, sem d\u00favida, mas exigem um n\u00edvel de complexidade que muitas empresas n\u00e3o conseguem arcar. Para realizar tudo isso in house, ou seja, dentro de sua pr\u00f3pria estrutura, o varejista precisa ter equipes dedicadas e qualificadas em servi\u00e7os financeiros, adquirir licen\u00e7as banc\u00e1rias com o \u00f3rg\u00e3o regulador (o que pode levar anos) e lan\u00e7ar m\u00e3o de todo um investimento para fazer a solu\u00e7\u00e3o funcionar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aqui que entra a proposta de solu\u00e7\u00f5es de Banking as a Service como aliadas no processo. Al\u00e9m de contar com parceria especializada, o recurso vai ser o respons\u00e1vel por toda a tecnologia e regulamenta\u00e7\u00e3o, deixando que o lojista interessado em fornecer servi\u00e7os financeiros foque em sua base de clientes e em como proporcionar a melhor experi\u00eancia poss\u00edvel para cada um deles.<\/p>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o digital que enfrentamos nos \u00faltimos anos alterou os h\u00e1bitos do consumidor e, evidentemente, essa mudan\u00e7a iria chegar ao mercado financeiro como um todo. Atualmente, a ideia de separar o consumo das finan\u00e7as soa de forma arcaica. As pessoas querem comodidade, experi\u00eancia e agilidade \u2013 e esperam que as empresas acompanhem esse movimento tamb\u00e9m. Se o varejo j\u00e1 recebe grande parte da renda dos consumidores, por que o setor n\u00e3o pode oferecer solu\u00e7\u00f5es de valor para sua base de clientes, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Com o apoio certo, \u00e9 poss\u00edvel revolucionar ainda mais essa rela\u00e7\u00e3o no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Gustavo Siuves \u00e9 diretor de neg\u00f3cios e marketing do Bankly, solu\u00e7\u00e3o de Banking as a Service que descentraliza a oferta de servi\u00e7os financeiros no pa\u00eds.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas de diferentes setores est\u00e3o acoplando e oferecendo servi\u00e7os financeiros a seus clientes. 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