{"id":17579,"date":"2022-10-20T09:22:36","date_gmt":"2022-10-20T12:22:36","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosasa\/?p=17579"},"modified":"2024-02-04T13:27:05","modified_gmt":"2024-02-04T16:27:05","slug":"__trashed-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/__trashed-3\/","title":{"rendered":"Custo de vida alto e cen\u00e1rio econ\u00f4mico incerto freiam vontade de consumir"},"content":{"rendered":"\n<p>A instabilidade macroecon\u00f4mica e a incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho aumentam o pessimismo dos brasileiros nos pr\u00f3ximos meses, independentemente do resultado das urnas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que mostra a 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do estudo Future Consumer Index (FCI), produzido pela EY e que analisa o comportamento de consumo em diversos pa\u00edses do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se, em outubro de 2021, 50% dos entrevistados tinham perspectiva positiva para os 3 ou 4 meses seguintes, esse n\u00famero caiu para 33% em julho deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Brasil, a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos entrevistados no curto prazo \u00e9 a deteriora\u00e7\u00e3o do ambiente macroecon\u00f4mico. A alta da infla\u00e7\u00e3o, em especial no pre\u00e7o dos alimentos, deixa 73% dos entrevistados extremamente preocupados com os custos de produtos e servi\u00e7os b\u00e1sicos. Isso faz com que 42% se preocupem com o acesso \u00e0s necessidades b\u00e1sicas e 91% tenham algum grau de preocupa\u00e7\u00e3o com suas finan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da perspectiva menos otimista no curto prazo, o brasileiro segue com boas expectativas futuras: 79% acreditam que sua vida ser\u00e1 melhor daqui a 3 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As gera\u00e7\u00f5es Z (12 a 25 anos) e milennials (26 a 41 anos) foram as \u00fanicas que superaram o \u00edndice geral: a perspectiva futura positiva abrange 91% da gera\u00e7\u00e3o Z e 88% dos milennials.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mais pessimistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perspectivas futuras s\u00e3o os baby boomers (58 a 74 anos) e a gera\u00e7\u00e3o silenciosa (acima de 75 anos), com \u00edndices de 62% e 24%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dos consumidores entrevistados, o cen\u00e1rio dever\u00e1 continuar em 2023: o custo de vida segue sendo a principal preocupa\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo ano, com itens como a alta dos combust\u00edveis (75%), energia\/\u00e1gua \/servi\u00e7os p\u00fablicos (72%), das compras b\u00e1sicas (67%) e de sa\u00fade (66%) se mostrando muito relevantes para a forma\u00e7\u00e3o das expectativas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consumidor prioriza novas marcas e produtos essenciais<br><\/strong>A alta da infla\u00e7\u00e3o diminuiu o poder de compra de grande parte da popula\u00e7\u00e3o e fez com que o pre\u00e7o se tornasse, desde o ano passado, o principal crit\u00e9rio de compra. Assim, as fam\u00edlias t\u00eam eliminado a compra de itens sup\u00e9rfluos e aumentaram o consumo de produtos de marca pr\u00f3pria (private label) e de itens essenciais, em uma tentativa de evitar o corte de produtos considerados importantes em sua cesta de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse movimento \u00e9 mais intenso na popula\u00e7\u00e3o de menor poder aquisitivo, em que 67% est\u00e3o comprando proporcionalmente mais itens essenciais, contra 40% na classe alta.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, mais pessoas deixaram de comprar produtos n\u00e3o-essenciais \u2013 58% dos entrevistados acreditam que gastar\u00e3o menos com esses itens nos pr\u00f3ximos 3 ou 4 meses e 56% est\u00e3o comprando somente itens essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para driblar os reajustes de pre\u00e7os, 46% buscam novas marcas de produtos e 36% est\u00e3o trocando marcas tradicionais por marcas pr\u00f3prias (private label), inclusive na cesta b\u00e1sica. As categorias que mais entram nessa prefer\u00eancia s\u00e3o alimentos frescos (58%), cuidados com a casa (56%) e roupas, sapatos e acess\u00f3rios (40%).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da inten\u00e7\u00e3o de realizar compras alinhadas a seus ideais e aspira\u00e7\u00f5es, o pre\u00e7o \u00e9 um impeditivo para que isso aconte\u00e7a: 83% dos brasileiros dizem que ser\u00e3o mais cuidadosos com seus gastos futuros e 78% afirmam que ser\u00e3o mais focados no valor do dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Meios digitais ajudam na pesquisa de pre\u00e7os<br><\/strong>Na busca dos consumidores por op\u00e7\u00f5es mais baratas, os meios digitais ganham for\u00e7a como ferramenta de consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Redes sociais, aplicativos e mecanismos de busca s\u00e3o considerados as principais formas de obter informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis sobre pre\u00e7o e desempenho. Al\u00e9m disso, os brasileiros est\u00e3o dispostos a fornecer dados pessoais para receber promo\u00e7\u00f5es personalizadas (71%) e recomenda\u00e7\u00f5es de produtos mais baratos (68%).<\/p>\n\n\n\n<p>As gera\u00e7\u00f5es mais novas se dizem mais dispostas a compartilhar seus dados, apesar de a preocupa\u00e7\u00e3o com a privacidade ser similar \u00e0 das gera\u00e7\u00f5es mais velhas (75% contra 78%). Al\u00e9m disso, 54% se dizem preocupados com a seguran\u00e7a ao comprar produtos e servi\u00e7os online.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pandemia mudou h\u00e1bitos<br><\/strong>A ideia de retorno ao cotidiano nos moldes pr\u00e9-pandemia parece descartada. Os dados da pesquisa mostram que 39% dos brasileiros dizem que v\u00e3o ficar mais tempo em casa e 42% pedir\u00e3o mais produtos online no futuro, ao mesmo tempo em que 35% voltar\u00e3o a visitar lojas f\u00edsicas como faziam no passado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Menos dinheiro e mais digital<br><\/strong>O avan\u00e7o da digitaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se reflete na hora de pagar o produto adquirido. No total, 73% dos respondentes pretendem usar menos dinheiro vivo em suas compras nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, 20% usaram moedas digitais nos \u00faltimos 3 meses, mostrando uma mudan\u00e7a de comportamento e de aceita\u00e7\u00e3o das novas modalidades de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamentos instant\u00e2neos, como o PIX, ganharam espa\u00e7o, ao mesmo tempo em que solu\u00e7\u00f5es como carteiras digitais e cashback se tornaram elementos mais importantes na decis\u00e3o de compra dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os consumidores, o uso conjunto de canais f\u00edsicos e digitais agrega valor \u00e0 experi\u00eancia de compra.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora 37% dos entrevistados considerem que as marcas s\u00e3o importantes na decis\u00e3o de compra, essa import\u00e2ncia est\u00e1 sujeita \u00e0 possibilidade de transitar sem atritos do f\u00edsico para o digital e vice-versa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que 46% dos entrevistados acreditem que far\u00e3o compras online com mais frequ\u00eancia no curto prazo, eles consideram que no futuro o principal canal de compras de alimentos ser\u00e3o as lojas f\u00edsicas. Nos demais segmentos do varejo, o consumidor j\u00e1 se enxerga comprando predominantemente online.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, nesse per\u00edodo de p\u00f3s-pandemia, o crescimento do digital perdeu for\u00e7a, em parte pela forte base de compara\u00e7\u00e3o, mas principalmente devido \u00e0 queda do poder de compra dos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mesmo tendo crescido menos, o digital continua tendo grande import\u00e2ncia para o contexto competitivo das empresas, uma vez que o consumidor transita muito bem entre canais f\u00edsicos e digitais e, especialmente em categorias de maior valor agregado, o digital tem um papel chave no processo de decis\u00e3o de compra&#8221;, informa o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da EY mostra que fam\u00edlias t\u00eam eliminado a compra de itens sup\u00e9rfluos e aumentado o consumo de produtos de marca pr\u00f3pria e de itens essenciais em uma tentativa de evitar o corte de produtos considerados importantes em sua cesta de consumo.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":17584,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[247,702,341,315,1022,249],"class_list":["post-17579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios-e-economia","tag-comercio","tag-consumidor","tag-economia","tag-inflacao","tag-instabilidade-economica","tag-varejo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}