{"id":17815,"date":"2022-11-11T15:39:18","date_gmt":"2022-11-11T18:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=17815"},"modified":"2026-01-29T10:24:15","modified_gmt":"2026-01-29T13:24:15","slug":"ibge-renda-media-de-trabalhador-branco-e-757-maior-que-de-pretos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/ibge-renda-media-de-trabalhador-branco-e-757-maior-que-de-pretos\/","title":{"rendered":"IBGE: renda m\u00e9dia de trabalhador branco \u00e9 75,7% maior que de pretos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudo do IBGE &#8212; Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica divulgado hoje (11) mostra a cor como fator relevante na diferencia\u00e7\u00e3o do rendimento mensal m\u00e9dio dos trabalhadores no pa\u00eds em 2021. De acordo com o levantamento, os brancos ganham R$ 3.099 em m\u00e9dia. Esse valor \u00e9 75,7% maior do que o registrado entre os pretos, que \u00e9 de R$ 1.764. Tamb\u00e9m supera em 70,8% a renda m\u00e9dia de R$ 1.814 dos trabalhadores pardos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo entre pessoas com n\u00edvel superior completo, persiste uma dist\u00e2ncia significativa. Nesse grupo, o rendimento m\u00e9dio por hora dos brancos foi cerca de 50% maior que o dos pretos e cerca de 40% superior ao dos pardos. Al\u00e9m disso, embora representem 53,8% dos trabalhadores do pa\u00eds, pretos e pardos ocuparam em 2021 apenas 29,5% dos cargos gerenciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os brancos tamb\u00e9m t\u00eam sido menos afetados pelo desemprego. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o em 2021 para eles \u00e9 de 11,3%. Entre a popula\u00e7\u00e3o preta \u00e9 de 16,5% e para a popula\u00e7\u00e3o parda, de 16,2%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados revelam ainda diferen\u00e7as na informalidade: apenas os brancos se situam abaixo do \u00edndice nacional de 40,1%. Segundo o IBGE, &#8220;a informalidade no mercado de trabalho est\u00e1 associada, muitas vezes, ao trabalho prec\u00e1rio e \u00e0 aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o social&#8221;. Ela envolve trabalhadores que podem enfrentar dificuldades para acesso a direitos b\u00e1sicos, como a aposentadoria e a garantia de remunera\u00e7\u00e3o igual ou superior ao sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres no pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 bastante distinta no recorte por cor. Entre os brancos, 18,6% est\u00e3o abaixo da linha da pobreza, isto \u00e9, vivem com menos de US$ 5,50 por dia conforme uma das classifica\u00e7\u00f5es do Banco Mundial. O percentual praticamente dobra entre pretos (34,5%) e pardos (38,4%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Intitulado Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a no Brasil, o estudo faz um cruzamento de dados extra\u00eddos de mais 12 pesquisas do pr\u00f3prio IBGE. Ele est\u00e1 em sua segunda edi\u00e7\u00e3o. A primeira, divulgada em 2019, foi mais enxuta: indicadores sobre mercado de trabalho e distribui\u00e7\u00e3o de rendimento, por exemplo, n\u00e3o integraram o levantamento. De acordo com o IBGE, &#8220;as desigualdades raciais s\u00e3o importantes vetores de an\u00e1lise das desigualdades sociais no Brasil, ao revelar no tempo e no espa\u00e7o a maior vulnerabilidade socioecon\u00f4mica das popula\u00e7\u00f5es de cor ou ra\u00e7a preta, parda e ind\u00edgena&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Outros indicadores<\/strong><br>O estudo traz ainda informa\u00e7\u00f5es atualizadas sobre patrim\u00f4nio, educa\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ambiente pol\u00edtico dos munic\u00edpios. De acordo com o IBGE, h\u00e1 um acesso desigual dos diferentes grupos populacionais a bens e servi\u00e7os b\u00e1sicos necess\u00e1rios ao bem-estar, como sa\u00fade, ensino, moradia, trabalho e renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi constatado que nos domic\u00edlios de pessoas brancas h\u00e1 maior presen\u00e7a de praticamente todos os bens dur\u00e1veis analisados: geladeira, televis\u00e3o, m\u00e1quina de lavar, forno, micro-ondas, autom\u00f3vel, computador, ar-condicionado, tablet e freezer. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o foram as motocicletas, que aparecem com maior frequ\u00eancia em domic\u00edlios de pessoas pardas. No campo, entre os propriet\u00e1rios de terras com mais de 10 mil hectares, 79,1% se declaram brancos, 17,4% pardos e apenas 1,6% eram pretos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m apresenta um recorte das v\u00edtimas de homic\u00eddio no pa\u00eds em 2020. Entre as pessoas pardas, registra-se a maior taxa, com 34,1 mortes por 100 mil. Na popula\u00e7\u00e3o preta, esse \u00edndice \u00e9 de 21,9 mortes, enquanto entre os brancos \u00e9 de 11,5.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na educa\u00e7\u00e3o superior, o IBGE encontrou diferentes realidades conforme o curso. Na pedagogia, por exemplo, pretos e pardos representavam 47,8% dos alunos matriculados em 2020. Na enfermagem, eles eram 43,7%. Por outro lado, no curso de medicina, representavam apenas 25%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2020 tamb\u00e9m foram inclu\u00eddos no levantamento. Entre os candidatos a prefeito que realizaram campanhas com arrecada\u00e7\u00e3o superior a R$ 1 milh\u00e3o, 67,5% s\u00e3o brancos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brancos ganham R$ 3.099, em m\u00e9dia, e os pretos, R$ 1.764.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":17816,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5891],"tags":[302,730,442,443],"class_list":["post-17815","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-empreendedorismo","tag-emprego","tag-salario","tag-trabalhador","tag-trabalho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17815","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17815"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17815\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17816"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}