{"id":19181,"date":"2023-04-14T15:19:45","date_gmt":"2023-04-14T18:19:45","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosasa\/?p=19181"},"modified":"2024-01-18T17:44:05","modified_gmt":"2024-01-18T20:44:05","slug":"mais-que-um-brecho-uma-grande-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/mais-que-um-brecho-uma-grande-comunidade\/","title":{"rendered":"Mais que um brech\u00f3, uma grande comunidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se viu gr\u00e1vida e sem emprego, Ana Carolina Rosignoli notou em seu arm\u00e1rio uma oportunidade de ganhar dinheiro. O que ela n\u00e3o imaginava era que ali come\u00e7ava uma grande jornada de empreendedorismo, amizade e comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DB (<a href=\"https:\/\/desapegueibonito.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Brech\u00f3 Desapeguei Bonito<\/a>) come\u00e7ou em 2014, quando aos 22 anos, Ana Carolina resolveu criar uma conta no Instagram para vender algumas roupas que tinha no arm\u00e1rio e n\u00e3o usava mais. Essa a\u00e7\u00e3o gerou uma rea\u00e7\u00e3o, e em pouco tempo, ela j\u00e1 estava vendendo as roupas das amigas; e logo, das amigas das amigas. \u201cNo ritmo dele, o brech\u00f3 foi tomando corpo e eu fui sentindo que tinha um retorno e vi que tinha uma oportunidade, eu queria trabalhar com ela\u201d, conta Carol Rosignoli.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 2016, o DB s\u00f3 existia na rede social, mas isso mudou em 2017, quando Carol reencontrou a amiga Thais Tibery e contou sobre seus planos de expans\u00e3o. Thais decidiu embarcar na jornada como s\u00f3cia e juntas elas abriram a primeira loja do brech\u00f3. Um espa\u00e7o pequeno \u2013 \u201cum quadradinho\u201d, como chama Carolina \u2013, e onde puderam conhecer pessoalmente as compradoras e fornecedoras, que saiam do Instagram e iam at\u00e9 o \u201cquadradinho\u201d para comprar e conhecer melhor as duas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, n\u00e3o tinham no\u00e7\u00e3o de que estavam construindo um v\u00ednculo importante com suas consumidoras\/seguidoras. Come\u00e7ava ali uma forte comunidade, que acompanha o brech\u00f3 at\u00e9 hoje e mant\u00e9m esse contato. \u201cA gente tinha essa comunica\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima, mas ao mesmo tempo sem nenhum encontro f\u00edsico, e o quadradinho, apesar de ser muito pequeno, acabou proporcionando isso pra gente e o DB foi crescendo junto\u201d, explica Ana Carolina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cresceu tanto que Carol e Thais precisaram alugar um espa\u00e7o maior para comportar tanto as novas pe\u00e7as quanto a sua rede presente e unida. E foi nesse momento que a terceira s\u00f3cia, Ana Paula Gon\u00e7alves, entrou na hist\u00f3ria. Ela n\u00e3o entrou de cara na sociedade: primeiro, se candidatou para uma vaga de estoquista, mas durante a entrevista, Carol viu que seria mais proveitoso que ficasse na parte de vendas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E foi gra\u00e7as a essa comunidade nas redes sociais que a Ana Paula chegou at\u00e9 o DB. A empreendedora conta que j\u00e1 acompanhava as meninas pelas m\u00eddias sociais e que gostava muito do que acontecia ali, pois era um conte\u00fado muito verdadeiro e pr\u00f3ximo do p\u00fablico. O momento de vida de Ana Paula e Carol tamb\u00e9m as aproximou. \u201cEu tinha acabado de voltar de uma miss\u00e3o volunt\u00e1ria no Peru e n\u00e3o tinha muita certeza do futuro. Foi quando vi a vaga e resolvi arriscar\u201d, conta Ana Paula Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde ent\u00e3o, foram abertas tr\u00eas lojas e houveram muitos erros e acertos, mas o que n\u00e3o se pode negar \u00e9 que Ana Carolina, Ana Paula e Thais constru\u00edram muito mais que uma loja: criaram uma comunidade que consome, apoia e acompanha e impulsiona o empreendimento. Para al\u00e9m das vendas, o DB proporciona oportunidades e ainda colabora para gerar menos riscos ambientais, com venda de produtos novos e de segunda m\u00e3o, gerando menos impacto para o planeta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosasa\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_4570-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19193\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>As s\u00f3cias em frente do Desapeguei Bonito<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em meio \u00e0s incertezas o coletivo se fortaleceu<\/strong><br>Em 2020, as empres\u00e1rias decidiram se mudar para um lugar ainda maior que o anterior, mas n\u00e3o contavam que naquele fat\u00eddico ano o mundo inteiro seria atingido por uma pandemia, que fez com que as pessoas n\u00e3o pudessem sair de casa. Na transi\u00e7\u00e3o entre as lojas e ap\u00f3s alguns meses de obra, decidiram voltar trabalhar sem atendimento ao p\u00fablico e dedicadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado para o e-commerce. Ana Paula explica que naquele momento viu a for\u00e7a que o brech\u00f3 tinha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCom a loja fechada e s\u00f3 o site ativo, foi quando a \u2018magia\u2019 aconteceu e vi que ali era muito mais do que um emprego. N\u00e3o tinha distin\u00e7\u00e3o de hierarquia, todo mundo queria voltar e queria que aquilo desse certo, e vi ali uma for\u00e7a e uma uni\u00e3o\u201d, lembra Paula Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse mesmo ano, Ana Paula foi convidada para virar s\u00f3cia e aceitou o convite. Mesmo com a situa\u00e7\u00e3o complicada e com incertezas, as s\u00f3cias viram ali uma oportunidade de se impulsionarem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Oportunidade de acesso e menos impacto para o meio ambiente<\/strong><br>No come\u00e7o, Ana Carolina confessa que n\u00e3o tinha em mente essa quest\u00e3o de economia verde, ou seja, preocupa\u00e7\u00e3o com a pegada ambiental e social da empresa. Quando fundou o DB, buscava um neg\u00f3cio com retorno financeiro r\u00e1pido. Depois, foi percebendo que tinha nas m\u00e3os produtos que, de certa forma, tinham um custo elevado no mercado, mas que no DB podiam ser repassados por um valor mais acess\u00edvel; e aos poucos, foram percebendo o seu potencial e o seu papel socioambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente come\u00e7ou a olhar para a quest\u00e3o de sustentabilidade e que ela estava muito pr\u00f3xima do que a gente fazia de uns dois anos para c\u00e1. S\u00f3 pelo fato do DB existir j\u00e1 faz um ciclo mais sustent\u00e1vel. Mas a gente s\u00f3 percebeu isso quando come\u00e7ou a adotar um vi\u00e9s de mais responsabilidade com aquilo que consumimos na nossa pr\u00f3pria vida. Foi a\u00ed que a gente percebeu que tinha esse papel tamb\u00e9m\u201d, explica Ana Carolina Rosignoli.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ser mulher empreendedora<\/strong><br>\u00c9 um consenso: ambas afirmam que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil empreender, mas que o tempo \u201ccaleja\u201d e fortalece. \u201cPassamos por muitas situa\u00e7\u00f5es que claramente um homem jamais passaria. \u00c0s vezes, at\u00e9 para contratar servi\u00e7os era dif\u00edcil e a gente tinha que meio que nos provar para as pessoas. Hoje em dia, eu acho que ser mulher empreendedora \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o\u201d, pondera Ana Carolina.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosasa\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/IMG_4577-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-19194\" width=\"318\" height=\"238\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ana Paula e Ana Carolina acreditam que os desafios fazem os empreendedores se moverem e buscarem solu\u00e7\u00f5es para o neg\u00f3cio dar certo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Paula Gon\u00e7alves diz que, em certo momento, se sentiu uma impostora e n\u00e3o se via como empreendedora, pois tinha a cren\u00e7a de que este era um posto masculino. \u201cNo in\u00edcio, acho que eu nunca assumi pra mim mesma que eu era empreendedora. At\u00e9 hoje, \u00e9 um pouco dif\u00edcil me ver nesse papel, porque eu me coloquei numa posi\u00e7\u00e3o na qual s\u00f3 os homens empreendem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sua \u201cchave\u201d s\u00f3 foi virar quando se mudaram para a loja atual e tudo tomou uma propor\u00e7\u00e3o maior. Viu a mudan\u00e7a que ela mesma fez acontecer. A for\u00e7a das s\u00f3cias tamb\u00e9m a fez se sentir capaz de realizar tudo aquilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Erros que ensinam<\/strong><br>Nem tudo s\u00e3o flores no mundo dos neg\u00f3cios e com as empreendedoras n\u00e3o foi diferente. Entretanto, ao serem questionadas se teriam mudado alguma escolha na jornada, ambas concordam que n\u00e3o alterariam nada. \u201cTudo aconteceu da maneira que tinha que ser, porque se tivesse feito algo diferente, talvez nem tivesse passado pelas coisas boas\u201d, afirma Carolina e Ana Paula consente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para as empres\u00e1rias, tudo o que aconteceu, serviu para que elas tivessem uma nova vis\u00e3o sobre o neg\u00f3cio. \u201c\u00c9 sobre fazer pensando no m\u00e9dio e longo prazo. \u00c9 pensar em como podemos fazer para deixar todo o processo redondinho para que ele funcione bem assim\u201d, acrescenta Carolina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Paula acredita que ao terem se arriscado indo para um lugar maior, em plena pandemia, acabou as motivando e impulsionando a achar possibilidades de fazer o empreendimento funcionar. \u201cSaltamos para uma loja muito maior e n\u00e3o conseguimos ver o que poderia acontecer. Mas quando a gente est\u00e1 nesse lugar &#8216;meio que de aperto&#8217;, faz a m\u00e1quina girar para encontrar solu\u00e7\u00f5es. Mas se fosse hoje, por exemplo, a gente pensaria tr\u00eas vezes antes de fazer\u201d, finaliza Ana Paula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Apenas fa\u00e7a<\/strong><br>Para finalizar, ao serem questionadas sobre dicas ou conselhos para dar \u00e0s empreendedoras que est\u00e3o come\u00e7ando ou \u00e0quelas mulheres que est\u00e3o pensando em empreender, e Carolina Rosignoli dispara: \u201cn\u00e3o tem como fugir do clich\u00ea &#8216;apenas fa\u00e7a&#8217;! E aconselha: \u201cdepois que come\u00e7ar, estude, pois vai chegar um momento em que vai precisar de recursos educacionais para poder seguir adiante; e quanto mais preparada voc\u00ea for, melhor vai conseguir passar pelos obst\u00e1culos e ao mesmo tempo, vai saber onde pode buscar solu\u00e7\u00f5es e apoios\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O brech\u00f3 Desapeguei Bonito fica localizado em Bras\u00edlia, na 702\/703 norte e funciona de segunda a s\u00e1bado. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode encontr\u00e1-lo no <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/desapegueibonito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@desapegueibonito<\/a> nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fotos: Gabriella Tomaz<br>Edi\u00e7\u00e3o: Fernanda Peregrino<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se viu gr\u00e1vida e sem emprego, Ana Carolina Rosignoli notou em seu arm\u00e1rio uma oportunidade de ganhar dinheiro. 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