{"id":20988,"date":"2023-09-21T16:51:23","date_gmt":"2023-09-21T19:51:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosasa\/?p=20988"},"modified":"2024-02-04T13:24:05","modified_gmt":"2024-02-04T16:24:05","slug":"copom-reduz-juros-basicos-da-economia-para-1275-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/copom-reduz-juros-basicos-da-economia-para-1275-ao-ano\/","title":{"rendered":"Copom reduz juros b\u00e1sicos da economia para 12,75% ao ano"},"content":{"rendered":"\n<p>O comportamento dos pre\u00e7os fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela segunda vez no semestre. Por unanimidade, o Copom (Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria) reduziu a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em comunicado, o Copom informou que o corte de 0,5 ponto percentual \u00e9 compat\u00edvel com a estrat\u00e9gia para fazer a infla\u00e7\u00e3o convergir para a meta em 2024 e em 2025. Assim, como na reuni\u00e3o anterior, o \u00f3rg\u00e3o reiterou que continuar\u00e1 a promover redu\u00e7\u00f5es na mesma intensidade nos pr\u00f3ximos encontros, mas n\u00e3o informou se prosseguir\u00e1 com os cortes no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO comit\u00ea ressalta ainda que a magnitude total do ciclo de flexibiliza\u00e7\u00e3o ao longo do tempo depender\u00e1 da evolu\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica inflacion\u00e1ria, em especial dos componentes mais sens\u00edveis \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria e \u00e0 atividade econ\u00f4mica, das expectativas de infla\u00e7\u00e3o, em particular as de maior prazo, de suas proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o, do hiato do produto [capacidade ociosa da economia] e do balan\u00e7o de riscos [para a infla\u00e7\u00e3o futura]\u201d, justificou o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De mar\u00e7o de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monet\u00e1rio que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<br><\/strong>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo). Em agosto, o indicador ficou em 0,23% e acumula 3,23% em 12 meses . Ap\u00f3s sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a infla\u00e7\u00e3o voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada pelos economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice fechou o ano passado acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o. Para 2023, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) fixou meta de infla\u00e7\u00e3o de 3,25%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, n\u00e3o podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>No Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cen\u00e1rio base. A proje\u00e7\u00e3o, no entanto, pode ser revista na nova vers\u00e3o do relat\u00f3rio, que ser\u00e1 divulgada no fim de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 4,86%. H\u00e1 um m\u00eas, as estimativas do mercado estavam em 4,9%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00e9dito mais barato<br><\/strong>A redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o cr\u00e9dito e incentivam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da infla\u00e7\u00e3o. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central projetava crescimento de 2% para a economia em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado projeta crescimento maior, principalmente ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu 0,9% no segundo trimestre . Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos preveem expans\u00e3o de 2,89% do PIB em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O comportamento dos pre\u00e7os fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela segunda vez no semestre. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) reduziu a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 12,75% ao ano. 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