{"id":24526,"date":"2024-01-10T15:44:26","date_gmt":"2024-01-10T18:44:26","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=22083"},"modified":"2024-02-04T13:23:42","modified_gmt":"2024-02-04T16:23:42","slug":"governo-quer-mesa-de-negociacao-para-discutir-reoneracao-da-folha-de-pagamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/governo-quer-mesa-de-negociacao-para-discutir-reoneracao-da-folha-de-pagamento\/","title":{"rendered":"Governo quer mesa de negocia\u00e7\u00e3o para discutir reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo federal pretende resolver com uma negocia\u00e7\u00e3o com trabalhadores e empres\u00e1rios seu impasse com o Congresso Nacional acerca da chamada desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para companhias de 17 setores econ\u00f4micos. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do jornal Brasil de Fato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A desonera\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para que essas empresas reduzam sua contribui\u00e7\u00e3o patronal \u00e0 Previd\u00eancia Social calculada sobre o sal\u00e1rio de seus funcion\u00e1rios. A medida entrou em vigor em 2012 baseada numa lei sancionada pela ent\u00e3o presidenta Dilma Rousseff (PT). Deveria ter vig\u00eancia tempor\u00e1ria, mas acabou sendo prorrogada ao longo dos anos. A \u00faltima prorroga\u00e7\u00e3o foi aprovada pelo Congresso Nacional em outubro. Os parlamentares estenderam a desonera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2027.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) chegou a vetar integralmente a prorroga\u00e7\u00e3o. Argumentou que a Reforma da Previd\u00eancia, de 2019, proibiu medidas que pudessem comprometer a arrecada\u00e7\u00e3o para custeio de aposentadorias. O veto, contudo, foi derrubado tamb\u00e9m por decis\u00e3o do Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo, ent\u00e3o, editou uma Medida Provis\u00f3ria (MP) argumentando que o fim da desonera\u00e7\u00e3o era necess\u00e1rio para equilibrar as contas p\u00fablicas. A MP restabeleceu parcialmente a cobran\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es. Ela, por\u00e9m, gerou uma rea\u00e7\u00e3o do Congresso, que n\u00e3o viu com bons olhos a insist\u00eancia do governo num tema j\u00e1 debatido ali.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse ontem (9) que discute com lideran\u00e7as da Casa a possibilidade de devolver a MP ao governo. Se isso ocorrer, ela perderia validade sem sequer ter sido apreciada pelos parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Pacheco, uma decis\u00e3o sobre uma eventual devolu\u00e7\u00e3o sair\u00e1 ainda em janeiro, ou seja, durante o recesso parlamentar. Antes de ela ser anunciada, por\u00e9m, Pacheco prometeu conversar com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pretendemos tomar essa decis\u00e3o ainda no recesso, at\u00e9 porque \u00e9 muito importante ter estabilidade jur\u00eddica&#8221;, afirmou ele, no final da manh\u00e3. &#8220;N\u00e3o tomarei uma decis\u00e3o de devolu\u00e7\u00e3o integral ou parcial sem conversar com o ministro Fernando Haddad. \u00c9 muito importante haver esse di\u00e1logo entre o Legislativo e o Executivo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naquela hora, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), se reunia com representantes das centrais sindicais no Minist\u00e9rio da Fazenda para falar da desonera\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a reuni\u00e3o, ele disse que espera que Pacheco n\u00e3o devolva a MP para que ela siga valendo enquanto o governo discute com empres\u00e1rios e trabalhadores uma solu\u00e7\u00e3o. O ministro esclareceu que, apesar da MP ter vig\u00eancia imediata, neste caso, ela prev\u00ea uma quarentena at\u00e9 abril para retomada dos impostos. Para Marinho, o tempo seria suficiente para uma negocia\u00e7\u00e3o por um consenso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Custo de R$ 9,4 bi<\/strong><br>A desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento custa cerca de R$ 9,4 bilh\u00f5es por ano ao governo federal, segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda. Os 17 setores afetados s\u00e3o: confec\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio; cal\u00e7ados; constru\u00e7\u00e3o; call center; comunica\u00e7\u00e3o; obras de infraestrutura; couro; fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos; m\u00e1quinas e equipamentos; prote\u00edna animal; t\u00eaxtil; tecnologia da informa\u00e7\u00e3o; tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o; projeto de circuitos integrados; transporte metroferrovi\u00e1rio; transporte rodovi\u00e1rio coletivo; e transporte rodovi\u00e1rio de cargas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o G1, quatro entidades do setor produtivo emitiram uma nota, na semana passada, em protesto contra a medida provis\u00f3ria editada pelo governo federal, que reonera a folha de pagamento de 17 setores da economia, limita o uso de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios e revisa o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). As entidades afirmam que as medidas anunciadas &#8220;aumentam o \u00f4nus tribut\u00e1rio que recai sobre o setor produtivo, principal e fundamental gerador de riquezas e empregos que levam ao desenvolvimento econ\u00f4mico e social sustent\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota \u00e9 assinada pela CNA (Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil), CNC (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo), CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria) e CNT (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo afirma que a MP 1202 \u00e9 &#8220;equivocada&#8221; pelo ponto de vista econ\u00f4mico e contraria uma &#8220;inequ\u00edvoca&#8221; vontade pol\u00edtica do Congresso Nacional, pois anula decis\u00f5es tanto de manuten\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento como de derrubada do veto da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica \u00e0 medida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos aumenta o custo de empregar no Brasil e prejudica ainda mais a competitividade da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, que j\u00e1 enfrentam concorr\u00eancia desigual com as importa\u00e7\u00f5es, em especial com o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico internacional, que n\u00e3o paga os mesmos tributos pagos pelo setor produtivo nacional&#8221;, diz o texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O setor produtivo entende a import\u00e2ncia de se buscar o ajuste das contas p\u00fablicas para que a economia possa crescer de forma sustentada. No entanto, o que temos observado \u00e9 o aumento das despesas do setor p\u00fablico e a busca do equil\u00edbrio fiscal com o aumento cont\u00ednuo da receita&#8221;, prossegue a nota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O \u00f4nus do ajuste n\u00e3o pode cair apenas sobre o setor produtivo. O setor p\u00fablico precisa dar sua contribui\u00e7\u00e3o, reduzindo e tornando mais eficientes os seus gastos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nota termina com um apelo do grupo para que o governo federal reconsidere o envio da MP ou, caso n\u00e3o haja o recuo, que o Congresso Nacional a devolva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Neste ano, o Congresso Nacional aprovou a prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos por mais quatro anos \u2014 at\u00e9 31 de dezembro de 2027. A medida foi vetada pelo presidente Lula, mas, em sess\u00e3o conjunta e por ampla maioria, o Legislativo derrubou o veto presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, a prorroga\u00e7\u00e3o foi promulgada pelo Congresso. Isso possibilita que empresas dos 17 setores intensivos em m\u00e3o de obra substituam a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria \u2014 de 20% sobre os sal\u00e1rios dos empregados \u2014 por uma al\u00edquota sobre a receita bruta do empreendimento, que varia de 1% a 4,5%, de acordo com o setor e servi\u00e7o prestado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MP 1202<\/strong><br>A MP re\u00fane um pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tentar zerar o d\u00e9ficit das contas p\u00fablicas federais nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as medidas, est\u00e1 o retorno gradual da cobran\u00e7a de impostos sobre a folha de pagamentos dos 17 setores, que empregam mais de 9 milh\u00f5es de pessoas. A reonera\u00e7\u00e3o gradual entraria em vigor a partir 1\u00ba de abril de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a medida provis\u00f3ria editada, o imposto voltar\u00e1 a incidir sobre a folha de pagamentos, mas com uma &#8220;desonera\u00e7\u00e3o parcial&#8221; na folha de cada trabalhador. O desconto incidir\u00e1 apenas sobre um sal\u00e1rio m\u00ednimo por trabalhador \u2013 a remunera\u00e7\u00e3o que ultrapassar essa faixa sofre a tributa\u00e7\u00e3o normal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A medida provis\u00f3ria muda a l\u00f3gica da desonera\u00e7\u00e3o \u2013 em vez dos 17 setores, o texto cria dois grupos de &#8220;atividades econ\u00f4micas&#8221; com tributa\u00e7\u00e3o diferenciada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o primeiro grupo, que inclui atividades de transporte, comunica\u00e7\u00e3o e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, a tributa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>10% em 2024;<\/li>\n\n\n\n<li>12,5% em 2025;<\/li>\n\n\n\n<li>15% em 2026;<\/li>\n\n\n\n<li>17,5% em 2027.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o segundo grupo, que inclui atividades da ind\u00fastria t\u00eaxtil, da engenharia civil e do mercado editorial, a tributa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>15% em 2024;<\/li>\n\n\n\n<li>16,25% em 2025;<\/li>\n\n\n\n<li>17,5% em 2026;<\/li>\n\n\n\n<li>18,75% em 2027.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto e informa\u00e7\u00f5es de Brasil de Fato e G1.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desonera\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para que essas empresas reduzam sua contribui\u00e7\u00e3o patronal \u00e0 Previd\u00eancia Social calculada sobre o sal\u00e1rio de seus funcion\u00e1rios. <\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":19623,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[247,2506,341,317,2748,249,250],"class_list":["post-24526","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios-e-economia","tag-comercio","tag-desoneracao","tag-economia","tag-empreendedorismo","tag-reoneracao","tag-varejo","tag-vendas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24526\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}