{"id":28022,"date":"2025-03-14T16:14:19","date_gmt":"2025-03-14T19:14:19","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=28022"},"modified":"2025-01-15T11:31:24","modified_gmt":"2025-01-15T14:31:24","slug":"incertezas-economicas-e-inflacao-principais-causas-de-mudanca-de-padrao-do-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/incertezas-economicas-e-inflacao-principais-causas-de-mudanca-de-padrao-do-consumidor\/","title":{"rendered":"Incertezas econ\u00f4micas e infla\u00e7\u00e3o: principais causas de mudan\u00e7a de padr\u00e3o do consumidor"},"content":{"rendered":"<p>A mais recente edi\u00e7\u00e3o da EY Future Consumer Index, pesquisa peri\u00f3dica realizada pela EY-Parthenon, bra\u00e7o de consultoria estrat\u00e9gica da EY, uma das maiores consultorias e auditorias do mundo, indica que as incertezas econ\u00f4micas, press\u00f5es inflacion\u00e1rias e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o as principais causas para os consumidores mudarem seus padr\u00f5es de consumo e de gasto. No Brasil, 81% dos entrevistados afirmam que est\u00e3o mais focados na rela\u00e7\u00e3o custo x benef\u00edcio e 64% dizem que s\u00e3o mais propensos a consertar as coisas do que substitu\u00ed-las. <a href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em<\/a> compara\u00e7\u00e3o, as m\u00e9dias <a href=\"https:\/\/site.cndl.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">globais<\/a> s\u00e3o respectivamente 72% e 66%.<\/p>\n<p>\u201cOs fatores externos como taxa de juros, infla\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-covid, guerras e conflitos entre pa\u00edses e elei\u00e7\u00f5es t\u00eam liga\u00e7\u00e3o direta com esse sentimento de incerteza e com altos n\u00edveis de consci\u00eancias de gastos que ainda \u00e9 muito marcante no estudo. Todos esses aspectos s\u00e3o cruciais para a decis\u00e3o de compra dos consumidores e no Brasil temos esse reflexo tamb\u00e9m, al\u00e9m das particularidades socioecon\u00f4micas e culturais do pa\u00eds\u201d, afirma Nat\u00e1lia Sperati, s\u00f3cia de estrat\u00e9gia da EY-Parthenon para varejo e bens de consumo para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, que ouviu mais de 23 mil pessoas em 30 pa\u00edses, 83% dos brasileiros t\u00eam pensado muito sobre o futuro, 45% est\u00e3o muito preocupados com suas finan\u00e7as, 58% est\u00e3o muito preocupados com a economia do pa\u00eds e 35% est\u00e3o muito preocupados com o acesso \u00e0s necessidades b\u00e1sicas. Como comparativo, os mesmos \u00edndices no recorte global s\u00e3o respectivamente 51%, 39%, 45% e 28%. \u201cIsso comprova que o brasileiro ainda segue muito sens\u00edvel a pre\u00e7o e, por diversos motivos, esse ainda \u00e9 o fator determinante para uma compra. Vemos uma diminui\u00e7\u00e3o dessa sensibilidade comparado aos anos anteriores, mas ainda \u00e9 um indicativo muito forte\u201d, refor\u00e7a Sperati.<\/p>\n<p>Dessa forma, a pesquisa indica um fortalecimento no consumo de private labels, ou marcas pr\u00f3prias de varejistas. 62% dos brasileiros dizem que as marcas pr\u00f3prias satisfazem suas necessidades t\u00e3o bem quanto os produtos de marca e 32% dizem que est\u00e3o felizes em comprar produtos que imitam marcas populares ou de alto padr\u00e3o, mas os vendem a um pre\u00e7o mais barato. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s marcas \u2018tradicionais\u2019, 86% afirmam que perceberam que algumas marcas reduziram o tamanho das embalagens, mas o pre\u00e7o \u00e9 o mesmo ou mais caro e 59% dizem que s\u00f3 compram produtos de marca quando est\u00e3o em promo\u00e7\u00e3o, liquida\u00e7\u00e3o ou desconto. Cristiane Amaral, s\u00f3cia-l\u00edder de Consumo e Varejo para Am\u00e9rica Latina na EY, explica que \u201cesse movimento j\u00e1 vem se tornando mais presente porque \u00e9 uma forma pr\u00e1tica de concretizar a busca pelo custo x benef\u00edcio. E agora, as marcas ter\u00e3o um trabalho ainda maior para se destacarem, j\u00e1 que a tend\u00eancia \u00e9 um consumidor cada vez mais seletivo e ominichannel\u201d.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancias do consumidor, digitaliza\u00e7\u00e3o e fideliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO foco tem de ser sempre no consumidor e a estrat\u00e9gia tem de ser integrada para gerar uma experi\u00eancia significativa. Isso vai muito al\u00e9m do pre\u00e7o do produto, passa por estrat\u00e9gias de CRM, retail marketing, influenciadores digitais\/social media e pelos programas de fideliza\u00e7\u00e3o integrados, unindo o on e o offline\u201d, explica Cristiane.<\/p>\n<p>O estudo traz dados que refor\u00e7am isso, como os 48% de brasileiros que se inscreveram no mailing de um varejista em troca de um desconto\/voucher, por exemplo. Al\u00e9m disso, 77% dos brasileiros entrevistados apontam frete ou devolu\u00e7\u00f5es gr\u00e1tis como o principal recurso para aderirem a programas de fidelidade ou recompensas, enquanto 61% apontam descontos exclusivos e vouchers e, em terceiro lugar, com 56% tem-se o ganho de pontos por fidelidade. \u201cOs programas de fidelidade devem ter ra\u00edzes digitais para se alinharem \u00e0s mudan\u00e7as nas prefer\u00eancias e comportamentos do consumidor, em um movimento cada vez mais personalizado de ativa\u00e7\u00e3o. A omnicanalidade \u00e9 primordial para o programa funcionar, j\u00e1 que entende melhor o consumidor no centro e suas diferentes intera\u00e7\u00f5es\u201d, aponta Sperati.<\/p>\n<p>Outro ponto importante para o Brasil foi a ascens\u00e3o dos influenciadores e das m\u00eddias sociais. A pesquisa mostrou que, no Brasil, 54% dos entrevistados dizem que seguem influenciadores de m\u00eddia social, blogueiros ou vloggers. E, mais do que isso, 78% dos brasileiros dizem que consideram as recomenda\u00e7\u00f5es de produtos de influenciadores confi\u00e1veis e 61% dizem que suas decis\u00f5es de compra s\u00e3o moldadas por influenciadores.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a dos dados<\/strong><\/p>\n<p>Com as estrat\u00e9gias cada vez mais digitais e online, a seguran\u00e7a dos dados \u00e9 um fator de muita preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente no Brasil, como indica o estudo. 77% dos brasileiros est\u00e3o preocupados com roubo de identidade, 71% est\u00e3o muito preocupadas com viola\u00e7\u00f5es de dados e hackers e 66% est\u00e3o muito preocupados que informa\u00e7\u00f5es privadas sejam tornadas p\u00fablicas. Respectivamente, as m\u00e9dias globais s\u00e3o 61%, 59%, e 54%.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es referentes ao uso de cookies tamb\u00e9m foram trazidas na pesquisa como um sinal de alerta para as marcas. 75% dos brasileiros est\u00e3o muito preocupados que seus detalhes n\u00e3o sejam armazenados com seguran\u00e7a e sejam roubados por terceiros, 72% est\u00e3o muito preocupados que os detalhes coletados sejam usados \u200b\u200bcontra eles em um ataque cibern\u00e9tico, 58% est\u00e3o muito preocupados que an\u00fancios personalizados sejam vistos por outros, revelando seu hist\u00f3rico de navega\u00e7\u00e3o e, por fim, 38% est\u00e3o muito preocupados que sejam encorajados a fazer compras que n\u00e3o teriam feito de outra forma. \u201cMais uma vez, o Brasil apresenta m\u00e9dias mais altas do que as globais que s\u00e3o, respectivamente, 65%, 62%, 39% e 36%. Isso refor\u00e7a que, por mais que o brasileiro esteja preocupado com o pre\u00e7o e com o custo x benef\u00edcio do produto\/servi\u00e7o, as marcas tamb\u00e9m devem se atentar a outros pilares, como oferecer ambientes seguros na transa\u00e7\u00e3o e na forma de captura de informa\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio\u201d, finaliza Nat\u00e1lia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa global da EY-Parthenon mostra que 81% dos brasileiros est\u00e3o mais focados na rela\u00e7\u00e3o<br \/>\ncusto x benef\u00edcio enquanto esse n\u00famero cai para 72% na m\u00e9dia global<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":28151,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[247,341,317,618,336,360,249,250],"class_list":["post-28022","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-negocios-e-economia","tag-comercio","tag-economia","tag-empreendedorismo","tag-financas","tag-gestao","tag-negocios","tag-varejo","tag-vendas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28022","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28022"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28022\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}