{"id":28852,"date":"2025-04-15T13:47:16","date_gmt":"2025-04-15T16:47:16","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=28852"},"modified":"2025-04-15T13:47:16","modified_gmt":"2025-04-15T16:47:16","slug":"imprevistos-com-saude-manutencao-da-casa-e-descontrole-orcamentario-sao-as-principais-causas-da-inadimplencia-no-pais-apontam-cndl-spc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/imprevistos-com-saude-manutencao-da-casa-e-descontrole-orcamentario-sao-as-principais-causas-da-inadimplencia-no-pais-apontam-cndl-spc-brasil\/","title":{"rendered":"Imprevistos com sa\u00fade, manuten\u00e7\u00e3o da casa e descontrole or\u00e7ament\u00e1rio s\u00e3o as principais causas da inadimpl\u00eancia no pa\u00eds, apontam CNDL\/SPC Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A alta inadimpl\u00eancia no pa\u00eds impacta diretamente a economia e vida financeira dos consumidores. Apesar do cen\u00e1rio de queda no desemprego, o <a href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00famero<\/a> de fam\u00edlias endividadas bate recorde no Brasil. De acordo com levantamento realizado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (<a href=\"https:\/\/site.cndl.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CNDL<\/a>) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise Pesquisas, as principais causas da inadimpl\u00eancia dos consumidores entrevistados foram os imprevistos com problemas de sa\u00fade, morte, manuten\u00e7\u00e3o da casa, carro etc. (19%) e a falta de controle financeiro do or\u00e7amento (17%). J\u00e1 15% dos inadimplentes afirmaram que tiveram queda da renda e para 14% os pre\u00e7os subiram muito.<\/p>\n<p>De acordo com os entrevistados, as contas que est\u00e3o com o pagamento em atraso s\u00e3o: cart\u00e3o de cr\u00e9dito (15%), conta de \u00e1gua e luz (10%), cheque especial (9%), empr\u00e9stimo em banco ou financeira (9%) e telefone (8%).<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os que est\u00e3o com o pagamento em atraso e foram negativados, as contas em atraso s\u00e3o: cart\u00e3o de cr\u00e9dito (23%), empr\u00e9stimo em banco ou financeira (16%), credi\u00e1rio (12%), cheque especial (12%) e contas de \u00e1gua e\/ou luz (9%).<\/p>\n<p>\u201cO Governo tem olhado com aten\u00e7\u00e3o para a quest\u00e3o da inadimpl\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o, inclusive tem lan\u00e7ado programas de negocia\u00e7\u00e3o e de refinanciamento das d\u00edvidas, mas n\u00e3o t\u00eam surtido o efeito esperado. Al\u00e9m da quest\u00e3o dos juros altos, que impactam diretamente na capacidade de pagamento das contas, temos hoje um cen\u00e1rio de consumo exacerbado influenciado pelas redes sociais. O consumidor muitas vezes compra no impulso e depois n\u00e3o consegue honrar com os pagamentos\u201d, destaca o presidente da CNDL, Jos\u00e9 C\u00e9sar da Costa.<\/p>\n<p>O impulso de consumo e a falta de planejamento financeiro est\u00e3o entre os fatores que levam muitos consumidores \u00e0 inadimpl\u00eancia. Entre aqueles que relataram ter ficado com contas em atraso por descontrole financeiro, 43% admitiram que aproveitaram uma promo\u00e7\u00e3o sem avaliar se cabia no or\u00e7amento. Outros 23% justificaram a compra afirmando que desejavam muito determinado produto ou servi\u00e7o e, se esperassem sobrar dinheiro, levaria tempo demais para adquiri-lo. J\u00e1 19% revelaram que estavam emocionalmente abalados e acabaram gastando como uma forma de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, nos \u00faltimos tr\u00eas meses anteriores \u00e0 pesquisa, o consumo sem planejamento foi uma realidade para muitos entrevistados. Quase metade (47%) admitiu ter feito compras sabendo que o pagamento seria dif\u00edcil, enquanto 39% adquiriram produtos ou servi\u00e7os sem avaliar se conseguiriam quit\u00e1-los. A pesquisa mostra ainda que 29% afirmaram ter comprado algo conscientes de que n\u00e3o deveriam ter condi\u00e7\u00f5es de pagar, evidenciando a influ\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es e do impacto da falta de organiza\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento na inadimpl\u00eancia das fam\u00edlias, especialmente em um cen\u00e1rio de crescente endividamento.<\/p>\n<p><strong>Internet, \u00e1gua, luz e telefone s\u00e3o as principais contas com pagamento em dia<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prioridade no pagamento, os consumidores entrevistados admitem que os principais compromissos financeiros com o pagamento em dia s\u00e3o as contas de internet (73%), \u00e1gua e luz (68%), telefone (65%), TV por assinatura (59%), e plano de sa\u00fade (48%).<\/p>\n<p>J\u00e1 os principais itens comprados no cr\u00e9dito sem pagamento foram: supermercado (52%), roupas, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (36%), rem\u00e9dios (34%), eletrodom\u00e9sticos (24%), e combust\u00edvel (22%).<\/p>\n<p>\u201cOs smartphones passaram a ter uma import\u00e2ncia tanto social quanto profissional na vida das pessoas. Ter como prioridade o pagamento das contas de internet e celular mostra o poder e a import\u00e2ncia dessas ferramentas na vida da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante saber utilizar a tecnologia como aliada na hora de comprar, fazendo pesquisa de pre\u00e7os\u201d, destaca Costa.<\/p>\n<p><strong>Para 77% dos inadimplentes, quitar d\u00edvidas vai comprometer o pagamento de contas b\u00e1sicas como \u00e1gua, luz e telefone. Para a metade, a negativa\u00e7\u00e3o do nome \u00e9 a principal consequ\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Oito em cada dez inadimplentes (84%) afirmam que tem condi\u00e7\u00f5es de pagar as d\u00edvidas nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses, sendo que 51% pretendem quitar as pend\u00eancias integralmente e 23% parcialmente. Por outro lado, 16% n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar suas d\u00edvidas nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>As d\u00edvidas apresentam valor m\u00e9dio de R$ 2.444, sendo que 21% possuem d\u00edvidas entre R$ 2.500 at\u00e9 R$ 7.500 e 14% entre R$ 500 e R$ 1.000.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o que se 77% dos entrevistados quitassem todas as d\u00edvidas atrasadas, o pagamento das suas contas b\u00e1sicas como \u00e1gua, luz, telefone, alimentos e aluguel (se houver) estaria comprometido, seja totalmente (40%) ou parcialmente (37%).<\/p>\n<p>Um quarto dos entrevistados (26%) afirmam que os d\u00e9bitos comprometem entre 50% e 75% de seus ganhos, enquanto 22% dizem que as d\u00edvidas consomem entre 25% e 50% de sua renda. J\u00e1 20% declaram que as pend\u00eancias financeiras representam at\u00e9 25% dos seus rendimentos.<\/p>\n<p>Considerando aqueles que pretendem quitar total ou integralmente suas d\u00edvidas nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses, 33% v\u00e3o fazer cortes no or\u00e7amento para economizar, 27% pretendem fazer um acordo com o credor parcelando o valor, 25% v\u00e3o fazer algum tipo de bico para gerar renda extra e 23% v\u00e3o utilizar dinheiro de comiss\u00f5es, b\u00f4nus, f\u00e9rias etc.<\/p>\n<p>Aqueles que t\u00eam inten\u00e7\u00e3o de economizar para quitar suas d\u00edvidas, devem cortar gastos principalmente com lazer (50%), alimenta\u00e7\u00e3o fora de casa e delivery (49%), vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados (43%), produtos de beleza (34%) e sal\u00e3o de beleza (30%).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos principais desafios enfrentados por inadimplentes na hora de regularizar suas pend\u00eancias financeiras, para 20%, a maior barreira \u00e9 deixar de comprar coisas n\u00e3o essenciais que gosta, seguido de n\u00e3o ter de onde tirar dinheiro (20%), enquanto 19% apontaram a queda da renda. Al\u00e9m disso, 18% afirmam renunciar a itens essenciais para seu sustento e o da fam\u00edlia, como principal obst\u00e1culo.<\/p>\n<p>Perguntados sobre as consequ\u00eancias do n\u00e3o pagamento das d\u00edvidas, os entrevistados destacaram a negativa\u00e7\u00e3o do nome (51%), o pagamento de taxas de juros mais altas (35%) e a perda de cr\u00e9dito em lojas e bancos (31%).<\/p>\n<p><strong>Quase a metade (45%) dos inadimplentes se sentem pressionados a gastar mais quando est\u00e3o com a fam\u00edlia e amigos. 39% concordam que navegar nas redes sociais faz com que comprem sem pensar se podem pagar<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 53% quase sempre cedem aos seus impulsos quando querem muito comprar algo, 53% gastam mais dinheiro do que o or\u00e7amento permite, 48% compram sem planejar para se sentir melhor e se valorizarem, 42% admitem que se endividaram porque o prazer de comprar \u00e9 maior do que seu controle financeiro, 39% concordam que navegar nas redes sociais com frequ\u00eancia faz com que comprem sem pensar se t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar, 36% dizem que as pessoas afirmam que eles compram demais e 33% dizem que gastam mais do que podem, acumulando d\u00edvidas, para acompanhar o padr\u00e3o de vida de amigos.<\/p>\n<p>As decis\u00f5es financeiras n\u00e3o s\u00e3o apenas individuais, mas influenciam diretamente a din\u00e2mica dos relacionamentos. Quase a metade (45%) concordam que se sentem pressionados a gastar mais quando est\u00e3o com a fam\u00edlia e amigos. Al\u00e9m disso, 44% dizem que sua reputa\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo afetada pelas d\u00edvidas com o pagamento em atraso.<\/p>\n<p>O consumo para agradar familiares tamb\u00e9m pesa: 43% frequentemente gastam mais do que podem para satisfazer as vontades de parceiros, namorados(as) e filhos. Como consequ\u00eancia, o aumento dos conflitos dentro de casa uma vez que, 32% relatam que a forma como administra seu dinheiro \u00e9 motivo frequente de brigas com os pais, familiares pr\u00f3ximos e\/ou c\u00f4njuge.<\/p>\n<p>\u201cO levantamento revelou que a impulsividade e o descontrole financeiro desempenham um papel significativo na contra\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, com muitos consumidores adquirindo bens e servi\u00e7os sem planejamento ou sem considerar sua real capacidade de pagamento. Esse comportamento, al\u00e9m de comprometer a estabilidade financeira, tamb\u00e9m impacta os relacionamentos interpessoais. Os resultados da pesquisa refor\u00e7am a necessidade de maior conscientiza\u00e7\u00e3o sobre h\u00e1bitos de consumo e planejamento financeiro, bem como o desenvolvimento de estrat\u00e9gias para evitar o endividamento excessivo, e que principalmente que comprometa o pagamento das despesas mensais\u2019, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro J\u00fanior.<\/p>\n<p><strong>77% tentaram negociar as d\u00edvidas, nove em cada dez receberam cobran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da dificuldade em pagar as d\u00edvidas e manter as contas em dia, 77% dos inadimplentes tentaram negociar a d\u00edvida, principalmente procurando o credor (31%). Enquanto 23% procuraram e foram procurados para a negocia\u00e7\u00e3o e 18% foram procurados pelo credor. Por outro lado, 19% n\u00e3o tentaram um acordo para o pagamento.<\/p>\n<p>Nove em cada dez consumidores (92%) se prepararam para a negocia\u00e7\u00e3o, principalmente pesquisando o valor da d\u00edvida atual com juros e multas (31%). J\u00e1 29% procurando informa\u00e7\u00f5es sobre as formas de pagamento da d\u00edvida, e 28% pesquisando o valor inicial da d\u00edvida.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, 88% dos inadimplentes t\u00eam recebido cobran\u00e7a das d\u00edvidas em atraso por parte dos credores, principalmente por e-mail (33%), SMS (33%) e WhatsApp (31%).<\/p>\n<p>Entre os que passaram por essa situa\u00e7\u00e3o, 33% relatam sentimentos constrangimento, enquanto 30% sentem-se chateados. Al\u00e9m disso, 27% mencionam ang\u00fastia, 26% tristeza e 24% a press\u00e3o gerada pelo contato dos credores.<\/p>\n<p>Mais da metade dos entrevistados afirma que a cobran\u00e7a foi feita de forma respeitosa (53%). Por outro lado, 27% disseram que foi impessoal, 15% amea\u00e7adora e 14% agressiva.<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>P\u00fablico-alvo: Consumidores com contas em atraso h\u00e1 mais de 3 meses, de todas as capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>M\u00e9todo de coleta: pesquisa realizada via web e p\u00f3s-ponderada por sexo, idade, estado, renda e escolaridade.<\/p>\n<p>Tamanho amostral da Pesquisa: 600 casos, gerando uma margem de erro no geral de 4 p. p. para um intervalo de confian\u00e7a a 95%.<\/p>\n<p>Data de coleta dos dados: 22 a 30 de janeiro de 2025<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, \u00e1gua e luz, cheque especial e empr\u00e9stimos s\u00e3o os principais compromissos financeiros em atraso. 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