{"id":29720,"date":"2026-01-09T07:10:32","date_gmt":"2026-01-09T10:10:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=29720"},"modified":"2026-02-03T14:46:23","modified_gmt":"2026-02-03T17:46:23","slug":"varejo-brasileiro-mira-expansao-internacional-mas-cautela-cresce-em-relacao-aos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/varejo-brasileiro-mira-expansao-internacional-mas-cautela-cresce-em-relacao-aos-eua\/","title":{"rendered":"Varejo brasileiro mira expans\u00e3o internacional, mas cautela cresce em rela\u00e7\u00e3o aos EUA"},"content":{"rendered":"<p>O desejo de levar marcas nacionais para al\u00e9m das fronteiras segue em alta entre os empres\u00e1rios do setor. Segundo o Relat\u00f3rio do Varejo 2025, elaborado pela Adyen, uma em cada cinco varejistas brasileiras com faturamento acima de R$ 60 mil planeja expandir suas opera\u00e7\u00f5es para outros pa\u00edses neste ano.<\/p>\n<p>O levantamento, realizado com 500 empresas brasileiras entre fevereiro e mar\u00e7o, mostra que os Estados Unidos ainda s\u00e3o o destino mais <a href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desejado<\/a>, seguido por Argentina e Chile. Juntos, esses mercados representam a principal rota de internacionaliza\u00e7\u00e3o para o varejo brasileiro.<\/p>\n<p>Apesar da atratividade do mercado americano, o estudo aponta um dado importante: 41% dos empres\u00e1rios brasileiros citaram os EUA como destino favorito em 2025, queda de sete pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. A retra\u00e7\u00e3o acontece em meio ao aumento das barreiras tarif\u00e1rias e \u00e0 maior complexidade log\u00edstica para competir em um dos mercados mais maduros e disputados do mundo.<\/p>\n<p>Ainda assim, os EUA seguem como vitrine global e trampolim para marcas que querem conquistar escala, acesso a capital e <a href=\"https:\/\/site.cndl.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">visibilidade<\/a> internacional.<\/p>\n<p><strong>Am\u00e9rica do Sul como porta de entrada<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto isso, Argentina e Chile aparecem como alternativas estrat\u00e9gicas de expans\u00e3o. Al\u00e9m da proximidade geogr\u00e1fica e cultural, esses pa\u00edses oferecem custos operacionais mais acess\u00edveis e consumidores que j\u00e1 est\u00e3o familiarizados com marcas brasileiras. Para muitos varejistas, a Am\u00e9rica do Sul funciona como porta de entrada para a internacionaliza\u00e7\u00e3o, permitindo testar modelos de neg\u00f3cio antes de investir em mercados mais complexos.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o internacional do varejo brasileiro tem sido puxada, principalmente, por segmentos como moda, cal\u00e7ados, cosm\u00e9ticos e alimentos, setores que carregam forte identidade nacional e capacidade de diferencia\u00e7\u00e3o. Marcas como Havaianas, Melissa e Natura j\u00e1 consolidaram presen\u00e7a fora do pa\u00eds e se tornaram refer\u00eancias nesse movimento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da busca por novos consumidores, fatores como a diversifica\u00e7\u00e3o de riscos, a exposi\u00e7\u00e3o a moedas mais fortes e a possibilidade de ganhar competitividade em inova\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m influenciam o apetite das empresas por expans\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Desafios \u00e0 vista<\/strong><\/p>\n<p>Se por um lado a ambi\u00e7\u00e3o internacional cresce, por outro, os desafios n\u00e3o s\u00e3o poucos: adequa\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria, barreiras alfandeg\u00e1rias, custos log\u00edsticos e diferen\u00e7as culturais podem atrasar ou inviabilizar planos de entrada em outros mercados. A ofensiva tarif\u00e1ria recente dos EUA contra o Brasil refor\u00e7a esse alerta, exigindo das empresas maior cautela estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Com o varejo cada vez mais digitalizado e consumidores globais mais conectados, a internacionaliza\u00e7\u00e3o tende a se tornar pauta recorrente para empresas brasileiras de diferentes portes. O movimento exige preparo, vis\u00e3o de longo prazo e, sobretudo, capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a cen\u00e1rios em constante mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Seja mirando os EUA, explorando mercados vizinhos ou testando canais cross border, o fato \u00e9 que o varejo brasileiro est\u00e1 mais confiante em buscar espa\u00e7o al\u00e9m das fronteiras, ainda que os pr\u00f3ximos passos precisem ser dados com prud\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desejo de levar marcas nacionais para al\u00e9m das fronteiras segue em alta entre os empres\u00e1rios do setor<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":27664,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70,26],"tags":[1139],"class_list":["post-29720","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-negocios-e-economia","tag-varejo-brasileiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29720"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29720\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}