{"id":30016,"date":"2025-12-11T16:24:31","date_gmt":"2025-12-11T19:24:31","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=30016"},"modified":"2025-10-30T08:34:00","modified_gmt":"2025-10-30T11:34:00","slug":"user-generated-content-ja-nao-lidera-engajamento-mas-continua-relevante-para-pequenos-negocios-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/user-generated-content-ja-nao-lidera-engajamento-mas-continua-relevante-para-pequenos-negocios-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"User Generated Content j\u00e1 n\u00e3o lidera engajamento, mas continua relevante para pequenos neg\u00f3cios, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>Ao longo dos anos, as m\u00eddias sociais sempre defenderam a <a href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ideia<\/a> de que User Generated Content, conhecido como UGC, seria a for\u00e7a vital do engajamento digital. A ideia de que clientes reais dariam autenticidade \u00e0s p\u00e1ginas das marcas e construiriam comunidades fi\u00e9is era quase um consenso no marketing. Por\u00e9m, um novo levantamento da Photoroom, plataforma l\u00edder em edi\u00e7\u00e3o de imagens com IA, revela que essa cren\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o se sustenta.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, apenas 7% das marcas ainda consideram o UGC um dos principais motores de engajamento nas redes sociais, apesar de quase um ter\u00e7o continuar a utiliz\u00e1-lo em p\u00e1ginas de e-commerce. O levantamento ainda indica que 77% das empresas incorporam o UGC em algum ponto de sua comunica\u00e7\u00e3o, como nas listagens de produtos (30%), em ativos de marketing (21%) e em ambos (26%), mas menos de 10% avaliam que ele contribui de forma significativa para intera\u00e7\u00f5es nas redes.<\/p>\n<p>Para Matt Rouif, CEO da Photoroom, a percep\u00e7\u00e3o das marcas nem sempre corresponde ao impacto real do UGC. \u201cO conte\u00fado gerado por usu\u00e1rio j\u00e1 foi sin\u00f4nimo de autenticidade, mas as redes est\u00e3o saturadas e at\u00e9 fotos amadoras podem parecer roteirizadas. Isso n\u00e3o significa que perdeu valor, e sim que precisa ser usado no contexto certo, com qualidade visual que valorize o produto\u201d, pontua.<\/p>\n<p>A queda de efic\u00e1cia est\u00e1 ligada \u00e0 supersatura\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e \u00e0 mudan\u00e7a nas expectativas do p\u00fablico. Consumidores mais jovens, como millenials e Gera\u00e7\u00e3o Z, s\u00e3o expostos a tantos formatos que deixaram de ver o UGC como algo espont\u00e2neo. Al\u00e9m disso, imagens amadoras muitas vezes n\u00e3o mostram os produtos em seu melhor \u00e2ngulo, criando uma barreira visual que desestimula cliques e intera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O estudo revela, por\u00e9m, que o UGC mant\u00e9m relev\u00e2ncia em setores espec\u00edficos, como beleza e cuidados com a pele, que s\u00e3o categorias em que ele segue impulsionando convers\u00f5es. Nesses casos, consumidores valorizam ver texturas, cores reais e resultados pr\u00e1ticos, ou seja, fatores que fotos de clientes costumam mostrar melhor do que imagens de est\u00fadio. Em contrapartida, nichos como joias e acess\u00f3rios dependem de imagens profissionais, pois os consumidores exigem alta resolu\u00e7\u00e3o para avaliar detalhes e acabamento.<\/p>\n<p>Para pequenos varejistas, o UGC segue sendo um recurso estrat\u00e9gico e acess\u00edvel. Muitos contam com or\u00e7amentos reduzidos para fotografia ou campanhas profissionais e aproveitam as fotos enviadas por clientes como ponto de partida para divulgar produtos.<\/p>\n<p>Rouif conta que, segundo relatos recebidos de pequenos lojistas, avalia\u00e7\u00f5es com fotos feitas por clientes aumentam o clique e a inten\u00e7\u00e3o de compra. Quando combinadas a fotos de est\u00fadio, essas imagens ajudam os consumidores a se verem no produto e contribuem para a convers\u00e3o. Ele acrescenta que, com editores de fotos baseados em IA, mesmo lojas de menor porte conseguem redimensionar e ajustar a qualidade dessas fotos para garantir consist\u00eancia visual nas p\u00e1ginas e campanhas.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2020 sabe-se que o Instagram favoreceu imagens mais elaboradas e est\u00e9ticas, enquanto o TikTok popularizou v\u00eddeos curtos e crus, considerados mais aut\u00eanticos. Durante a pandemia, por exemplo, o uso de UGC cresceu quando as marcas recorreram a ele para suprir restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e operacionais. Isso mostra que a import\u00e2ncia do conte\u00fado gerado por usu\u00e1rio oscila conforme as plataformas, as tend\u00eancias culturais e as condi\u00e7\u00f5es do mercado.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da Photoroom refor\u00e7a que, mesmo com a perda de protagonismo nas redes sociais, o UGC continua sendo um recurso eficaz para construir confian\u00e7a, reduzir barreiras de compra e fortalecer marcas menores, especialmente quando combinado com ferramentas de edi\u00e7\u00e3o de fotos que melhoram a qualidade visual sem comprometer a autenticidade.<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio \u00e9 baseado em duas fontes de dados: uma pesquisa interna da Photoroom entre os usu\u00e1rios e uma pesquisa externa entre propriet\u00e1rios de pequenas empresas e gerentes do setor. A Photoroom realizou a pesquisa com clientes em um painel de 1.131 usu\u00e1rios nos EUA, no Reino Unido e no Brasil, de 5 de dezembro de 2024 a 13 de janeiro de 2025. A pesquisa externa foi realizada via Centiment em um painel de 1.575 profissionais de 12 de dezembro de 2024 a 31 de dezembro de 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3 7% das marcas veem o UGC como motor de engajamento nas redes, mas ele segue gerando confian\u00e7a e convers\u00f5es em segmentos como beleza e moda<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":25859,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2277],"tags":[5834],"class_list":["post-30016","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pesquisa","tag-user-generated-content"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30016","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30016"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30016\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25859"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}