{"id":31254,"date":"2026-07-11T10:18:47","date_gmt":"2026-07-11T13:18:47","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=31254"},"modified":"2026-05-07T11:16:04","modified_gmt":"2026-05-07T14:16:04","slug":"ser-proativo-no-trabalho-envolve-cuidados-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/ser-proativo-no-trabalho-envolve-cuidados-2\/","title":{"rendered":"Ser proativo no trabalho envolve cuidados"},"content":{"rendered":"<p>Ser proativo no trabalho pode ajudar a melhorar processos e a alcan\u00e7ar resultados mais positivos, algo valorizado tanto por profissionais quanto por empresas. At\u00e9 a\u00ed, nenhuma novidade.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o se sabia \u2013 e foi alvo de estudo acad\u00eamico \u2013 \u00e9 que a proatividade pode envolver um custo relevante: a <a href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fadiga<\/a> gerada pelo esfor\u00e7o constante de antecipa\u00e7\u00e3o e melhoria pode comprometer a execu\u00e7\u00e3o de tarefas rotineiras, j\u00e1 dominadas pelos trabalhadores.<\/p>\n<p>O foco do estudo n\u00e3o foi questionar a import\u00e2ncia da proatividade, mas <a href=\"https:\/\/site.cndl.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entender<\/a> como adot\u00e1-la sem prejudicar a produtividade e o bem-estar. O tema foi alvo de artigo publicado no site Harvard Business Review, escrito por tr\u00eas professoras ligadas a institui\u00e7\u00f5es diversas que fizeram o estudo sobre os efeitos da proatividade em trabalhadores franceses.<\/p>\n<p>Para equilibrar esse cen\u00e1rio, as autoras apresentam estrat\u00e9gias pr\u00e1ticas (detalhadas ao final do texto) que podem ser adotadas por profissionais e empresas para reduzir a fadiga, como pausas regulares, maior flexibilidade na agenda e prioriza\u00e7\u00e3o de tarefas.<\/p>\n<p><strong>Queda no desempenho cognitivo<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNo estudo, descobrimos que quanto mais esfor\u00e7o as pessoas fazem procurando maneiras de melhorar seu trabalho (em vez de apenas faz\u00ea-lo), pior \u00e9 seu desempenho cognitivo no final do dia, em compara\u00e7\u00e3o com os dias em que n\u00e3o foram especialmente proativas\u201d, dizem as autoras do artigo, que \u00e9 assinado por Mouna El Mansouri, professora assistente de Comportamento Organizacional na EDHEC Business School em Lille, Fran\u00e7a; Karoline Strauss, professora de administra\u00e7\u00e3o na ESSEC Business School em Paris; e Doris Fay, professora titular de Psicologia do Trabalho e Organizacional na Universidade de Potsdam, Alemanha.<\/p>\n<p>Mas nem tudo \u00e9 conclusivo ou definitivo neste e em estudos anteriores conduzidos pelo grupo. Segundo o artigo, as explica\u00e7\u00f5es para a associa\u00e7\u00e3o entre proatividade e queda de rendimento baseiam-se em hip\u00f3teses consistentes, por\u00e9m ainda em evolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Indiv\u00edduos que buscam melhorar constantemente suas tarefas precisam se afastar de rotinas j\u00e1 consolidadas, abrindo m\u00e3o de automatismos que reduzem o esfor\u00e7o mental para lidar com novas demandas cognitivas.<\/p>\n<p>Ou seja, investir tempo e energia em novas formas de trabalhar pode gerar o chamado \u201ccusto cognitivo da proatividade\u201d. Esse processo tende a aumentar a fadiga mental, o que, segundo pesquisas anteriores, dificulta atividades como concentra\u00e7\u00e3o, processamento de informa\u00e7\u00f5es e tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Estudos anteriores j\u00e1 demonstraram que tomar iniciativa no trabalho, al\u00e9m de ganhos evidentes de efici\u00eancia para as empresas, pode aumentar o senso de prop\u00f3sito, o engajamento e a adaptabilidade dos profissionais. No entanto, as pesquisadoras questionam se essa mesma proatividade tamb\u00e9m pode esgotar recursos mentais ao romper padr\u00f5es autom\u00e1ticos de execu\u00e7\u00e3o das tarefas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>As rotinas, nesse contexto, desempenham papel fundamental: ajudam a otimizar o tempo e a preservar energia cognitiva. Quando uma tarefa \u00e9 repetida de forma consistente, ela se torna progressivamente autom\u00e1tica, exigindo menos esfor\u00e7o mental, o que \u00e9 essencial para manter o desempenho ao longo do dia.<\/p>\n<p><strong>Como ser proativo e evitar a fadiga<\/strong><\/p>\n<p>A proatividade continua sendo essencial para fortalecer o v\u00ednculo com o trabalho e gerar inova\u00e7\u00e3o nas empresas, destacam as autoras. O desafio, portanto, est\u00e1 em equilibrar iniciativa e sustentabilidade mental. Com base nisso, elas sugerem pr\u00e1ticas para profissionais e organiza\u00e7\u00f5es, listadas a seguir.<\/p>\n<p>1. Fa\u00e7a pausas<br \/>\nPesquisas indicam que pausas regulares ajudam a reduzir a fadiga mental. Em dias mais exigentes cognitivamente, interromper o trabalho de forma estrat\u00e9gica pode restaurar a energia e melhorar o desempenho ao longo da jornada. Dar a si mesmo espa\u00e7o para respirar pode ajudar o colaborador a recuperar alguns recursos mentais.<\/p>\n<p>2. Seja flex\u00edvel<br \/>\nSempre que poss\u00edvel, adapte a agenda para lidar com o desgaste mental. Priorizar tarefas mais complexas no in\u00edcio do dia e redistribuir atividades rotineiras pode aumentar a efici\u00eancia e reduzir a sobrecarga cognitiva.<\/p>\n<p>3. Crie um espa\u00e7o seguro para experimentar<br \/>\nL\u00edderes devem incentivar uma cultura em que erros sejam vistos como parte do aprendizado. Ambientes psicologicamente seguros reduzem a press\u00e3o sobre os colaboradores e liberam capacidade mental para inova\u00e7\u00e3o e melhoria cont\u00ednua.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo associa esfor\u00e7o da proatividade a cansa\u00e7o do trabalhador e poss\u00edvel queda de rendimento nas atividades rotineiras, mas autoras apontam caminhos para evitar o estresse<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":27718,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1370],"tags":[5735],"class_list":["post-31254","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-seja-relevante","tag-proativo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31254\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}