{"id":31340,"date":"2026-06-06T08:27:51","date_gmt":"2026-06-06T11:27:51","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=31340"},"modified":"2026-05-18T16:42:08","modified_gmt":"2026-05-18T19:42:08","slug":"como-evitar-um-problema-de-us-173-trilhao-por-ano-no-varejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/como-evitar-um-problema-de-us-173-trilhao-por-ano-no-varejo\/","title":{"rendered":"Como evitar um problema de US$ 1,73 trilh\u00e3o por ano no varejo?"},"content":{"rendered":"<p>Durante muito tempo, a gest\u00e3o de armaz\u00e9ns foi tratada como uma etapa operacional distante das grandes discuss\u00f5es estrat\u00e9gicas do varejo. Enquanto a aten\u00e7\u00e3o se concentrava na loja, no sortimento, no pre\u00e7o e, mais recentemente, nos canais digitais, o centro de distribui\u00e7\u00e3o permanecia em segundo plano, quase como uma engrenagem invis\u00edvel. Esse cen\u00e1rio mudou.<\/p>\n<p>Hoje, boa parte da experi\u00eancia do consumidor come\u00e7a antes do contato com a loja f\u00edsica, o aplicativo ou o <a href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">marketplace<\/a>. Ela nasce no controle do estoque, na organiza\u00e7\u00e3o dos produtos, na precis\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o, na agilidade da reposi\u00e7\u00e3o e na capacidade da empresa de entregar aquilo que prometeu no momento da compra. Quando esse fluxo falha, o impacto aparece de forma direta: ruptura na g\u00f4ndola, atraso na entrega, pedido cancelado, aumento de custos ou perda de confian\u00e7a na marca.<\/p>\n<p>Esse debate se torna ainda mais relevante em um momento de expans\u00e3o e amadurecimento do varejo digital. Segundo dados da Abiacom, o e-commerce brasileiro faturou R$ 235,5 bilh\u00f5es em 2025, alta de 15,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 chegar a R$259,8 bilh\u00f5es, com mais de 460 milh\u00f5es de pedidos e cerca de 97 milh\u00f5es de compradores online.<\/p>\n<p>O crescimento das vendas digitais, no entanto, n\u00e3o representa apenas mais transa\u00e7\u00f5es. Ele significa mais pontos de contato, mais pedidos fracionados, maior press\u00e3o por prazos curtos, aumento da demanda por visibilidade de estoque e necessidade de integra\u00e7\u00e3o entre loja f\u00edsica, e-commerce, marketplaces, centros de distribui\u00e7\u00e3o e operadores log\u00edsticos. Em outras palavras, vender mais passou a exigir uma opera\u00e7\u00e3o muito mais inteligente.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que o WMS, sistema de gest\u00e3o de armaz\u00e9ns, deixa de ser apenas uma ferramenta de controle interno e passa a ocupar um papel estrat\u00e9gico no varejo. Sua fun\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m de indicar onde um produto est\u00e1 armazenado. Um WMS bem implementado permite estruturar processos de recebimento, armazenagem, endere\u00e7amento, separa\u00e7\u00e3o, confer\u00eancia, expedi\u00e7\u00e3o, rastreabilidade, controle de validade, produtividade e movimenta\u00e7\u00e3o de estoque. Na pr\u00e1tica, transforma a opera\u00e7\u00e3o f\u00edsica em uma base de dados capaz de apoiar decis\u00f5es de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia dessa camada de controle fica mais evidente quando se observa o custo de falta de precis\u00e3o. De acordo com o IHL Group, o varejo global perde US$ 1,73 trilh\u00e3o por ano com distor\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rio, considerando problemas como ruptura e excesso de estoque. O levantamento aponta que esse impacto equivale a 6,5% das vendas globais do setor.<\/p>\n<p>Para o varejo, esse dado traduz uma realidade conhecida: estoque errado custa caro. Produto parado compromete capital de giro, ocupa espa\u00e7o e pressiona margens. Produto indispon\u00edvel, por outro lado, representa venda perdida e frustra\u00e7\u00e3o do consumidor. Entre um extremo e outro, a opera\u00e7\u00e3o precisa encontrar equil\u00edbrio entre disponibilidade, giro, prazo e rentabilidade.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio ajuda a explicar por que a moderniza\u00e7\u00e3o dos armaz\u00e9ns avan\u00e7ou na agenda das empresas. Segundo estudo da Zebra Technologies, 73% dos decisores de armazenagem afirmam que j\u00e1 aceleraram ou pretendem acelerar projetos de moderniza\u00e7\u00e3o, enquanto 69% j\u00e1 autorizaram ou planejam autorizar fluxos de trabalho.<\/p>\n<p>Mas modernizar n\u00e3o significa apenas automatizar. No varejo, a tecnologia precisa responder a uma pergunta mais ampla: como sustentar o crescimento sem perder controle? Essa \u00e9 uma diferen\u00e7a importante. Uma opera\u00e7\u00e3o pode crescer em n\u00famero de lojas, canais, pedidos e SKUs, mas, se continuar dependente de processos manuais, planilhas e conhecimento t\u00e1cito, tende a acumular gargalos dif\u00edceis de identificar e ainda mais dif\u00edceis de corrigir.<\/p>\n<p>Alguns exemplos pr\u00e1ticos ajudam a dimensionar essa mudan\u00e7a. Em opera\u00e7\u00f5es de varejo em expans\u00e3o, como a da MonteKali Supermercados, a ado\u00e7\u00e3o do WMS da Infor aparece associada \u00e0 necessidade de sustentar crescimento com mais controle, previsibilidade e capacidade de abastecimento. O ponto central n\u00e3o est\u00e1 apenas na automa\u00e7\u00e3o em si, mas na possibilidade de organizar uma opera\u00e7\u00e3o mais complexa e aproximar a gest\u00e3o do centro de distribui\u00e7\u00e3o das demandas reais das lojas.<\/p>\n<p>Outros cases ajustam a ilustrar como o mesmo princ\u00edpio se manifesta de formas diferentes. Em distribuidores de tecnologia, como a ScanSource, a rastreabilidade e o controle por n\u00famero de s\u00e9rie s\u00e3o elementos cr\u00edticos, j\u00e1 que a opera\u00e7\u00e3o envolve produtos de alto valor agregado e maior sensibilidade a erros. J\u00e1 em uma transforma\u00e7\u00e3o como a da JDE, empresa l\u00edder global em produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, em que uma unidade passa a exercer um novo papel como hub regional, a tecnologia funciona como base para redesenhar processos e viabilizar um modelo operacional mais robusto.<\/p>\n<p>Esses casos mostram que o WMS n\u00e3o deve ser visto como uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica para um problema \u00fanico. Seu valor est\u00e1 justamente na capacidade de se adaptar a diferentes contextos: expans\u00e3o de redes varejistas, opera\u00e7\u00f5es com alto volume de SKUs, neg\u00f3cios com exig\u00eancia de rastreabilidade, projetos de regionaliza\u00e7\u00e3o log\u00edstica ou estruturas omnichannel.<\/p>\n<p>Para o consumidor final, essa discuss\u00e3o pode parecer distante, mas seus efeitos s\u00e3o concretos. Uma loja bem abastecida, um pedido separado corretamente, uma entrega dentro do prazo e uma pol\u00edtica de troca mais eficiente dependem de processos que acontecem antes da compra ser conclu\u00edda. O centro de distribui\u00e7\u00e3o deixou de ser apenas um espa\u00e7o de armazenagem para se tornar uma extens\u00e3o da promessa da marca.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o importante relacionada \u00e0s pessoas. Ao contr\u00e1rio da ideia de que tecnologia substitui completamente o trabalho humano, a moderniza\u00e7\u00e3o dos armaz\u00e9ns tende a redefinir fun\u00e7\u00f5es, apoiar equipes e reduzir depend\u00eancia de tarefas excessivamente manuais. Quando bem implementado, o WMS melhora a rotina operacional, reduz improvisos e cria uma base mais clara para treinamento, produtividade e desenvolvimento de equipes.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos anos, a diferen\u00e7a entre crescer com efici\u00eancia e crescer com perda de controle estar\u00e1 cada vez mais ligada \u00e0 qualidade da gest\u00e3o operacional. Os varejistas que conseguir enxergar o estoque com precis\u00e3o, repor com intelig\u00eancia, reduzir rupturas e operar m\u00faltiplos canais de forma integrada ter\u00e1 mais condi\u00e7\u00f5es de proteger margens e fidelizar consumidores.<\/p>\n<p>O WMS, portanto, deixou de ser uma tecnologia de bastidor. Ele passou a ser uma pe\u00e7a estrat\u00e9gica para um varejo que precisa ser mais \u00e1gil, mais preciso e mais orientado por dados. Em um mercado no qual cada venda depende da combina\u00e7\u00e3o entre disponibilidade, prazo e confian\u00e7a, a efici\u00eancia do centro de distribui\u00e7\u00e3o pode ser justamente o que define a experi\u00eancia do consumidor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>*Por Marcela Cantino, Sales Account Manager da Infor<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa parte da experi\u00eancia do consumidor come\u00e7a antes do contato com a loja f\u00edsica<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":30466,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2234],"tags":[249],"class_list":["post-31340","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vozes-do-varejo","tag-varejo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31340\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30466"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}