{"id":31668,"date":"2026-07-27T06:34:31","date_gmt":"2026-07-27T09:34:31","guid":{"rendered":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/?p=31668"},"modified":"2026-07-24T11:41:03","modified_gmt":"2026-07-24T14:41:03","slug":"com-recorde-historico-consumo-online-levou-139-milhoes-de-consumidores-as-compras-na-internet-no-ultimo-ano-aponta-pesquisa-cndl-spc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/com-recorde-historico-consumo-online-levou-139-milhoes-de-consumidores-as-compras-na-internet-no-ultimo-ano-aponta-pesquisa-cndl-spc-brasil\/","title":{"rendered":"Com recorde hist\u00f3rico, consumo online levou 139 milh\u00f5es de consumidores \u00e0s compras na internet no \u00faltimo ano, aponta pesquisa CNDL\/SPC Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O e-commerce brasileiro atingiu em 2026 seu maior patamar de penetra\u00e7\u00e3o registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica da <a href=\"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa<\/a> realizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (<a href=\"https:\/\/site.cndl.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CNDL<\/a>) e pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. O levantamento aponta que 85% dos consumidores digitais residentes nas capitais realizaram ao menos uma compra online nos \u00faltimos 12 meses avan\u00e7o de 11 pontos percentuais frente a 2025, o que representa uma estimativa de 139 milh\u00f5es de compradores online no pa\u00eds, 20 milh\u00f5es a mais do que no ano passado.<\/p>\n<p>A compra recente, realizada no \u00faltimo m\u00eas, avan\u00e7ou de 54% para 66% (+12 pontos percentuais), indicando n\u00e3o apenas crescimento em alcance, mas tamb\u00e9m em frequ\u00eancia de uso. Paralelamente, o grupo de quem nunca comprou online caiu 6 pontos percentuais, evidenciando acelerada incorpora\u00e7\u00e3o de novos consumidores ao canal digital.<\/p>\n<p>As categorias mais adquiridas no \u00faltimo m\u00eas revelam a consolida\u00e7\u00e3o do e-commerce como canal cotidiano: vestu\u00e1rio lidera com 48%, seguido por delivery de comida (42%), rem\u00e9dios e produtos de sa\u00fade (36%), cosm\u00e9ticos (33%) e artigos para casa (30%). Itens de maior porte, eletrodom\u00e9sticos (17%) e eletr\u00f4nicos (17%), mant\u00eam participa\u00e7\u00e3o relevante. As apostas esportivas figuram com 10%, sinalizando a capilaridade desse segmento no consumo digital.<\/p>\n<p>O n\u00famero de compras realizadas no m\u00eas anterior a pesquisa tamb\u00e9m cresceu: a m\u00e9dia mensal avan\u00e7ou de 4,6 para 5,1 pedidos (0,5 compras a mais). O perfil de consumidor frequente se consolida, uma vez que a pesquisa mostra que o grupo de compradores com 11 a 20 compras mensais quase dobrou, passando de 7% para 12% (+5 p.p.), enquanto o grupo de 1 a 3 compras recuou 7 p.p.<\/p>\n<p>O ticket m\u00e9dio da \u00faltima compra online permaneceu est\u00e1vel em R$ 225, praticamente id\u00eantico a 2025 (R$ 224). Mas \u00e9 relevante notar que 25% dos entrevistados n\u00e3o souberam informar o valor gasto, o que aponta para um padr\u00e3o de compra fragmentada e pouco monitorada, especialmente entre os mais jovens.<\/p>\n<p>\u201cO com\u00e9rcio eletr\u00f4nico no Brasil n\u00e3o \u00e9 mais uma alternativa de consumo ocasional, mas um h\u00e1bito profundamente incorporado \u00e0 rotina dos brasileiros. Observamos um aumento expressivo no volume e na frequ\u00eancia das transa\u00e7\u00f5es, impulsionado pela facilidade de pagamento do PIX e pela busca constante por praticidade e pre\u00e7os competitivos. Esse amadurecimento do mercado refor\u00e7a a necessidade de o varejo investir continuamente na efici\u00eancia de suas opera\u00e7\u00f5es, na transpar\u00eancia e no fortalecimento do relacionamento com o consumidor\u201d, destaca o presidente da CNDL, Jos\u00e9 C\u00e9sar da Costa.<\/p>\n<p><strong>Pix \u00e9 a forma de pagamento mais utilizada. 27% relataram algum problema na \u00faltima compra realizada<\/strong><\/p>\n<p>O PIX consolidou-se como o principal instrumento de pagamento online: 72% dos consumidores o utilizam, superando o cart\u00e3o de cr\u00e9dito (60%). A velocidade de ado\u00e7\u00e3o do PIX reflete tanto a capilaridade do sistema de pagamentos instant\u00e2neos quanto a prefer\u00eancia do consumidor por transa\u00e7\u00f5es sem taxa e com confirma\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<p>O frete gr\u00e1tis \u00e9 o principal crit\u00e9rio de escolha de uma loja virtual, citado por 60% dos entrevistados. Pre\u00e7o baixo (49%) e promo\u00e7\u00f5es (44%) completam o p\u00f3dio, evidenciando o vi\u00e9s econ\u00f4mico predominante na decis\u00e3o de compra.<\/p>\n<p>A taxa de recompra \u00e9 expressiva: 95% dos compradores j\u00e1 adquiriram novamente no mesmo site ou aplicativo. Pre\u00e7o, frete gr\u00e1tis e qualidade s\u00e3o os principais motivadores de retorno.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o mais baixo lidera entre as vantagens percebidas pelos consumidores numa compra online (40%); comodidade (30%), economia de tempo (28%) e variedade de produtos (24%) completam os principais atrativos.<\/p>\n<p>Entre as desvantagens, a impossibilidade de ver ou tocar o produto segue em primeira posi\u00e7\u00e3o (49%). N\u00e3o levar o produto na hora (37%), custo do frete (37%) e inseguran\u00e7a sobre a entrega (35%) tamb\u00e9m permanecem como barreiras relevantes.<\/p>\n<p>Chama aten\u00e7\u00e3o o crescimento da incid\u00eancia de problemas na \u00faltima compra: de 20% para 27% (+7 p.p.), com entrega fora do prazo (8%), produto diferente do anunciado (7%) e produto danificado (6%) como ocorr\u00eancias mais frequentes. O que sugere o aumento de frequ\u00eancia de compras pode estar pressionando a cadeia de entrega e o controle de qualidade.<\/p>\n<p><strong>Indica\u00e7\u00e3o de amigos e v\u00eddeos caseiros lideram a confian\u00e7a do consumidor antes da compra<\/strong><\/p>\n<p>Na escala de 1 a 5, a recomenda\u00e7\u00e3o direta de amigos e familiares lidera a confian\u00e7a antes de uma compra (4,19), empatada com avalia\u00e7\u00f5es de outros clientes (4,14) e selos de seguran\u00e7a e reputa\u00e7\u00e3o (4,14).<br \/>\nEm contraste, publicidade de influenciadores e celebridades obt\u00e9m nota 2,89, abaixo do ponto m\u00e9dio, confirmando que a prova social org\u00e2nica \u00e9 significativamente mais eficaz do que a publicidade paga no momento da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>No campo dos v\u00eddeos de depoimento, a autenticidade supera a produ\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, 57% preferem o formato caseiro gravado pelo pr\u00f3prio consumidor ao inv\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o profissional (22%).<\/p>\n<p>O tempo m\u00e1ximo aceit\u00e1vel de entrega antes que o consumidor se sinta insatisfeito \u00e9 de 4,5 dias em m\u00e9dia. Quase metade dos entrevistados (45%) aceita at\u00e9 5 dias, enquanto 24% em at\u00e9 2 dias.<\/p>\n<p>\u201cOs dados mostram um consumidor cada vez mais maduro e exigente no ambiente digital. A busca por recomenda\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas e a prefer\u00eancia por conte\u00fados aut\u00eanticos revelam que a confian\u00e7a hoje \u00e9 constru\u00edda na prova social e na reputa\u00e7\u00e3o real das marcas. Ao mesmo tempo que o varejo avan\u00e7a em novos canais como WhatsApp e redes sociais, o setor precisa atentar para a efici\u00eancia log\u00edstica, garantindo que o crescimento da frequ\u00eancia de vendas venha acompanhado do cumprimento dos prazos e do alto padr\u00e3o na experi\u00eancia de entrega.\u201d, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro J\u00fanior.<\/p>\n<p><strong>85% dos consumidores utilizaram aplicativos para fazer compras online e 54% compraram via redes sociais nos \u00faltimos 12 meses<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostra que o h\u00e1bito de comprar por aplicativo de loja est\u00e1 consolidado: 85% dos consumidores utilizaram esse canal nos \u00faltimos 12 meses anteriores a pesquisa. As categorias mais adquiridas via aplicativo s\u00e3o moda\/vestu\u00e1rio (52%), medicamentos e produtos de farm\u00e1cia (43%) e itens de beleza (41%), um trip\u00e9 que reflete tanto frequ\u00eancia de compra quanto o n\u00edvel de digitaliza\u00e7\u00e3o dessas categorias<\/p>\n<p>As redes sociais movimentam-se de canal de inspira\u00e7\u00e3o para canal de transa\u00e7\u00e3o: 54% compraram via redes sociais nos \u00faltimos 12 meses da pesquisa, e 49% realizaram compras diretamente dentro de uma plataforma social nos \u00faltimos seis meses, com TikTok (24%) liderando, seguido pelo Instagram (17%) e YouTube (12%).<\/p>\n<p>Moda e vestu\u00e1rio (49%) lideram os itens mais comprados pelas redes sociais, seguido pelos cosm\u00e9ticos, perfumes e produtos para o cabelo (44%), itens para casa (39%) e medicamentos, vitaminas e produtos de farm\u00e1cia (32%).<\/p>\n<p>Entre os motivos para comprar pelas redes, praticidade e rapidez lideram (43%), seguidos pela busca por melhores pre\u00e7os e ofertas (41%). A possibilidade de interagir e tirar d\u00favidas com o vendedor (29%) e o acesso cont\u00ednuo a novidades (26%) completam os principais atrativos.<\/p>\n<p>O que os consumidores pesquisam sobre produtos nas redes sociais antes de decidir revela o n\u00edvel de exig\u00eancia: 64% verificam o pre\u00e7o, 39% buscam coment\u00e1rios de outros consumidores e 39% procuram fotos do produto. A reputa\u00e7\u00e3o constru\u00edda por pares \u00e9 o principal ativo de convers\u00e3o nesse canal.<\/p>\n<p>O WhatsApp consolidou-se tamb\u00e9m como canal de consumo: 73% realizaram ao menos uma compra pelo WhatsApp no \u00faltimo m\u00eas, com frequ\u00eancia m\u00e9dia de 2,1 pedidos.<\/p>\n<p>Mais da metade 55% participam de grupos de WhatsApp para acesso a ofertas exclusivas, crescimento de 14 pontos percentuais frente ao ano passado, sinal de que grupos de vendas no aplicativo est\u00e3o em franca expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o comercial pelo WhatsApp, 82% consideram o recebimento de mensagens por empresas ou lojas, sendo a prefer\u00eancia da maioria receber contato apenas para suporte, d\u00favidas e acompanhamento de entregas (46%). 30% gostariam de receber ofertas personalizadas e promo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>P\u00fablico-alvo: Homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econ\u00f4micas, e que realizaram compras pela internet nos \u00faltimos 12 meses.<\/li>\n<li>M\u00e9todo de coleta: Pesquisa quantitativa realizada pela web e p\u00f3s-ponderada por sexo, idade, estado e renda.<br \/>\nForam realizados 939 contatos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas que compraram pela internet nos \u00faltimos 12 meses. Em seguida, continuaram a responder o question\u00e1rio 800 casos, que fizeram alguma compra ao longo deste per\u00edodo. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no geral de 3,2 p.p e 3,5 p.p para um n\u00edvel de confian\u00e7a de 95% para mais ou para menos<\/li>\n<li>Data de coleta dos dados: 25 de maio a 04 de junho de 2026<\/li>\n<li>Testes: os testes estat\u00edsticos foram realizados dentro de cada categoria \u2013 mais ou menos intenso (Sexo Mas. X Fem., Idade por faixa e Classe AB x CDE) com n\u00edvel de confian\u00e7a de 95%.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e9dia mensal tamb\u00e9m avan\u00e7ou de 4,6 para 5,1 pedidos por m\u00eas. 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