{"id":4840,"date":"2017-05-30T00:30:15","date_gmt":"2017-05-30T03:30:15","guid":{"rendered":"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/?p=4840"},"modified":"2024-03-07T20:42:56","modified_gmt":"2024-03-07T23:42:56","slug":"boas-para-viver-boas-para-vender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/boas-para-viver-boas-para-vender\/","title":{"rendered":"Boas para viver, boas para vender"},"content":{"rendered":"<p><em>Gest\u00e3o municipal respons\u00e1vel, participa\u00e7\u00e3o do associativismo comercial, indicadores sociais, cultura empreendedora e planejamento s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o valiosa para compor um bom lugar para o varejo <\/em><\/p>\n<p>O que faz de uma cidade um bom lugar para os neg\u00f3cios? Al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es de abertura de empresas, que outros fatores tornam um local adequado ao desenvolvimento do varejo? Como as cidades e os pr\u00f3prios cidad\u00e3os podem criar um movimento favor\u00e1vel \u00e0 retomada do crescimento econ\u00f4mico? Todas essas perguntas embasaram uma busca pelos aspectos que fortalecem o uso dos espa\u00e7os urbanos brasileiros para um com\u00e9rcio pr\u00f3spero.<\/p>\n<p>Alguns estudos nortearam nosso caminho: a Endeavor, institui\u00e7\u00e3o que favorece o empreendedorismo em todo o mundo, criou um guia chamado <em>\u00cdndice de cidades empreendedoras<\/em>, que mapeia os esfor\u00e7os municipais no Brasil para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios e cultivar o espa\u00e7o empreendedor. Al\u00e9m disso, a consultoria Macroplan desenhou um \u00cdndice de Desafios da Gest\u00e3o Municipal e vem acompanhando cem cidades brasileiras e seu desempenho ao longo dos anos. Os resultados dos estudos mostram que a combina\u00e7\u00e3o entre a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, associativismo e indicadores sociais favor\u00e1veis faz de uma cidade um ambiente f\u00e9rtil para a t\u00e3o desejada retomada do crescimento no varejo. Seja em avenidas comerciais ou na rua, seja em grandes investimentos e <em>shoppings<\/em>, o que os comerciantes querem \u00e9 voltar a vender. Vamos olhar para os bons exemplos, os indicadores e as boas pr\u00e1ticas e trazer hist\u00f3rias bem-sucedidas para inspirar o mundo do varejo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>RANKING<\/em> DAS CAPITAIS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As 10 melhores para se viver no Brasil<\/p>\n<p>1\u00ba Curitiba<\/p>\n<p>2\u00ba Florian\u00f3polis<\/p>\n<p>3\u00ba Vit\u00f3ria<\/p>\n<p>4\u00ba Belo Horizonte<\/p>\n<p>5\u00ba S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>6\u00ba Palmas<\/p>\n<p>7\u00ba Campo Grande<\/p>\n<p>8\u00ba Rio de Janeiro<\/p>\n<p>9\u00ba Goi\u00e2nia<\/p>\n<p>10\u00ba Porto Alegre<\/p>\n<p>Fonte: \u00cdndice de Gest\u00e3o Municipal 2017 \u2013Macroplan.<br \/>\nNota: A cidade de Bras\u00edlia n\u00e3o foi contemplada no ranking.<\/p>\n<p><strong>As 10 melhores capitais para empreender<\/strong><\/p>\n<p>1\u00ba S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>2\u00ba Florian\u00f3polis<\/p>\n<p>3\u00ba Vit\u00f3ria<\/p>\n<p>4\u00ba Porto Alegre<\/p>\n<p>5\u00ba Belo Horizonte<\/p>\n<p>6\u00ba Rio de Janeiro<\/p>\n<p>7\u00ba Curitiba<\/p>\n<p>8\u00ba Bras\u00edlia<\/p>\n<p>9\u00ba Recife<\/p>\n<p>10\u00ba Aracaju<\/p>\n<p>Fonte: \u00cdndice de Cidades Empreendedoras 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bons exemplos \u2013 de norte a sul<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da Endeavor, de 2016, mostra Porto Alegre como um exemplo de empenho para reduzir a burocracia para abertura de empresas. Em 2015, eram mais de 200 dias para registrar um neg\u00f3cio na capital ga\u00facha, mas, desde o fim de 2016, empresas de baixo risco podem faz\u00ea-lo em at\u00e9 cinco dias. \u201cO caso de Porto Alegre \u00e9 um exemplo de pol\u00edtica p\u00fablica cada vez menos raro, mas o caminho para melhorar as condi\u00e7\u00f5es para que os empreendedores possam crescer ainda \u00e9 longo: menos de 1% das empresas do pa\u00eds conseguem crescer acima de 20% ao ano por tr\u00eas anos consecutivos. Ainda que pouqu\u00edssimas, essas empresas, chamadas <em>scale-ups<\/em>, s\u00e3o respons\u00e1veis por gerar quase metade dos novos postos de trabalho na economia brasileira \u2013 criam quase cem vezes mais empregos do que a m\u00e9dia no Brasil\u201d, diz o diretor da Endeavor, Juliano Seabra.<\/p>\n<p>No Norte do pa\u00eds, Bel\u00e9m e Manaus foram as \u00fanicas cidades analisadas pelo estudo da Endeavor. \u201cAinda existem disparidades regionais importantes\u201d, explica Seabra. No entanto, a import\u00e2ncia e a valoriza\u00e7\u00e3o do empreendedorismo na regi\u00e3o s\u00e3o bastante valorizadas. Em Manaus e Bel\u00e9m, por exemplo, 77% e 76% dos residentes, respectivamente, acreditam que o empreendedor ocupa uma posi\u00e7\u00e3o reconhecida e respeitada na sociedade. Essa inclina\u00e7\u00e3o ao empreendedorismo pode estar contribuindo para as excelentes posi\u00e7\u00f5es que as duas cidades ocupam nesta edi\u00e7\u00e3o no pilar de mercado e as posi\u00e7\u00f5es crescentes no pilar de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPara que cada vez mais empresas possam crescer, trazendo com elas inova\u00e7\u00f5es e gerando oportunidades para todos, \u00e9 preciso identificar as principais for\u00e7as e desafios de cada cidade. Assim, gestores p\u00fablicos e organiza\u00e7\u00f5es de apoio (universidades, empreendedores, m\u00eddia) poder\u00e3o agir de forma precisa, conhecendo bem os desafios e os indicadores que refletem o ambiente empreendedor e tendo acesso a bons exemplos nacionais e internacionais que ajudem a acelerar a transforma\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio atual\u201d, revela o estudo.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a consultoria Macroplan buscou \u00edndices que refletissem o desempenho das cidades e gest\u00f5es municipais para vencer seus principais desafios: educa\u00e7\u00e3o, cultura, sa\u00fade, seguran\u00e7a, saneamento e sustentabilidade. A gest\u00e3o fiscal e a transpar\u00eancia tamb\u00e9m foram observadas nas cem maiores cidades brasileiras, em termos de popula\u00e7\u00e3o. \u201cS\u00e3o munic\u00edpios com mais de 260 mil habitantes e representam metade do PIB brasileiro\u201d, explica a economista Adriana Fontes, uma das coordenadoras da segunda edi\u00e7\u00e3o do estudo. \u201cTentamos mapear os fatores que est\u00e3o sob a responsabilidade da administra\u00e7\u00e3o municipal. Na hora da crise, a prefeitura \u00e9 a gest\u00e3o que est\u00e1 mais pr\u00f3xima da popula\u00e7\u00e3o. Na situa\u00e7\u00e3o em que o poder p\u00fablico vive hoje, em crise, \u00e9 fundamental definir bem as prioridades dos recursos. Isso faz a diferen\u00e7a. Este \u00e9 um momento prop\u00edcio para inovar nas pol\u00edticas, gerir com base em evid\u00eancias e fazer escolhas de pol\u00edticas que t\u00eam maior impacto na popula\u00e7\u00e3o\u201d, define Adriana.<\/p>\n<p>Ambos os estudos buscaram as boas experi\u00eancias das cidades em destaque e valorizaram pr\u00e1ticas que podem influenciar e melhorar a gest\u00e3o em outros locais. A cidade de S\u00e3o Paulo destacou-se nos dois estudos, mas \u00e9 um caso bastante at\u00edpico e diferente das cidades brasileiras. Conhe\u00e7a o exemplo de algumas cidades menores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melhores-cidades.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4842\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/melhores-cidades.png\" alt=\"melhores-cidades\" width=\"323\" height=\"447\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/piores-cidades.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4841\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/piores-cidades.png\" alt=\"piores-cidades\" width=\"322\" height=\"413\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Maring\u00e1 \u2013 cidade planejada <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Andr\u00e9-S.-Macedo-via-Visual.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4843\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Andr\u00e9-S.-Macedo-via-Visual.jpg\" alt=\"Andr\u00e9 S. Macedo via Visual\" width=\"2048\" height=\"1365\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Maring\u00e1 \u2013 PR<br \/>\n<\/strong>397,4 mil habitantes<br \/>\nIDHM: 0,808 \u2013 muito alto<br \/>\nPIB <em>per capita<\/em>: R$ 36.337<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Comercial: 4,7 mil associados<\/p>\n<p>A cidade paranaense est\u00e1 no topo do <em>ranking<\/em> das melhores cidades para se viver, segundo estudo da Macroplan. Maring\u00e1 foi planejada desde a sua coloniza\u00e7\u00e3o, na d\u00e9cada de 1950, quando uma companhia inglesa vendeu lotes de m\u00e9dio porte e contratou o urbanista paulista Jorge de Macedo Vieira para conceber um projeto com o conceito de \u201ccidade-jardim\u201d. \u00a0Em 1953, a classe empresarial tamb\u00e9m se uniu para dialogar com a gest\u00e3o p\u00fablica e fundou a Associa\u00e7\u00e3o Comercial e Empresarial da cidade (ACIM). Embora a cidade n\u00e3o conte com a C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas (CDL), a ACIM \u00e9 parte do Sistema CNDL, por meio de parceria com o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) \u2013 55% dos 4,7 mil associados na cidade utilizam o servi\u00e7o de consulta ao cr\u00e9dito e outros produtos do SPC Brasil, como benef\u00edcio de sua associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A data de anivers\u00e1rio da cidade foi escolhida pela iniciativa privada e o principal monumento, a Catedral Bas\u00edlica Nossa Senhora da Gl\u00f3ria, tamb\u00e9m foi constru\u00edda com a ajuda da comunidade,\u00a0 lembra o presidente da ACIM, Jos\u00e9 Carlos Val\u00eancio. \u201cDesde o in\u00edcio, a sociedade envolveu-se em quest\u00f5es cruciais para o desenvolvimento, ajudando a nortear as pol\u00edticas p\u00fablicas e de planejamento urbano\u201d, afirma. A cidade \u00e9 um polo educacional, tem m\u00e3o de obra qualificada e atrai empresas tamb\u00e9m do setor de tecnologia.<\/p>\n<p>Maring\u00e1 tamb\u00e9m est\u00e1 no topo do <em>ranking<\/em> das cidades brasileiras com maior \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), indicador das Na\u00e7\u00f5es Unidas para avaliar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o \u2013 ocupa a 23\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Ainda, \u00e9 um importante polo atacadista de confec\u00e7\u00f5es. Os empres\u00e1rios da cidade est\u00e3o atentos \u00e0 gest\u00e3o municipal e participam da vida da cidade. \u201cAs entidades e organiza\u00e7\u00f5es maringaenses da sociedade civil t\u00eam bom entrosamento e fazem articula\u00e7\u00e3o conjunta de projetos importantes para a cidade. O setor p\u00fablico tamb\u00e9m tem feito sua parte, investindo em desenvolvimento econ\u00f4mico \u2013 em 2013, 22% do or\u00e7amento e, em 2016, 14% do or\u00e7amento. Esses fatores tornam a cidade atrativa para se viver e para empreender\u201d, destaca Val\u00eancio.<\/p>\n<p><strong>Gest\u00e3o participativa \u2013 <\/strong>Os lojistas e empres\u00e1rios de Maring\u00e1, por meio da ACIM, est\u00e3o presentes em v\u00e1rios conselhos municipais. \u201cQuando necess\u00e1rio, a entidade manifesta-se contr\u00e1ria \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a favor da comunidade\u201d, diz o presidente. Alguns exemplos de sucesso s\u00e3o o Conselho Comunit\u00e1rio de Seguran\u00e7a, que existe h\u00e1 mais 30 anos, e o Observat\u00f3rio Social, criado em 2006. Em dez anos, houve proveito econ\u00f4mico de mais de R$ 100 milh\u00f5es em valores atualizados, segundo a ACIM. O observat\u00f3rio virou uma iniciativa premiada e foi replicada em cem cidades brasileiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas de uma boa cidade<\/strong><\/p>\n<p>O arquiteto e urbanista dinamarqu\u00eas Jan Gehl criou 12 crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o para um espa\u00e7o urbano, baseado nos eixos: conforto, prote\u00e7\u00e3o e desfrute. Apesar de subjetiva para cada cidad\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o pode nortear planejadores urbanos e gestores p\u00fablicos. Os conceitos tamb\u00e9m podem se aplicar a estabelecimentos ou avenidas comerciais.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Preven\u00e7\u00e3o de acidentes.<\/li>\n<li>Combate ao clima e viol\u00eancia.<\/li>\n<li>Abrigo contra intemp\u00e9ries, ru\u00eddos e experi\u00eancias desagrad\u00e1veis.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Conforto<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Caminhadas.<\/li>\n<li>Paradas.<\/li>\n<li>Descanso.<\/li>\n<li>Contempla\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Intera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Exerc\u00edcio e lazer.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Desfrute<\/strong><\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li>Bom tamanho (pr\u00e9dios e espa\u00e7os feitos para a escala humana).<\/li>\n<li>Clima prop\u00edcio.<\/li>\n<li>Experi\u00eancias sensoriais.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Juazeiro do Norte \u2013 tradi\u00e7\u00e3o cultural e localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/3672591424_9591ce2a6c_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4844\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/3672591424_9591ce2a6c_o.jpg\" alt=\"3672591424_9591ce2a6c_o\" width=\"1600\" height=\"1067\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Juazeiro do Norte \u2013 CE<br \/>\n<\/strong>266 mil habitantes<br \/>\nIDHM: 0,694 \u2013 m\u00e9dio<br \/>\nPIB <em>per capita<\/em>: R$ 14.334<br \/>\nCDL: 800 associados<\/p>\n<p>A terra de Padre C\u00edcero sempre teve uma localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica na regi\u00e3o Nordeste. Equidistante de quase todas as capitais da regi\u00e3o, a cidade sempre atraiu viajantes de todos os lugares. Mesmo hoje, o aeroporto regional tem um crescimento expressivo \u2013 movimentou 540 mil passageiros em 2016. Nas rodovias, o fluxo tamb\u00e9m \u00e9 intenso. Segundo o secret\u00e1rio de Desenvolvimento e presidente da CDL Juazeiro do Norte, Michel Ara\u00fajo, s\u00e3o 700 a 900 vans di\u00e1rias das cidades vizinhas.<\/p>\n<p>Essa popula\u00e7\u00e3o flutuante n\u00e3o vem apenas em busca de milagres \u2013 existem seis grandes romarias no ano. O com\u00e9rcio local tamb\u00e9m se tornou um polo de atra\u00e7\u00e3o: cerca de 83% do Produto Interno Bruto (PIB) do munic\u00edpio \u00e9 gerado pelo setor de com\u00e9rcio e servi\u00e7os, segundo o Instituto de Pesquisa e Estrat\u00e9gia Econ\u00f4mica do Cear\u00e1 (Ipece).<\/p>\n<p>\u201cJuazeiro cresceu \u00fanica e exclusivamente por meio da iniciativa privada. No passado, existia pouco di\u00e1logo com o setor p\u00fablico. Viam o setor de com\u00e9rcio e servi\u00e7os apenas como pequenos neg\u00f3cios\u201d, diz o presidente da CDL. Nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es municipais, a C\u00e2mara convidou todos os candidatos a apresentar seu plano de governo e as a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para o com\u00e9rcio. \u201cNessa jornada de integra\u00e7\u00e3o, mostramos aos candidatos a import\u00e2ncia do setor para o PIB da cidade e eles passaram a nos enxergar melhor\u201d. Juazeiro \u00e9 o terceiro maior polo cal\u00e7adista do pa\u00eds, sendo a ind\u00fastria respons\u00e1vel por 16% do PIB \u2013 n\u00e3o apenas no setor de cal\u00e7ados.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio padroeiro da cidade, Padre C\u00edcero, dizia, h\u00e1 106 anos: \u201cNa sala de sua casa, voc\u00ea precisa de um altar. No quintal, de uma oficina para produzir\u201d. Dessa forma, diz Ara\u00fajo, incitava o empreendedorismo. O tema tornou-se uma prioridade na atual gest\u00e3o municipal, que utiliza as universidades e centros de pesquisa para formar um Observat\u00f3rio de Empreendedorismo na regi\u00e3o. A cidade tamb\u00e9m est\u00e1 engajada na Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos para estimular o uso da tecnologia em benef\u00edcio da administra\u00e7\u00e3o municipal. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 instalar Wi-Fi nas pra\u00e7as da cidade e monitorar os h\u00e1bitos da popula\u00e7\u00e3o para integrar com os demais servi\u00e7os p\u00fablicos, como cultura, educa\u00e7\u00e3o, lazer e esportes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para saber mais:<\/p>\n<p>\u00cdndice das Cidades Empreendedoras 2016 \u2013 Endeavor Brasil: <a href=\"https:\/\/endeavor.org.br\/indice-cidades-empreendedoras-2016\/\">https:\/\/endeavor.org.br\/indice-cidades-empreendedoras-2016\/<\/a><\/p>\n<p>Desafios da Gest\u00e3o Municipal 2017 \u2013 Macroplan: <a href=\"https:\/\/www.desafiosdosmunicipios.com\/\">https:\/\/www.desafiosdosmunicipios.com\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como avaliar o ambiente empreendedor<\/strong><\/p>\n<p>O estudo da Endeavor avaliou diversos fatores e mapeou 32 cidades em 22 estados.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/determinantes.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4845\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/determinantes.png\" alt=\"determinantes\" width=\"541\" height=\"241\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/brasil-mapa.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4846\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/brasil-mapa.png\" alt=\"brasil-mapa\" width=\"513\" height=\"442\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gest\u00e3o municipal respons\u00e1vel, participa\u00e7\u00e3o do associativismo comercial, indicadores sociais, cultura empreendedora e planejamento s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o valiosa para compor um bom lugar para o varejo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8541,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1836],"tags":[],"class_list":["post-4840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-marketing-e-vendas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4840\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}