{"id":6122,"date":"2018-03-16T03:22:53","date_gmt":"2018-03-16T06:22:53","guid":{"rendered":"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/?p=6122"},"modified":"2024-03-07T20:25:01","modified_gmt":"2024-03-07T23:25:01","slug":"mulheres-de-negocios-sim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/mulheres-de-negocios-sim\/","title":{"rendered":"Mulheres de neg\u00f3cios, sim!"},"content":{"rendered":"<p><em>A for\u00e7a e os desafios do empreendedorismo feminino<\/em><\/p>\n<p><em>Por Maria Clara Abreu<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_6123\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/marc_Tendencias_DiaMulher_fotoMarceloFerreira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6123\" class=\"size-medium wp-image-6123\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/marc_Tendencias_DiaMulher_fotoMarceloFerreira-300x199.jpg\" alt=\"26\/08\/2015 Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. Bras\u00edlia - DF. Coluna Photo&amp;Grafia. Oficina mec\u00e2nica de mulheres Meu Mec\u00e2nico na Ceil\u00e2ndia. Agda \u00d3liver com suas funcionarias.\" width=\"300\" height=\"199\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6123\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Oficina mec\u00e2nica de mulheres Meu Mec\u00e2nico na Ceil\u00e2ndia. Agda \u00d3liver com suas funcionarias.<\/p><\/div>\n<p>Elas mostram sua for\u00e7a e avan\u00e7am, cada vez mais, em espa\u00e7os p\u00fablicos, nas organiza\u00e7\u00f5es e no mercado de trabalho. No empreendedorismo, n\u00e3o \u00e9 diferente. Segundo dados do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgados em 2016, o n\u00famero de mulheres empreendedoras cresceu de 6,3 milh\u00f5es para quase oito milh\u00f5es em 11 anos, o que representa um aumento de 25%.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa \u201cQuem s\u00e3o elas\u201d, realizada pela Rede Mulher Empreendedora (RME), 55% das empreendedoras brasileiras t\u00eam filhos, 61% s\u00e3o casadas, 44% s\u00e3o chefes de fam\u00edlia e 39% trabalham mais de nove horas por dia, sem contar as jornadas duplas e, \u00e0s vezes, at\u00e9 triplas que a mulher brasileira precisa enfrentar.<\/p>\n<p>Se ter uma ideia inovadora e fazer ela acontecer j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, fazer tudo isso partindo de um cen\u00e1rio sociocultural de desigualdade de g\u00eanero \u00e9 um desafio ainda maior. Segundo uma pesquisa realizada pela Serasa Experian, as mulheres est\u00e3o \u00e0 frente de 43,0% dos neg\u00f3cios brasileiros, o que de certa forma significa um aumento da independ\u00eancia financeira e do impacto gerado por elas na economia nacional. Contudo, desse total, 98,5% s\u00e3o s\u00f3cias de micro e pequenas empresas, enquanto apenas 0,2% das mulheres empreendedoras do Brasil s\u00e3o s\u00f3cias de grandes empresas.<\/p>\n<p><strong>E o sal\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>Assim como den\u00fancias de ass\u00e9dio e discrimina\u00e7\u00e3o em ambientes de trabalho multiplicam-se nos quatro cantos do mundo, a luta por maior igualdade de sal\u00e1rio tamb\u00e9m continua. Apesar de ainda significativa, de acordo com os dados mais recentes da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), do Minist\u00e9rio do Trabalho, essa diferen\u00e7a salarial diminuiu nos \u00faltimos dez anos. Em 2007, o rendimento dos homens era R$ 1.458,51 e das mulheres R$ 1.207,36, uma diferen\u00e7a de 17%. Em 2016, a diferen\u00e7a de remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia entre homens e mulheres era de 15%.<\/p>\n<p>E essa diferen\u00e7a de sal\u00e1rios n\u00e3o corresponde \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o, uma vez que as mulheres constituem a maioria entre os trabalhadores com ensino superior completo no pa\u00eds. Elas representavam 59% dos 9,8 milh\u00f5es profissionais com v\u00ednculo empregat\u00edcio ativo em 2016. Apesar de ter maior escolaridade, as mulheres ainda continuavam ganhando menos. A remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia das mulheres com ensino superior completo, em 2016, era de R$ 4.803,77, enquanto a dos homens era de R$ 7.537,27.<\/p>\n<p>Para a analista de Pol\u00edticas Sociais do Observat\u00f3rio Nacional do Mercado de Trabalho do Minist\u00e9rio do Trabalho, Mariana Eug\u00eanio, ainda h\u00e1 muitos desafios que precisam ser enfrentados com pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas, especialmente no que se refere \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o. &#8220;Na m\u00e9dia, as mulheres continuam ganhando menos que os homens. Esta situa\u00e7\u00e3o pode ser explicada pelo fato de que a participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho formal est\u00e1 concentrada em ocupa\u00e7\u00f5es que apresentam remunera\u00e7\u00e3o mais baixa. Al\u00e9m disso, as mulheres ocupam menos os cargos de chefia e ainda h\u00e1 fatores discriminat\u00f3rios no ambiente de trabalho, que precisam ser combatidos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Supera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do contexto desafiador, multiplicam-se exemplos de mulheres que superaram as barreiras impostas pela desigualdade de g\u00eanero e pela conjuntura econ\u00f4mica do pa\u00eds e conseguiram empreender com sucesso.<\/p>\n<p>O nome de \u00c1gda Oliver \u00e9 refer\u00eancia quando se trata desse assunto. Ela \u00e9 ex-banc\u00e1ria e atualmente dona de uma oficina mec\u00e2nica. Ela conta que tudo come\u00e7ou a partir de uma experi\u00eancia negativa que teve ao levar seu carro para fazer uma revis\u00e3o. \u201cO mec\u00e2nico afirmou que eu deveria trocar pe\u00e7as que meu carro nem tinha e cobrou um valor absurdo pelo servi\u00e7o\u201d, relata.<\/p>\n<p>Mas \u00c1gda n\u00e3o se conformou com a provoca\u00e7\u00e3o. Decidiu estudar mec\u00e2nica e administra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e unir os novos conhecimentos \u00e0 vontade de empreender. Hoje, possui um p\u00fablico 70% feminino, al\u00e9m de 50% de seu quadro de funcion\u00e1rios ser composto por mulheres. Ela tamb\u00e9m d\u00e1 palestras sobre mec\u00e2nica para mulheres. \u201cMeu objetivo com as palestras \u00e9 empoder\u00e1-las pela informa\u00e7\u00e3o, para que elas possam lidar com todas as demandas de um ve\u00edculo de forma independente e n\u00e3o passem por situa\u00e7\u00f5es desonestas como a que eu passei\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria conta que o maior desafio n\u00e3o foi aprender sobre mec\u00e2nica e empreendedorismo, mas, sim, provar para as pessoas que ela sabe o que est\u00e1 fazendo. \u201cA sociedade parte de um pressuposto sexista de que mec\u00e2nica n\u00e3o \u00e9 assunto para mulher, ent\u00e3o eu tenho sempre que provar duas vezes os meus conhecimentos e a minha capacidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Para n\u00e3o esquecer<\/strong><\/p>\n<p>As hist\u00f3rias que remetem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mulher alimentam o imagin\u00e1rio de que a data teria surgido a partir de um inc\u00eandio em uma f\u00e1brica t\u00eaxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 oper\u00e1rias morreram carbonizadas. Sem d\u00favida, o incidente marcou a trajet\u00f3ria das lutas feministas ao longo do s\u00e9culo 20, mas os eventos que levaram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da data s\u00e3o bem anteriores a este acontecimento. Desde o final do s\u00e9culo 19, organiza\u00e7\u00f5es femininas oriundas de movimentos oper\u00e1rios protestavam em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas di\u00e1rias, sal\u00e1rios med\u00edocres e direito ao voto levaram as mulheres a grandes mobiliza\u00e7\u00f5es por igualdade de direitos. Somente em 1945, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princ\u00edpios de igualdade entre homens e mulheres. Em 1977 o &#8220;8 de mar\u00e7o&#8221; foi reconhecido oficialmente pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p><strong>Dia Global do Empreendedorismo Feminino<\/strong><\/p>\n<p>Em 19 de novembro, \u00e9 celebrado o Dia Global do Empreendedorismo Feminino. A data foi estabelecida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) em 2014 e abrange 153 pa\u00edses, inclusive o Brasil. Os objetivos do marco s\u00e3o fomentar oportunidades para mulheres no mercado de trabalho e incentivar a ocupa\u00e7\u00e3o de cargos de lideran\u00e7a e em \u00e1reas como pol\u00edtica, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, tradicionalmente ocupadas por homens.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea viu?<\/strong><\/p>\n<p>Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a marca de u\u00edsques Johnnie Walker trocou seu \u201cgaroto-propaganda\u201d por uma vers\u00e3o feminina, a Jane Walker. Ao longo de todo o m\u00eas de mar\u00e7o, as garrafas de Black Label da empresa vieram estampadas com a vers\u00e3o feminina do logotipo. Foram produzidas 250 mil garrafas na edi\u00e7\u00e3o especial de \u2018Jane Walker\u2019 para a data. A venda acontece somente nos Estados Unidos, mas a campanha recebeu uma saraivada de cr\u00edticas nas redes sociais. A pol\u00eamica reverberou tamb\u00e9m no programa de TV The Late Show, um dos mais vistos daquele pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A for\u00e7a e os desafios do empreendedorismo feminino Por Maria Clara Abreu Elas mostram sua for\u00e7a e avan\u00e7am, cada vez mais, em espa\u00e7os p\u00fablicos, nas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-6122","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inovacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6122\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}