{"id":6248,"date":"2018-04-13T09:47:46","date_gmt":"2018-04-13T12:47:46","guid":{"rendered":"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/?p=6248"},"modified":"2024-03-07T20:41:53","modified_gmt":"2024-03-07T23:41:53","slug":"maes-influenciadoras-a-ponte-entre-marcas-e-consumidoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/maes-influenciadoras-a-ponte-entre-marcas-e-consumidoras\/","title":{"rendered":"M\u00e3es influenciadoras: a ponte entre marcas e consumidoras"},"content":{"rendered":"<p><em>Ao retratar a pr\u00f3pria rotina, influenciadoras tornam-se um importante elemento na decis\u00e3o de compra para o Dia das M\u00e3es<\/p>\n<p><\/em><\/p>\n<p><em>Por Amanda Ven\u00edcio<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Movimento_varejo_maes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6249\" src=\"http:\/\/revistavarejosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Movimento_varejo_maes-300x232.jpg\" alt=\"Movimento_varejo_maes\" width=\"300\" height=\"232\" \/><\/a><br \/>\nPara alcan\u00e7ar seu p\u00fablico no Dia das M\u00e3es, j\u00e1 considerou fazer uma parceria com uma influenciadora? Uma pesquisa do ESPM Media Lab mostrou que 59,7% das mulheres afirmam que as narrativas publicit\u00e1rias tradicionais n\u00e3o dialogam com a realidade delas, enquanto 60,0% acreditam que as propagandas feitas em <em>blogs<\/em> retratam o que \u00e9 ser m\u00e3e.<\/p>\n<p>Para Lara Vascouto Ferrera, criadora do <em>site<\/em> N\u00f3 de Oito, que identifica estere\u00f3tipos de g\u00eanero na m\u00eddia, propagandas voltadas para m\u00e3es costumam estar desconectadas da realidade que elas encaram. Segundo Lara, elas reproduzem \u201cmachismo benevolente\u201d. Trata-se de preconcep\u00e7\u00f5es que podem parecer positivas \u00e0 primeira vista, mas, na verdade, refor\u00e7am a desigualdade entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>\u201cO que mais vemos \u00e9 a exalta\u00e7\u00e3o da m\u00e3e como totalmente abnegada e a principal respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o dos filhos. S\u00e3o mulheres que d\u00e3o conta de absolutamente tudo e aparentam at\u00e9 ter poderes m\u00e1gicos, pois s\u00f3 elas parecem capazes de cuidar das crian\u00e7as. Tudo isso acaba refor\u00e7ando expectativas que sobrecarregam as mulheres e limitam sua atua\u00e7\u00e3o ao dom\u00e9stico\u201d, critica Lara.<\/p>\n<p>Produtoras de conte\u00fado que desmistificam a maternidade, como a <em>youtuber<\/em> Hel Mother, s\u00e3o as favoritas da empres\u00e1ria Camilla Facundo, m\u00e3e de Benjamin, de 2 anos e 5 meses: \u201cAs que falam dessa realidade nua, crua e bela da maternidade nos acolhem em rela\u00e7\u00e3o aos assuntos mais pol\u00eamicos, como as diferen\u00e7as entre os estere\u00f3tipos e como \u00e9 ser m\u00e3e na realidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando uma m\u00e3e fala: eu tamb\u00e9m n\u00e3o consigo, eu tamb\u00e9m n\u00e3o dou conta, a gente se sente como se estivesse tudo bem. A pior coisa da maternidade \u00e9 a culpa de sentir que s\u00f3 voc\u00ea quer ficar longe daquele beb\u00ea lindo, que voc\u00ea ama muito, mas n\u00e3o quer dormir por nada, chora e voc\u00ea n\u00e3o sabe o porqu\u00ea!\u201d, diz Ana Em\u00edlia Cullen, servidora p\u00fablica e m\u00e3e de Cec\u00edlia, de 9 meses. Entre as influenciadoras preferidas de Ana, est\u00e3o Hel Mother, a escritora e educadora parental Elisama Santos e Lu\u00edza Diener, do <em>blog<\/em> Potencial Gestante.<\/p>\n<p>Especialista em m\u00eddias digitais e criadora do <em>Social Mom Day<\/em>, congresso que re\u00fane m\u00e3es influenciadoras e empreendedoras desde 2016, Carla Falc\u00e3o afirma que o diferencial das influenciadoras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 publicidade tradicional \u00e9 o compartilhamento de viv\u00eancias que aproximam o p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 a grande m\u00e1gica que as influenciadoras fazem com seus seguidores: elas t\u00eam capacidade de compartilhar experi\u00eancias reais e isso d\u00e1 sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento a um grupo, faz com que as outras m\u00e3es se sintam acolhidas, porque a gente se sente muito sozinha quando vira m\u00e3e\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, hoje essa troca de experi\u00eancias \u00e9 fundamental para o processo de decis\u00e3o de compra. De acordo com o ESPM Media Lab, 62,4% das entrevistadas relataram ter comprado produtos recomendados por blogueiras.<\/p>\n<p>Carla faz uma ressalva: a influenciadora \u00e9 apenas um dos formadores de opini\u00e3o consultados pela consumidora. \u201cA m\u00e3e nunca vai ouvir s\u00f3 uma opini\u00e3o, mas recebe palpites de todos os lados e pesquisa em todos os lugares poss\u00edveis para ver o que se adapta a ela\u201d, explica. Camilla Facundo j\u00e1 comprou produtos indicados por influenciadoras, mas afirma que tamb\u00e9m leva em conta recomenda\u00e7\u00f5es de amigos e parentes, al\u00e9m de discuss\u00f5es em grupos de WhatsApp e Facebook.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Realidade de cada uma<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o todas as m\u00e3es, por\u00e9m, que se identificam com as influenciadoras. Thaynara Gon\u00e7alves, aut\u00f4noma e estudante, desencantou-se com elas ap\u00f3s ter virado m\u00e3e de Ana Lis, de 2 meses: \u201cEu enxergava a maternidade como a coisa mais f\u00e1cil do mundo, por conta dos v\u00eddeos que sempre vi. Quando n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia pr\u00f3pria, \u00e9 f\u00e1cil achar que tudo \u00e9 um conto de fadas\u201d.<\/p>\n<p>Thaynara conciliou a gravidez com duas gradua\u00e7\u00f5es. O nascimento da filha, de parto prematuro, foi acompanhado por uma s\u00e9rie de medos e preocupa\u00e7\u00f5es. \u201cTudo \u00e9 f\u00e1cil e lindo para algumas influenciadoras, mas, hoje, me sinto culpada a cada coisa que acontece em rumo contr\u00e1rio do que elas dizem ou fazem, que na minha rela\u00e7\u00e3o materna n\u00e3o sai nem um pouco igual\u201d, afirma. Ela deixou as influenciadoras de lado e prefere se informar com mulheres do seu c\u00edrculo de conviv\u00eancia, como a m\u00e3e, a sogra e amigas.<br \/>\nInfluenciadoras sustentam-se por meio de a\u00e7\u00f5es de <em>marketing<\/em>, mas a autenticidade das experi\u00eancias \u00e9 o principal atrativo para o p\u00fablico. Por isso, elas precisam tomar cuidado para equilibrar parcerias com outros conte\u00fados e n\u00e3o perder a credibilidade. \u201cAs influenciadoras totalmente comerciais s\u00e3o bem chatas. Acho ruim quando um perfil pessoal ou que pretende representar um grupo de pessoas fica s\u00f3 divulgando servi\u00e7os e produtos diversos e gen\u00e9ricos\u201d, conta Camilla.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o pode haver um excesso de <em>publiposts<\/em>, sen\u00e3o o que falamos perde valor. Tamb\u00e9m precisa ser um produto em que n\u00f3s realmente acreditemos, para que possamos expor com sinceridade nossa vis\u00e3o e, se necess\u00e1rio, tirar d\u00favidas e minimizar pol\u00eamicas\u201d, revela Naiumi Goldoni, atriz e criadora do canal do YouTube Trocando Figurinhas, com mais de 500 mil seguidores. Como regra, a influenciadora s\u00f3 fecha parceria com marcas cujos produtos sejam testados e aprovados por ela mesma.<\/p>\n<p>Ana desconfia de perfis que divulgam produtos em excesso ou oferecem uma imagem de maternidade \u201cf\u00e1cil e natural\u201d: \u201cSe tivesse seguido m\u00e3es influenciadoras que tentam me vender produtos como se fossem solucionar os problemas da maternidade, estaria devendo minha alma ao cart\u00e3o de cr\u00e9dito e cheque especial, porque, no desespero, a gente compra qualquer coisa que seja solu\u00e7\u00e3o, mas a verdade \u00e9 que nenhum produto soluciona. \u00c9 paci\u00eancia, tempo, rede de apoio, respirar e sobreviver a um dia ap\u00f3s o outro\u201d.<\/p>\n<p><strong>[BOX] Cinco dicas para uma parceria dar certo<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong>A partir dos conselhos da influenciadora Naiumi Goldoni e da especialista em m\u00eddias digitais Carla Falc\u00e3o, a Varejo S.A. elaborou uma lista com dicas para negociar parcerias com influenciadoras.<br \/>\n<strong>1) N\u00famero de seguidores n\u00e3o \u00e9 tudo<br \/>\n<\/strong>A compra de seguidores tornou-se comum, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o principal indicador. O v\u00ednculo com o p\u00fablico deve ser medido por quantidade de mensagens diretas, coment\u00e1rios, compartilhamentos e intera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2) Foco na percep\u00e7\u00e3o de marca<br \/>\n<\/strong>O papel da influenciadora \u00e9 divulga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o vendas, que s\u00e3o responsabilidade da empresa. O que ela tem de mais precioso a lhe oferecer \u00e9 posicionamento de marca, pois est\u00e1 em contato direto com o p\u00fablico consumidor.<\/p>\n<p><strong>3) Trabalhe com resultados em curto e m\u00e9dio prazo<\/strong><br \/>\nO resultado em vendas nem sempre \u00e9 imediato. Uma mulher que est\u00e1 tentando engravidar pode se interessar por um produto que conheceu a partir da influenciadora, formar um v\u00ednculo com a marca e, s\u00f3 quando o beb\u00ea nascer, adquirir o produto.<\/p>\n<p><strong>4) Permuta n\u00e3o \u00e9 pagamento<br \/>\n<\/strong>A permuta pode ser uma porta de entrada para que a influenciadora conhe\u00e7a sua marca, mas n\u00e3o \u00e9 garantia de que ela ir\u00e1 divulgar o produto. Ela n\u00e3o cobre os custos da produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e n\u00e3o substitui o pagamento pelo trabalho de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>5) Seja claro na negocia\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Ao abordar a influenciadora, pergunte se trabalha com parcerias e tem interesse em permutas e solicite valores de publica\u00e7\u00f5es. Isso evita mal-entendidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao retratar a pr\u00f3pria rotina, influenciadoras tornam-se um importante elemento na decis\u00e3o de compra para o Dia das M\u00e3es Por Amanda Ven\u00edcio &nbsp; Para alcan\u00e7ar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":8319,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1836],"tags":[],"class_list":["post-6248","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-marketing-e-vendas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6248","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6248"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6248\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cndl.org.br\/varejosa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}