Durante eventos climáticos dados em tempo real ajudam empresas a antecipar falhas e reduzir perdas
Automação, monitoramento e manutenção preditiva ampliam a eficiência e a capacidade de resposta de setores como agronegócio, saneamento, alimentos e energia
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Com previsão de intensificação do El Niño entre a primavera e o verão no Brasil, segundo o Painel El Niño 2026‑2027 (INPE/INMET), setores como agronegócio, saneamento, indústria de alimentos e energia podem enfrentar impactos como estiagens, cheias e oscilações na disponibilidade de recursos hídricos e energéticos. Nesse cenário, tecnologias de automação, monitoramento e manutenção preditiva têm papel importante para ajudar essas operações a se adaptar com mais agilidade às mudanças nas condições climáticas, reduzindo riscos e perdas.
Para a Mitsubishi Electric, uma das líderes globais em tecnologia e automação, soluções de monitoramento e controle de processos já aplicadas em diferentes setores da economia contribuem para ampliar a visibilidade sobre as operações e antecipar falhas, independentemente da ocorrência de eventos climáticos extremos. Essa visibilidade ganha ainda mais importância, pois permite às empresas ajustar suas operações com mais agilidade diante de condições climáticas adversas.
“Os eventos climáticos podem gerar impactos diferentes para cada setor e região, mas existe um ponto comum entre as empresas: a necessidade de tornar suas operações mais preparadas e flexíveis. A tecnologia permite acompanhar processos em tempo real, identificar desvios, utilizar recursos de maneira mais eficiente e antecipar possíveis falhas”, destaca Alexandre Serain, gerente de Marketing de Produto da Mitsubishi Electric Brasil.
Tecnologia aplicada a diferentes setores
Para o agronegócio, soluções de automação industrial contribuem para o monitoramento das condições de produção e o uso mais eficiente de recursos. CLPs, inversores de frequência com controle inteligente de bombas e sistemas de supervisão SCADA permitem acompanhar processos em tempo real, otimizar o uso da água em sistemas de irrigação e bombeamento, reduzir desperdícios e, por meio do monitoramento contínuo da vida útil dos equipamentos, antecipar falhas e paradas não programadas.
No saneamento, soluções de automação contribuem para o gerenciamento de recursos hídricos, a operação de estações de tratamento e o controle inteligente de bombas e equipamentos. CLPs e inversores de frequência com controle multibombas permitem otimizar a operação de captação, tratamento e distribuição, enquanto sistemas de supervisão SCADA possibilitam acompanhar o desempenho da rede em tempo real, identificar alterações e ajustar a operação diante de períodos de maior ou menor disponibilidade de água.
Na indústria de alimentos, a automação contribui para manter a estabilidade das operações diante de possíveis impactos sobre a cadeia de fornecimento. Da entrada das matérias-primas ao processamento, embalagem e armazenamento, CLPs, servoacionamentos e sistemas de supervisão e aquisição de dados (SCADA) favorecem o controle dos processos, a redução de perdas e a continuidade da produção, atuando no comando de máquinas de classificação, envase e embalagem. Já o monitoramento dos sistemas de refrigeração, também suportado por CLPs e inversores de frequência, permite acompanhar o desempenho dos equipamentos e adequar seu funcionamento à demanda da operação.
Em energia e eficiência operacional, CLPs, inversores de frequência e sistemas de supervisão SCADA permitem acompanhar o desempenho dos equipamentos, identificar anomalias e realizar intervenções antes que ocorram falhas. Combinado ao monitoramento contínuo da vida útil dos ativos, esse conjunto de soluções pode aumentar a disponibilidade dos equipamentos e reduzir paradas não planejadas, especialmente em operações que dependem de infraestrutura contínua.
Resiliência operacional
Mais do que responder aos efeitos de um fenômeno climático específico, o desafio é preparar operações capazes de absorver variações sem comprometer sua eficiência. “A preparação não começa quando o impacto acontece. Quanto maior a visibilidade que uma empresa tem sobre seus processos, maior é sua capacidade de identificar riscos, ajustar a operação e tomar decisões de forma antecipada. É nesse ponto que a automação, o monitoramento e a manutenção preditiva fazem diferença”, explica Serain.
Nesse contexto, o uso de dados em tempo real e de sistemas automatizados permite acompanhar mudanças nas condições de operação, identificar desvios e tomar decisões com mais agilidade. Para setores mais expostos às variações climáticas, essa capacidade de antecipação pode contribuir para reduzir perdas, preservar a produtividade e manter a operação funcionando mesmo diante de cenários adversos.

