22 set, 2026
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Black Friday 2026: metade dos consumidores pesquisa ofertas com mais de um mês de antecedência

Pesquisa aponta que 54% pretendem distribuir as compras ao longo de novembro; frete grátis, parcelamento e jornada entre diferentes canais também influenciam as decisões

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Black Friday 2026: metade dos consumidores pesquisa ofertas com mais de um mês de antecedência, mostra LWSA

A Black Friday começa antes de novembro para metade dos consumidores brasileiros. Segundo a pesquisa de intenção de compra que acaba de ser lançada pela LWSA, 50% começam a pesquisar ofertas mais de um mês antes da data, e 72% se preparam financeiramente para aproveitar as oportunidades. A antecedência também muda a concentração das compras. Mais da metade (54%) pretende comprar ao longo de novembro, conforme as ofertas surgirem, enquanto apenas 20% planejam concentrar tudo exclusivamente na sexta-feira, 27 de novembro. Entre as categorias mais desejadas estão eletrônicos (50%), eletrodomésticos (44%) e roupas (41%).

Para quem vende, esse comportamento amplia o período de preparação. Estoque, compras, precificação e operação de vendas, atendimento e pós-venda precisam considerar uma demanda mais distribuída ao longo de novembro e que pode avançar para os dias seguintes à Black Friday: 47% dos consumidores afirmam que podem deixar algum item para comprar na Cyber Monday “Com 54% dos consumidores planejando distribuir as compras ao longo de novembro, a Black Friday deixa de ser um evento concentrado em um único dia. Para o lojista, isso exige antecipar decisões de estoque e preço, mas também preparar a operação para acompanhar as oscilações de demanda ao longo do mês. Ter visibilidade sobre estoque, pedidos e vendas ajuda a evitar rupturas, ajustar a estratégia quando necessário e aproveitar o aumento do volume sem comprometer a margem”, afirma Marcelo Navarini, diretor do Bling, plataforma de negócios da LWSA.

Uma compra que passa por diferentes canais

Além de mais longa, a jornada passa por diferentes ambientes. Marketplaces lideram o início da busca por produtos, com 56%, seguidos por sites de marcas e lojas (42%) e aplicativos próprios (33%). Na hora de comprar, a ordem muda: sites das lojas aparecem com 55%, aplicativos próprios com 40%, marketplaces com 37% e lojas físicas com 28%. Novos pontos de contato também surgem nesse caminho. Plataformas de IA, como ChatGPT, Gemini e Claude, já são utilizadas como ponto de partida para a busca de produtos por 13% dos entrevistados. Entre esse público, 63% usam ferramentas de IA sempre ou frequentemente para pesquisar produtos.

A influência da tecnologia aparece também em outras etapas da jornada: resumos gerados por IA em buscadores, como Google e Bing, influenciam as decisões de compra de 45% dos consumidores. “O consumidor pode descobrir um produto em uma rede social, buscar referências em um marketplace ou até recorrer à IA para apoiar sua decisão e concluir a compra em outro canal. Para o lojista, essa jornada mais distribuída exige entender o papel de cada ponto de contato e ter uma operação capaz de acompanhar o consumidor entre os canais, sem perder consistência até a conversão”, afirma Pedro Fonseca, gerente executivo de Marketing da Tray, plataforma de e-commerce da LWSA.

Frete e pagamento entram na decisão final

Depois de encontrar o produto, outras variáveis podem definir a conversão. Mais da metade (55%) busca sempre frete grátis, mesmo que a entrega demore mais, enquanto 36% desistiriam até de uma boa oferta por causa da taxa de frete. A experiência com a entrega também repercute depois da compra: 50% afirmam que um atraso excessivo ou o recebimento de um produto danificado ou errado os faria desistir de comprar novamente naquela loja. Já 45% considerariam muito útil receber alertas proativos gerados por IA sobre a probabilidade de atrasos.

“O consumidor aceita esperar quando isso representa uma economia e o prazo está claro desde o início. Na Black Friday, oferecer boas condições de frete é importante, mas dar visibilidade sobre a entrega, permitir o acompanhamento da encomenda e cumprir o prazo combinado também fazem parte da experiência”, afirma Renato Junoy, diretor geral executivo do Melhor Envio, plataforma de tecnologia para logística da LWSA. No pagamento, flexibilidade também pesa na decisão. Com 44% dos consumidores planejando gastar mais de R$ 1 mil, o cartão de crédito parcelado sem juros lidera entre os meios de pagamento pretendidos, com 58%, enquanto o Pix aparece em seguida, com 39%. Para 56%, a possibilidade de parcelar é sempre ou frequentemente decisiva para concluir a compra. Já o desconto no Pix é decisivo ou aumenta bastante a chance de compra para 59% dos consumidores.

“O cartão parcelado continua tendo um papel importante, principalmente quando o consumidor precisa diluir o valor de uma compra maior. Ao mesmo tempo, o Pix ganhou espaço como uma alternativa à vista que pode influenciar a decisão quando vem acompanhado de uma vantagem clara. Na Black Friday, oferecer diferentes formas de
pagamento e condições transparentes ajuda o consumidor a escolher a opção que melhor se encaixa no seu planejamento”, afirma Monisi Costa, diretora geral de Pagamentos da Vindi, plataforma de pagamentos da LWSA.

A experiência continua depois da conversão

A jornada do consumidor não termina quando a compra é concluída, e cada interação pode definir se aquela venda será a primeira de muitas ou a última. Metade dos entrevistados afirma que um atraso excessivo na entrega faria com que desistisse de comprar novamente naquela loja, enquanto 45% citam atendimento ruim ou demorado. Por outro lado, 42% apontam uma experiência fluida e 37%, atendimento pós-venda de qualidade como estímulos para uma nova compra.

Sustentar essa experiência também passa pela capacidade de absorver os picos de demanda. Um em cada quatro consumidores (25%) desistiria de uma boa oferta diante de
problemas no funcionamento do site ou aplicativo, enquanto 17% apontam a falta de suporte humano como fator de desistência. Nesse cenário, atender rapidamente uma dúvida, identificar dificuldades ao longo da jornada ou retomar o contato após o abandono do carrinho pode fazer diferença na conversão. Para operações de médio e grande porte, o desafio também está em conectar canais e dados, automatizar interações recorrentes e permitir que o consumidor transite entre atendimento digital e humano sem perder o contexto.

“Na Black Friday, o desafio não é apenas atender a um volume maior de contatos, mas transformar cada interação em uma oportunidade de avançar na jornada do consumidor. Isso pode significar esclarecer uma dúvida antes da compra, recuperar um carrinho abandonado, resolver rapidamente um problema ou criar uma boa experiência no pós-venda. Ao integrar canais, dados, inteligência artificial e atendimento humano, as empresas conseguem ganhar escala sem perder de vista conversão, receita e fidelização”, afirma Paola Dias, Diretora Geral da Octadesk.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2026 ouviu 1.044 consumidores com 18 anos ou mais, de todas as classes sociais e regiões do Brasil, que pretendem realizar alguma compra na Black Friday deste ano. As entrevistas foram realizadas de forma online entre 31 de julho e 19 de agosto de 2026, por meio do Painel de Consumidores Opinion Box. O levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%

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