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CDL Dom Eliseu: empreendedorismo que corre nas veias

No CDL em Todo Lugar desta quinta, você conhece a CDL Dom Eliseu, que há 24 anos trabalha pelo fortalecimento do cooperativismo no nordeste do Pará

A cidade de Dom Eliseu (PA), localizada na divisa entre os estados do Maranhão e Pará, nasceu da vocação empreendedora de um brasileiro que, em 1961, viu potencial na região. Logo após a construção da rodovia PA 70 (atual BR-222), o operário Leopoldo Cunha – que trabalhou nas obras da estrada – se estabeleceu no entroncamento das rodovias BR-010 – uma das onze autopistas da Belém-Brasília – e PA-70, e com faro comercial, abriu um restaurante no local. O primeiro estabelecimento comercial do município acabou se tornando um atrativo demográfico e migratório, além das terras férteis e acessíveis.

Sessenta anos depois, com um PIB de R$ 111 milhões (IBGE, 2017), Dom Eliseu é conhecida por sua produção madeireira – dada a proximidade com a Floresta Amazônica – e agropecuária – maior produtor de goiaba do estado – e um setor de comércio e serviços dinâmico – graças à condição de entreposto. Em 2015, a cidade contava com 43 mil pés de goiaba (Emater), que somente na agricultura familiar, produziram cerca de 1,2 mil toneladas do fruto. De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), o fruto produzido no município abastece o mercado interno paraense, sendo comercializado, principalmente, para agroindústrias de polpas e sucos em Tomé-Açu, Castanhal e Marabá, além de ser exportada para o Maranhão.

“De uns anos para cá, também explodiu a soja. Hoje, a produção de grãos é a maior responsável pela receita municipal. Segundo a Adepará, a área plantada de soja é em torno de 60 mil hectares, só para ter uma ideia”, conta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Dom Eliseu, Gilvan Cardoso, que completa: “ainda há a produção pecuária, com quase 79 mil cabeças de bovinos. E o setor de comércio e serviços precisa ser eficiente e inovador para atender à população e os demais setores produtivos”.

Goiabas recém colhidas do pé para serem comercializadas (Foto: Clesio de Sousa/Prefeitura de Dom Eliseu)

Hoje, com 61,2 mil habitantes (IBGE, 2021), é o segundo município mais populoso da Microrregião de Paragominas. A maioria vinda de outras partes do Brasil, e ainda construindo as tradições locais.

“Há 16 km está a cidade maranhense mais próxima, então, temos uma grande influência cultural do estado vizinho. Mas como temos um caldeirão de naturalidades aqui, ainda estamos criando nossas próprias tradições”, comenta Cardoso, que é natural de Belém, capital paraense.

Comércio e serviços
A CDL Dom Eliseu foi criada em 1997. Segundo o presidente da entidade, a união entre os comerciantes é importantíssima para a criação de um ambiente de negócio mais próspero e eficiente.

“A CDL fomenta o cooperativismo, que é essencial para o fortalecimento do setor. Muitos empresários encaram como despesa a contribuição para participar de uma associação, no entanto, quanto mais juntos e unidos, mais fortes somos. Não é despesa, é investimento”, avalia Gilvan Cardoso, 38 anos, o quarto presidente de uma leva de jovens empreendedores à frente da CDL Dom Eliseu.

Atualmente, a Câmara de Lojistas conta com aproximadamente 100 usuários ativos. Além de poder usar a sede da instituição, que é própria, os associados têm acesso a serviços de proteção ao crédito (SPC Brasil) e se beneficiam das campanhas sazonais, realizadas para aquecer o comércio. Entre as campanhas tradicionais, destaque para o Natal Premiado Dom Eliseu e o Liquida Dom Eliseu.

“A CDL também tem uma importante parceria com o Sebrae, por meio da qual realizamos cursos de capacitação dos empreendedores e colaboradores”, diz o presidente da CDL, que é dono de um magazine, onde vende roupas, calçados, artigos esportivos e aviamentos em geral. Faz parte do movimento cedelista desde 2009.

Principal via de Dom Eliseu (Foto: Clesio de Sousa/Prefeitura de Dom Eliseu)

Durante a pandemia da covid-19, o comércio conseguiu se manter aberto. Segundo o presidente da CDL Dom Eliseu, junto com a prefeitura, foi realizada forte campanha sobre os protocolos de segurança e para disseminar informações técnicas embasadas na ciência.

“Nos orgulhamos do nosso comércio não ter fechado um dia sequer. Isso porque nos antecipamos, sempre focando na prevenção. Com um diálogo próximo ao poder público, conseguimos argumentar sobre a importância de manter empregos e rendas e que era possível seguir todas as orientações das autoridades sanitárias”, explica Gilvan Cardoso.

“Reforçamos a necessidade de disponibilizar o álcool em gel e do uso de máscara nas lojas. Recomendamos que os funcionários da faixa etária de mais risco fossem para casa. Apostamos na prevenção, e este foi o segredo para continuarmos de portas abertas”, conclui o presidente da CDL Dom Eliseu.

Com informações do Wikipedia.

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